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Correio Braziliense

Obra de Aleister Crowley, O livro da lei, ganha nova edição

A obra traz pensamentos polêmicos do mago da cultura pop


postado em 27/12/2017 07:20

Aleister Crowley influenciou muitos artistas internacionais e brasileiros, incluindo Raul Seixas(foto: Internet/Reprodução)
Aleister Crowley influenciou muitos artistas internacionais e brasileiros, incluindo Raul Seixas (foto: Internet/Reprodução)

De Fernando Pessoa a Raul Seixas, passando por Ozzy Osbourne e filmes de 007. Todos foram influenciados pelo ocultista inglês Aleister Crowley. Famoso pelas ideias polêmicas e libertárias para a época em que viveu (1875-1947), Crowley seduziu diversos artistas e pensadores do período e influenciou muito do que foi produzido na cultura pop.

As principais ideias do ocultista estão em O livro da lei, obra que reúne os pensamentos polêmicos de Crowley. O mago apontava para todos os lados: criticava o cristianismo, acreditava em uma outra visão do diabo, estimulava a liberdade sexual e o uso de drogas para a expansão da consciência.

O Brasil acaba de receber uma nova edição da obra polêmica e influenciadora. Lançado pela editora Chave, a versão brasileira foi traduzida por ninguém menos que o próprio poeta português Fernando Pessoa e a tradutora Marina Della Valle e tem acabamento caprichado, com capa dura.

Crowley foi uma espécie de precursor da contra-cultura, como explica o texto de apresentação da versão brasileira, assinado por MB (pseudônimo do autor do prefácio). “Ele foi um pioneiro da rebeldia pop, do misticismo, da revolução sexual, do orientalismo, do vestuário como fantasia e manifesto, da yoga, da louca autoconfiança da celebridade, da imagem pública como principal obra do artista, do prazer em desafiar os preconceitos pequenos burgueses e, é claro, da psicodelia”, diz o texto.

Sucesso tardio

Seria difícil prever o sucesso de Crowley a julgar pela repercussão na imprensa durante sua vida. O ocultista era retratado pelos jornais britânicos da pior maneira possível, como era de se esperar diante das ideias polêmicas que professava. “O homem que gostaríamos de enforcar” e “o homem mais perverso do mundo” foram títulos usados para falar sobre ele.

“As tantas denúncias e campanhas da imprensa e dos moralistas em geral fizeram com que Crowley fosse obrigado a comparecer perante os juízes diversas vezes. Mas ele gostava de ser assunto, e as acusações aparentemente não o perturbaram tanto, nem a seus admiradores”, conta o texto de apresentação.

Em 2002, uma pesquisa da BBC mostrou como, de fato, Crowley virou o jogo e se transformou em celebridade. Na eleição que escolheu os 100 maiores britânicos de todos os tempos, ele ficou à frente de J. R. R. Tolkien, Bono Vox e J.K. Rowling, em 73º lugar.

(foto: Editora Chave/Divulgação)
(foto: Editora Chave/Divulgação)
O livro da lei
Aleister Crowley. Tradução de Marina Della Valle e Fernando Pessoa. Editora Chave. 208 páginas. R$ 49,90.

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