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Correio Braziliense

Dados preliminares acusam queda de audiência para fitas nacionais

Filmes brasileiros, pelos dados parciais do Observatório Brasileiro de Cinema, perderam espaço na preferência, em relação aos títulos estrangeiros


postado em 08/12/2017 17:49

Paulo Gustavo em cena do maior sucesso nacional de 2017: Minha mãe é uma peça 2(foto: Paris Filmes / Divulgação)
Paulo Gustavo em cena do maior sucesso nacional de 2017: Minha mãe é uma peça 2 (foto: Paris Filmes / Divulgação)
 
A menos de um mês para o fechamento de dados definitivos, um impacto negativo começa a ser configurado para o negócio do cinema no Brasil. Dados parciais do Oca — Observatório Brasileiro de Cinema e do Audiovisual —, uma entidade que analisa o comportamento dos consumidores de cinema encerram cenário ruim para a frequência de cinema, se comparada aos resultados do ano passado. Mesmo que haja crescimento de renda, na ordem de 4% (como informa a Folha de SP), a participação dos espectadores junto aos longas nacionais decaiu: em 2016, a participação no segmento era de 15%, contra a estimativa atual de 9,2%.
 
Enquanto, no ano passado, 25 milhões de ingressos fortaleceram a indústria nacional (em termos de público totalizado em 166 milhões); este ano, parcialmente, os dados acusam apenas 162 milhões de espectadores, em termos de lucros — fatia que inclui 15 milhões para fitas verde-e-amarelas. A divisão de mercado favoreceu os produtos estrangeiros procurados por 90% da plateia, contra 85% do total (em 2016). Para se ter uma ideia, o maior sucesso brasileiro em cinema de 2017 foi Minha mãe é uma peça 2, na oitava posição do ranking de fitas mais vistas, com público de 5,14 milhões. O estrangeiro top foi Meu malvado favorito 3, que teve 9 milhões de público.

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