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Correio Braziliense

Brasília recebe Primeiro festival nacional de teatro universitário do DF

Com ingressos custando R$ 20, o festival vai até dia 22 deste mês


postado em 18/11/2017 07:30 / atualizado em 20/11/2017 12:06

 

Com espetáculos como o Decadenta, festival Céu é um sopro de renovação para a cena do DF(foto: Nathalia Azoubel/Divulgação)
Com espetáculos como o Decadenta, festival Céu é um sopro de renovação para a cena do DF (foto: Nathalia Azoubel/Divulgação)


Inspirados pela efervescência cultural que surge constantemente em festivais de arte ao redor do país, Diego Borges e Rafael Tursi se uniram a um time de artistas brasilienses para criar a primeira edição do Céu, o Festival Nacional de Teatro Universitário do Distrito Federal. A ideia é movimentar a cultura local e criar um importante espaço de reflexão, troca e diálogo com a comunidade. Os espetáculos, oficinas e debates vão ocupar os palcos e salas de aula de alguns dos pontos mais importantes para a produção de teatro do Distrito Federal: Funarte, Universidade de Brasília, Faculdade de Artes Dulcina de Moraes e Iesb. No total, mais de 40 ações acontecem ao longo de uma semana na cidade, sendo 12 espetáculos e sete oficinas.

Para mostrar que a produção acadêmica pode render bons frutos profissionais foi escolhido, para encerrar o festival, um espetáculo que tive seu início na universidade e conquistou prêmios e reconhecimento em palcos de todo o país: Adubo, com Juliano Cazarré e grande elenco. Enquanto isso, a peça A falecida, com a cia. Novos Candangos, teve a função de abrir as atividades do projeto.  A estreia do Céu é um marco para a cidade, já que abre as portas para a cultura dos festivais universitários na capital e contribui para a formação de novos vínculos artísticos, espaço de pesquisa e formação de jovens artistas.

 

 

 


Diego Borges, um dos idealizadores, conta que a descentralização da produção cultural foi um dos critérios utilizados pela curadoria, que selecionou espetáculos do Paraná, Minas Gerais, Ceará, Amazonas, Bahia e DF. “O Brasil é muito grande, é importante sabermos o que está sendo produzido culturalmente em outras regiões. Nós recebemos seis inscrições do Amazonas e diversas do Nordeste, que enviaram espetáculos de muita qualidade”, destaca o produtor. Os grupos de fora enriquecem ainda mais a produção local e favorecem a criação a partir de novos pontos de vista e diferentes linguagens.

 

O espetáculo 'Adubo ou a sutil arte de escoar pelo ralo' encerra o festival
O espetáculo 'Adubo ou a sutil arte de escoar pelo ralo' encerra o festival
 


A formação de plateia é outro ponto alto. Em uma cidade onde artistas pensam constantemente em novos meios para expandir seu público, um festival de teatro reúne estéticas variadas, concentra produções de qualidade e possibilita que os espectadores se envolvam com uma quantidade maior de espetáculos. “Esses espaços e diálogos criados por um festival são fundamentais, principalmente para mostrar que a produção cultural do DF é extremamente rica”, lembra Diego.

O diálogo com a comunidade se amplia ainda mais a partir das atividades formativas, com oficinas e debates, reunindo profissionais de renome da cidade, como Hugo Rodas, Fernando Guimarães, Adriana Lodi e Felícia Johansson. O objetivo das atividades é contemplar possibilidades diversas de criação, passando pela teatralidade, improviso e leituras dramáticas. Nesta segunda-feira, o festival promove um debate sobre teatro e consciência negra, seguindo com uma apresentação especial do espetáculo Pentes, com o grupo Embaraça.

As atividades de hoje começam às 9h, com uma oficina de práticas biográficas de dramaturgia, no Iesb, e se encerram com a apresentação de dois espetáculos na Funarte, às 17h e 20h. A ideia é que, a partir de investimento público, o céu possa entrar na programação teatral fixa do DF e estimule a reflexão constante sobre a criação local. O projeto nasce com a característica de ser um dos maiores do país e promete criar uma nova tradição na cultura brasiliense.

Primeiro festival nacional de teatro universitário do Distrito Federal (CÉU)
De 16 a 22 de novembro; na Funarte, UnB, Iesb e Dulcina de Moraes. Os ingressos para espetáculo custam R$ 20 (inteira). Confira a programação completa no blog Além da Cena: http://blogs.correiobraziliense.com.br/alemdacena/

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