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Correio Braziliense

Nilze Carvalho se apresenta em Brasília nesta quinta e sexta-feira

Com o show 'Choro Canção', a cantora leva clássicos do choro ao público


postado em 04/01/2018 09:47

A carioca Nilze Carvalho é cantora, compositora e instrumentista(foto: Rodrigo Ramalho /Divulgação)
A carioca Nilze Carvalho é cantora, compositora e instrumentista (foto: Rodrigo Ramalho /Divulgação)
 

Nilze Carvalho participou ativamente do movimento de revitalização artística da Lapa. Como vocalista e bandolinista do Sururu na Roda levou cariocas e turistas a voltarem ao tradicional bairro boêmio, no centro do Rio de Janeiro, para assistir às apresentações do grupo, do qual fazia parte também seu irmão, o cavaquinista e percussionista Sílvio, atualmente radicado em Brasília.

 

Em carreira solo há dois anos, a cantora, compositora e instrumentista está de volta à cidade para apresentações nesta quinta (4) e sexta-feira (5), às 21h, no Espaço Cultural do Choro, pelo projeto Clube do Choro Convida. “Desta vez trago para o brasiliense o show Choro canção, que, em dois sets, interpreto alguns clássicos do gênero e outras canções adaptadas para esse estilo”, anuncia Nilze. Ela tem a companhia de Hudson Santos (violão 7 cordas) e Netinho Albuquerque (percussão).


O Choro canção foi o projeto que a artista fluminense (ela nasceu em Nova Iguaçu) criou em 2017. “No Rio, fiz o show no Centro de Referência da Música, na Tijuca; na Casa do Choro, na Rua da Carioca, no centro; e na Sala Baden Powell, em Copacabana, e tive boa acolhida do público. Aí, quis trazê-lo à capital, onde sempre fui recebida com carinho pelos brasilienses”, frisa.


No ano passado, em fevereiro, a cantora esteve na cidade para um pré-carnavalesco no Outro Calaf. “Foi uma festa bem animada, comandada pelo bloco Mulheres do Zeca, do qual faço parte ao lado de Renata Jambeiro, Dayse do Banjo, Janaina Moreno, Bia Aparecida e Dorina, criadora do grupo. Antes, havíamos nos apresentado na Acadêmicos da Asa Norte”, conta.

 

Com o projeto Choro canção, Nilze está de volta à origem. “Comecei minha carreira musical aos cinco anos de idade, tocando choro. Dos 11 aos 14 anos, gravei, como bandolinista, a série de LPs Choros de menina, em quatro volumes. No primeiro e no quarto, fui acompanhada pelo mitológico conjunto Época de Ouro, que tocava com Jacob do Bandolim”, lembra. “À época, participei de um espetáculo em homenagem a Waldir Azevedo, na Sala Villa-Lobos do Teatro Nacional de Brasília, quando conheci o Hamilton de Holanda e o irmão dele Fernando César, que formavam o Dois de Ouro”, acrescenta.


Para criar o show, ela fez pesquisa aprofundada e reuniu no repertório composições de vários períodos. Há desde a emblemática Flor amorosa, de Joaquim Antônio Callado, tido historicamente como “o pai do choro”, que recebeu letra de Catulo da Paixão Cearense, a De mais ninguém, dos contemporâneos Marisa Monte e Arnaldo Antunes. “Vou cantar também os clássicos Curare (Bororó) e 1x0, de Pixinguinha e Benedito Lacerda, que ganhou letra de Nelson Angelo; Meu caro amigo, de Chico Buarque; e Evocação a Jacob, de Avena de Castro e Cristino Ricardo”, complementa.

 

Serviço
Show da cantora, bandolinista e cavaquinista, acompanhada por Hudson Santos (violão 7 cordas) e Netinho Albuquerque (percussão), Quinta (4) e setxa-feira (5), às 21h, pelo projeto Clube do Choro Convida. No Espaço Cultural do Choro (Eixo Monumental, ao lado do Centro de Conveções Ulysses Guimarães). Ingressos: R$ 40 e R$ 20 (meia para estudantes). Não recomendado para menores de 14 anos. Informações: 3224-0599

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