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Correio Braziliense

Em terceiro disco da carreira, Filipe Catto revela mais sua essência

As diversas camadas do artista, como diferentes estilos musicais, estão expostos em CATTO


postado em 28/12/2017 07:20

(foto: Lorena Dini/Divulgação)
(foto: Lorena Dini/Divulgação)

“É um disco que fala da minha essência. É como se abrisse uma porta e viessem paisagens, cores, viagens, coisas fantásticas, mas que são invisíveis, que não são ditas, não são claras, não têm nomes, são sensações”. É assim que o cantor gaúcho Filipe Catto explica o novo trabalho, lançado neste ano.
 
O disco CATTO é o terceiro da carreira do artista, que estreou no mundo da música com Fôlego, de 2011. Com 10 faixas, o material é uma mistura de influências musicais, com uma sonoridade de que vai do rock ao samba, da batida eletrônica ao suingue brasileiro. “É um álbum com várias camadas e um show cheio de texturas. É impossível definir um estilo”, comenta em entrevista ao Correio.
 
Para Filipe Catto esse é o álbum mais pessoal de sua carreira. “Tem tantas camadas pessoais, coisas profundas minhas e existenciais”, define. E também o primeiro em que o lado mais instrumentista do artista fica mais exposto. “É um material que partiu da minha ligação com os instrumentos, com os timbres”, explica.


 
O material surgiu de um encontro de Catto com o produtor Felipe Puperi e foi concebido em um processo de cerca de nove meses de produção. A primeira música do álbum feita foi o single Só por ti, uma parceria com a cantora Zélia Duncan. “Eu e Zélia somos amigos. Já nos conhecíamos por conta do meio e nossa parceria surgiu a partir do momento da homenagem à Cássia (Eller), que fizemos também com Lan Lan no Rock in Rio. É um tesão cantar com ela. Ela é muito generosa”, afirma.
 
Como aconteceu nos dois trabalhos anteriores, o cantor conta que participou de todas as etapas, desde a composição das faixas a direção artística.

Três perguntas // Filipe Catto

 
Você é considerado um dos nomes da nova MPB. Como você enxerga hoje a música popular brasileira?
Acho que estamos vivendo um momento em que a internet trouxe uma visão absoluta de possibilidades. Fazer música popular é dialogar com o mundo. Não há mais barreiras territoriais e temporais.

O seu disco tem diferentes sonoridades. Como você vê define seu estilo musical?
Hoje em dia tudo é possível, fico achando que estamos vivendo um momento de riqueza estética na música e no mundo. As pessoas perderam o preconceito e o regionalismo. A música é universal. Me considero um artista do mundo e sempre estou querendo me livrar de rótulos. Estou menos preocupado em ser um artista queer, alternativo, indie, MPB... Estou buscando uma comunicação, quanto menos rótulos, melhor. Acho que tenho uma linguagem universal. Gosto de estar no mundo. Me sinto confortável em qualquer lugar.

Que tipo de mensagem você quis passar em CATTO?
Acho que os trabalhos anteriores ficaram um pouco reduzidos. Eu estou vivendo coisas maiores, usando a minha voz como instrumento de textura e colaborando para uma causa maior. Sou um cantor, um intérprete, tenho uma voz incomum. Estou muito liberto e bem resolvido com todas as minhas influências.

CATTO
De Filipe Catto. Biscoito Fino, 10 faixas. Em todas as plataformas digitais.

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