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Correio Braziliense

Blitz ganha comemoração pelos 35 anos da estreia

Evandro Mesquita relembra os primeiros tempos do grupo que nasceu nos anos 1980


postado em 02/01/2018 07:33 / atualizado em 01/01/2018 19:57

DVD tem faixas em que a banda está sozinha em cena, mas também conta com convidados como Dadi Carvalho(foto: M.Miki/Divulgacao)
DVD tem faixas em que a banda está sozinha em cena, mas também conta com convidados como Dadi Carvalho (foto: M.Miki/Divulgacao)

 
Banda precursora do Rock Brasil (BRock), a Blitz surgiu em 1982. A estreia de Evandro Mesquita e companhia foi no verão de 1982, no Circo Voador, espaço mambembe instalado ao lado da praia do Arpoador, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Em julho daquele ano, o Brasil tomou conhecimento do grupo após o estouro radiofônico de Você não soube me amar, uma mistura de pop rock e samba,que trazia na letra a história de um romance juvenil com ares de história em quadrinhos.

A Blitz se originou da trupe teatral carioca Asdrúbal Trouxe o Trombone, que fez sucesso nos anos 1970. Um dos integrantes era Evandro Mesquita, que tinha como companheiros de elenco os atores Luis Fernando Guimarães, Perfeito Fortuna e as atrizes Regina Casé e Patrycia Travassos, entre outros. Com a turnê das peças Trate-me Leão e Aquela coisa toda, eles estiveram em Brasília.
 

Desde o início da carreira, a Blitz tem vindo à capital para apresentações em diferentes locais — do Ginásio Nilson Nelson à área de eventos da Asbac, no Setor de Clubes Sul. Em abril de 2017, o grupo fez show no Iate Clube e aproveitou para lançar o CD Aventuras 2. Para celebrar os 35 anos de trajetória, a banda está lançando o quarto DVD, gravado no Circo Voador, na Lapa (RJ).

O registro do DVD foi feito pela formação que está junta há 14 anos: Evandro Mesquita (vocal, guitarra e gaita), Billy (teclados), Juba (bateria), Rogério Meanda (guitarra), Cláudia Niemeyer (baixo), Andrea Coutinho e Nicole Cyrne (backing vocal). Pode ser diferente, O último cigano, Coração de equilibrista, Chacal blues, O rei do gatilho e Nunca joguei com Pelé são as seis faixas em que a banda está sozinha em cena.

Nas demais, há participação de convidados como Paralamas do Sucesso (Nu, na ilha), Roberto Frejat (Baile quente), Zeca Pagodinho (Fominha), Seu Jorge, (Martelinho de ouro), Sandra de Sá (Júlia, Leila e Edgar), Alice Caymmi (Noku pardal) e MC Cert (Estrangeiro aventureiro). Os músicos Dadi Carvalho, Andreas Kisser, George Israel e Arnaldo Brandão também tomam parte no DVD.

(foto: Reproducao)
(foto: Reproducao)

Blitz no Circo Voador
DVD da Blitz, com 13 faixas e participação de convidados. Lançamento em parceria do selo Deck Disc e do Canal Brasil. Preço sugerido: R$ 35.



Entrevista // Evandro Mesquita

Recentemente a tevê apresentou uma série de programas sobre o Asdrúbal Trouxe o Trombone. Para você, que importância teve essa trupe teatral para a criação da Blitz?
O teatro que a gente fazia tinha uma energia rock and roll e texto contemporâneo, falando de coisas sérias com humor. E a Blitz tem a teatralidade do Asdrúbal. A Blitz saiu de dentro do Asdrúbal.

Na segunda metade da década de 1970, o Asdrúbal trouxe a Brasília o Trate-me leão. Muita gente daquela geração ainda fala com carinho e entusiasmo das apresentações do grupo no Teatro da Escola Parque. Ainda guarda na memória aquela temporada aqui na capital?
Sim, fizemos grandes apresentações aí no Teatro da Escola Parque. Houve outra, na Concha Acústica, com Aquela Coisa Toda que também foi demais.

O Circo Voador foi o palco responsável por lançar a Blitz, precursora do BRock, na década de 1980?
O Circo nasceu de dentro do Asdrúbal e posou no Arpoador. Foi um sonho que se tornou realidade ao ocupar aquele espaço e participar das atividades do underground de bandas e peças que buscavam mostrar seus trabalhos. A Blitz e o Barão Vermelho nasceram ali!

Desde o estouro de Você não soube me amar, a Blitz tem feito shows aqui na cidade. Que relação a banda tem com o público brasiliense?
Show aí é sempre uma festa, com a participação vibrante do público.

Quantos títulos a Blitz contabiliza na discografia?
Uns 12. Eu me ligo nos mais recentes e nos próximos. Lançamos agora o Aventuras 2, que foi indicado ao Grammy Latino, e nosso DVD gravado no Circo Voador, que acaba de sair.

Com tantos modismos no universo da música popular brasileira, foi difícil manter viva a proposta da Blitz em 35 anos de carreira?
Continuamos fiéis ao nosso caldeirão de misturas e influências sonoras.

O DVD 2 é uma celebração dos 35 anos de trajetória?
Com certeza. É um disco com participações especiais, entre  companheiros da geração roqueira dos anos 1980.

Por que a banda quis ter a participação de vários convidados?
Por ser uma celebração, tivemos esses encontros não planejados inicialmente, mas que foram fundamentais no resultado final.




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