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Correio Braziliense

Carminho apresenta canções de Tom Jobim com pegada própria

A portuguesa se apresenta neste domingo no Auditório Planalto do Centro de Convenções Ulysses Guimarães


postado em 09/12/2017 07:32

 Lançado em dezembro do ano passado, Carminho canta Tom Jobim ganhou aprovação de portugueses e brasileiros(foto: Alan Santos/MacroStudio)
Lançado em dezembro do ano passado, Carminho canta Tom Jobim ganhou aprovação de portugueses e brasileiros (foto: Alan Santos/MacroStudio)

 
Maria do Carmo Rabelo de Andrade, a Carminho, descobriu Tom Jobim na adolescência, ouvindo canções do compositor nas trilhas de novelas brasileiras exibidas em Portugal. Guardou quase todas elas na memória. No ano passado, numa das idas ao Rio de Janeiro, a cantora portuguesa foi convidada para um jantar do qual participavam também Kati de Almeida Braga, diretora da gravadora Biscoito Fino, e Ana Jobim, viúva do Maestro Soberano.

Na reunião, ao ouvirem Carminho cantarolando clássicos de Tom, Ana e Kati sugeriram que ela gravasse um disco com aquelas músicas, acreditando que poderiam soar de forma diferente, na interpretação da nova estrela do fado, com seu acentuado sotaque lusitano. Ela aceitou o desafio e, pouco tempo depois, entrou em estúdio com os músicos da Banda Nova, grupo que acompanhava Tom. Só saiu de lá com o disco pronto.
 

Lançado em dezembro do ano passado, Carminho canta Tom Jobim ganhou aprovação da crítica e conquistou os ouvidos de brasileiros e portugueses. No país d’além-mar, o CD foi, por alguns meses, líder de vendagem. Em março deste ano, houve a estreia do show homônimo no Rio de Janeiro, levado em seguida a Porto Alegre e Belo Horizonte.

Entre 6 de novembro e 2 deste mês, a cantora excursionou por seis países da Europa, passando por Áustria, Suíça, Alemanha, França, Inglaterra e Portugal. De volta ao Brasil, fecha a turnê desse show com apresentações em Petrópolis, Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo.

Aqui na cidade o Carminho canta Tom Jobim pode ser apreciado amanhã, às 19h, no Auditório Planalto do Centro de Convenções Ulysses Guimarães. Na companhia de Paulinho Jobim (violão), Daniel Jobim (piano), Jaques Morelembaum (violoncello) e Paulo Braga (bateria), ela interpreta as 14 canções do disco e algumas outras que ela prefere não revelar, para surpreender o público.


Carminho canta Tom Jobim
Show da cantora portuguesa e banda. Amanhã, às 19h, no Auditório Planalto do Centro de Convenções Ulysses Guimarães (Eixo Monumental). Ingressos: R$ 120 (setor VIP) e R$ 80 (setor especial) — valores referentes a meia-entrada. Assinantes do Correio tem 50% de desconto na compra de até quatro ingressos de inteira, no segundo subsolo do Brasília Shopping. Outros pontos de venda: Conjunto Nacional (térreo) e Pátio Brasil (terceiro piso). Não recomendado para menores de 14 anos.



Entrevista/ Carminho
 
Carminho e Paulo Jobim(foto: Coringa Comunicação/Divulgação)
Carminho e Paulo Jobim (foto: Coringa Comunicação/Divulgação)
 


Antes de voltar ao Brasil com o Carminho canta Tom Jobim você levou o show a cidades de seis países da Europa. Como foi a acolhida do público?
Apresentei o show em poucas e boas salas de concerto da Europa, em cidades emblemáticas, como Viena, Zurique, Hamburgo, Paris, Londres e, claro, Lisboa. Tive casas lotadas em todos os lugares. Foi maravilhoso, pois as pessoas mostravam-se atentas e interessadas em ouvir as canções.


