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Correio Braziliense

Vanderlei Costa lança amanhã seu primeiro livro, Subsolo amarelo

A proposta conceitual une poemas, fotografia e casos inspirados na vizinhança do poeta


postado em 16/12/2017 07:30

Vanderlei Costa lança seu primeiro livro, Subsolo amarelo(foto: Arquivo pessoal)
Vanderlei Costa lança seu primeiro livro, Subsolo amarelo (foto: Arquivo pessoal)
 
O primeiro livro do poeta e performer Vanderlei Costa, Subsolo amarelo, será publicado pela editora Semin e chega com uma proposta conceitual e mistura de linguagens artísticas. Os poemas se unem à fotografia e criam um mosaico dividido em 12 temas. A ideia é que os assuntos se lancem entre as páginas em uma espécie de espiral, até que cheguem ao subsolo retratado no título da obra. A inspiração para cada página veio do cotidiano do performer, de sua percepção da sociedade e de observações que ele fez de seus 12 vizinhos, em 2012.

O subsolo amarelo é a última parte do livro, cujo índice é a portaria de um edifício. Os assuntos se entrelaçam até chegar ao ponto final, quando os poemas se transformam em pequenas crônicas da vizinhança e retratam as perversões, tragédias e características diversas de cada morador de um subsolo habitado por Vanderlei, na Asa Norte, em tempos passados. “Nos outros compartimentos do livro, abordo sexo de uma forma mais crua, quase pornográfica, não me interessa o romantismo”, destaca o poeta.
 

Vanderlei escreve sobre Brasília e suas contradições. A poesia ganha espaço na cidade modernista e o poeta quer utilizar as páginas para combater através da arte e das ideias que pautam seu tempo. “Depois de 2013, o Brasil ficou mais tenso e muitas dessas aflições entraram naturalmente no livro, senti uma urgência em abordar certos assuntos. É uma escrita feita a partir da forma que os modernistas fizeram, pautado pelas ideias, pelo falar poético e performático, meu artesanato de palavras”, lembra Vanderlei.

Na obra, misturam-se textos sobre política, infância, cerrado, além da banalidade da morte, os novos ativismos e seu próprio eu lírico. “São temas combativos, poemas visuais”. Muitos de seus poemas são escritos para acompanhar o tempo e o dinamismo das performances que realiza pelas ruas da cidade. Figura conhecida entre as ruas de Brasília, Vanderlei Costa pensa na escrita para o espaço de apresentação. “Meus poemas são criados a partir do espanto que me ocorre com os fatos, coisas banais ou não. Meu tempo escolhe os temas sobre os quais escrevo”, afirma o poeta.

Para o autor, seu passado e influência transitam entre as frases e os diálogos são diversos. O erotismo, espaço de criação bem quisto pelo autor, aparece de maneira crua, carnal. Vanderlei busca que o espectador e o leitor não saiam indiferentes diante de seu posicionamento, que não deixa de ser um ato de contestação. O corpo pulsa e, enquanto isso, cenas e poemas ganham expressividade e vivência.


Subsolo Amarelo
Editora Semin, 132 páginas. Preço: R$ 35. Lançamento do livro Subsolo amarelo, de Vanderlei Costa, no Cine Brasília, domingo às 18h.
 

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