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Correio Braziliense

Rapper Cardi B desponta como nova artista do gênero

Emplacando posições históricas para as mulheres do rap, Cardi B é a sensação do momento


postado em 10/01/2018 07:00 / atualizado em 10/01/2018 10:38

(foto: Ethan Miller)
(foto: Ethan Miller)


“Eu não danço, eu faço o dinheiro dançar”. O trecho da faixa Bodak yellow, da rapper norte-americana Cardi B, é mais do que o suficiente para apresentar a personalidade forte e a música incisiva, que levou a jovem de apenas 25 anos a se tornar um dos maiores fenômenos sonoros do mundo atualmente.
 

Recordes

 
Cardi B conseguiu se tornar a segunda rapper na história a colocar uma faixa solo – Bodak yellow – no topo da Hot 100 da Revista Billboard (um chart que mede o número maiores execuções em serviços de straming, venda e execução radiofônica de uma música). Antes dela, Lauryn Hill emplacou o rap Doo wop that thing em 1998. Tecnicamente, a rapper Iggy Azalea também alcançou o top da Hot 100 com a música Fancy, porém, a canção não é solo, já que Iggy contou com a participação da cantora pop Charli XCX.
 
Belcalis Almanzar, nome verdadeiro de Cardi B, deixou a indústria fonográfica em estado de alerta com Bodak yellow, mas as maiores apostas eram contra a artista, afinal, cantores com o hit do momento que depois desaparecem não são exemplos raros. Entretanto, a última semana veio acrescentar a Cardi B um fato: ela não só mais um nome do momento.
 
A rapper se tornou – na semana de 1º a 7 de janeiro – a única da história do gênero a ter três músicas no top 10 da Hot 100. As faixas Motorsport (em parceria com o grupo de rap Migos e Nick Minaj) e No limit (com G-Easy e Lil Wayne), além do hit Bodak yellow estão entre as 10 músicas mais ouvidas no streaming e rádio mundial. Cardi B agora entra no roll da banda de rock The Beattles e da cantora de soul Ashanti, os únicos artistas a conseguirem emplacar o feito.
 
 

 
A ascensão da estrela sem filtros

 
Nascida no bairro periférico do South Bronx, em Nova York, filha de imigrantes de Trindade e Tobago e República Dominicana, Cardi B não foi uma daquelas com a infância fácil. Após largar a escola, se juntar a gangues e ser agredida pelo namorado, a rapper passou a trabalhar como stripper em uma boate de Nova York.
 
Cardi começou a alcançar notoriedade longe da música. Muito ativa em redes sociais, principalmente no Instagram, a jovem costumava publicar cada passo que dava tendo a vida como um grande livro aberto. O que realmente projetou Cardi B foi sua personalidade absolutamente sem filtro.
 
No fim de 2014, Cardi B mostrou ao mundo um vídeo viral, que lhe arrecadaria uma fama quase instantânea. Em um quarto de hotel, a rapper aparecia somente de sutiã e vestido gritando: “Lá fora está congelando, mas ainda me visto assim porque uma vadia nunca sente frio”. 
 
 
 
Mais do que memes, a frase atingiu mais seguidores para Cardi, preparando o terreno para a explosão musical que aconteceria logo em seguida. Em 2016, a rapper passou a ter uma participação no reality show musical Love & hip hop, e no mesmo ano começou a bombar nas rádios com duas mixtapes: Gangsta bitch music Vol. 1 e Gangsta bitch music Vol. 2.
 

Música e mensagem

 
Ao mesmo tempo em que sofre críticas por ter sido uma stripper, Cardi exalta a profissão como a que lhe permitiu alcançar todo o sucesso que ela tem hoje. “As pessoas pensam que feminista é aquela que foi pra faculdade. Aquelas que usam saias até os tornozelos, como primeiras-damas, mas isso não é ser feminista. Ser feminista é ser igual para fazer o que qualquer homem faz. Eles se movimentam, e eu movimento eles”, afirmou Cardi à escritora Allisson P. Davis, da revista New York.
 

Futuro

 
Para o início de 2018, Cardi já prepara o lançamento do primeiro álbum deixando as expectativas dos fãs nas alturas. Em relação a single, a rapper acabou de lançar o remix de Finesse, faixa em parceria com Bruno Mars. A qualquer momento a canção La modelo, feita em conjunto com Ozuna, pode chegar as rádios, fazendo a carreira de Cardi maior do que ela já é.
 
 

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