A música de Tom Jobim é conhecida nos locais em que se apresentou?
Várias das canções são conhecidas mundialmente. Outras foram sendo descobertas e houve adesão do público.


Em Portugal, onde o disco foi lançado, obtendo ótima aceitação, as pessoas se manifestaram de forma ainda mais calorosa?
Certamente, até porque o álbum obteve muito boa vendagem em meu país, ocupando o primeiro lugar por alguns meses e as canções tocam muito no rádio. Tanto em Lisboa quanto em Guimarães vivi dias especiais. Em Guimarães, muito me alegrou a participação de Marisa Monte no show.


Em junho, na comemoração da data do seu país, o brasiliense a aplaudiu no show em que você interpretou um repertório de fados. Que lembrança guarda daquela noite?
Foi uma experiência muito interessante, pois ainda não tinha ido a Brasília e percebi que as pessoas conheciam meu trabalho.


Que impressão Brasília lhe causou?
É uma cidade muito bonita, com um céu esplendoroso e a arquitetura espetacular de Oscar Niemeyer, que pude conhecer de perto. Me dá muita satisfação voltar a Brasília.



Paulinho Jobim 
Primogênito de Tom Jobim, o violonista, compositor e arranjador Paulo Hermanny Jobim, como o pai, estudou arquitetura e música e herdou dele, de que é parceiro na canção Forever green, desenvolveu o interesse pelo meio ambiente. Trabalhou com Chico Buarque, Milton Nascimento, Sarah Vaughan, Astrud Gilberto e Lisa Ono. Ao longo da carreia, participou de discos como Falando de amor (Família Caymmi e Tom Jobim), Antônio Brasileiro, Passarim, Família Jobim, Jobim sinfônico e do projeto Quarteto Jobim Morelembaum. Acaba de lançar o álbum Jobim, orquestra e convidados que gravou com Mário Adnet, tendo a participação de Alfredo Del Penho, Alice Caymmi, Antonia Adnet, Dora Morelembaum, Júlia Vargas e Daniel Jobim, entre outros.



Daniel Jobim 
Neto de Tom Jobim e filho de Paulo Jobim, o pianista Daniel Jobim atuou com o pai no Quarteto Jobim Morelembaum e gravou com estrelas da MPB da importância de Roberto Carlos, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Chico Buarque, Gal Costa, Maria Bethânia, e dos artistas internacionais Stevie Wonder, Sting, John Pizzarelli e Sean Lennon. Atualmente tem levado a música do avô ao exterior, em turnês pela Europa e Estados Unidos. Em 1995, foi vencedor do Grammy, como produtor do álbum Antônio Brasileiro, na categoria Best Latin Jazz Performance.



Jaques Morelembaum 
Violoncelista, arranjador, maestro, produtor musical e compositor, o carioca Jaques Morelembaum iniciou a carreira no grupo A Barca do Sol. Por 10 anos integrou a Banda Nova, que acompanhava o Maestro Soberano. Casado com a cantora Paula Morlembaum, fez parte do projeto Jobim Morelembaum, quarteto com o qual excursionou pela Europa, Estados Unidos e cidades brasileiras. Criou arranjos para trabalhos de David Byrne, Cesária Évora e o grupo português Madredeus.



Paulo Braga 
Veterano baterista e compositor, Paulo Braga, na década de 1960, formou o grupo Berimbau com o à época contrabaixista Milton Nascimento e o pianista Wagner Tiso, tocando em casas noturnas de Belo Horizonte. Paulinho fez parte do grupo Som Imaginário, da banda de Elis Regina e atuou como músico de estúdio, gravando com Raul Seixas, Tim Maia, Rita Lee, Chico Buarque, Gilberto Gil, Djavan, Gal Costa e Simone, ente muitos outros. Por dois anos integrou o Jobim Trio, com Paulo Jobim e Daniel Jobim e foi da formação da Banda Nova.

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