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Correio Braziliense

Guitarrista brasiliense Celso Salim brilha nos Estados Unidos

O músico representa a sociedade de blues do sul da Califórnia no IBC (International Blues Challenge), um dos principais eventos relacionados ao estilo no país


postado em 20/01/2018 07:00 / atualizado em 19/01/2018 18:08

Celso Salim e Artur Menezes, dois brasileiros que participam do IBC(foto: Luciana Costa/Divulgação)
Celso Salim e Artur Menezes, dois brasileiros que participam do IBC (foto: Luciana Costa/Divulgação)

 
De Brasília, o guitarrista Celso Salim mudou-se para os EUA em 2014. A ideia era fazer uma imersão na cultura americana e, sobretudo, no blues, gênero em que sempre atuou. Não poderia ter dado mais certo. Salim recebeu reconhecimento em prêmios, publicações especializadas e festivais americanos. “Realmente fico muito feliz em ser reconhecido por aqui também, tenho lutado muito para ampliar a divulgação do meu trabalho nos EUA”, diz o guitarrista.

Neste janeiro, ele alcançou mais um marco na carreira: representar a sociedade de blues do sul da Califórnia no IBC (International Blues Challenge), um dos principais eventos relacionados ao estilo no país, que termina hoje. “O IBC é a maior competição de bandas de blues do mundo e é organizado pela Blues Foundation, que também produz o Blues Awards, considerado o maior prêmio do estilo depois do Grammy. Apesar de ser uma competição, na verdade, é uma celebração do estilo com bandas representando sociedades de blues do mundo inteiro”, destaca.

Outro brasileiro também participa da competição, o cearense Artur Menezes. “O Brasil não tem nenhuma sociedade desse tipo que mande bandas pra cá, talvez por isso esse evento seja tão desconhecido no país. Por essa razão, também acho muito bacana ter dois brasileiros: eu e o Artur Menezes (cada um com a sua banda).”

O blues hoje

Mesmo nos EUA, Salim enxerga com certa preocupação o futuro do estilo. Até por lá, o blues ocupa apenas um nicho, segundo o guitarrista, e não há renovação no público. “Não está no mainstream, mas ainda existem muitos festivais e eventos que acontecem periodicamente que, junto com os inúmeros artistas e bandas, mantêm o estilo vivo.”

No Brasil, o guitarrista vê um cenário em que também eventos colaboram para movimentar o estilo. “Os espaços são limitados, mas ainda existem algumas casas de shows e grandes festivais anuais que ajudam a manter o estilo vivo. Arrisco dizer que o Brasil tem a maior cena de blues do mundo entre os países que não falam inglês”, acredita.

Duas perguntas // Celso Salim

Você considera Brasília como um celeiro de bons guitarristas?
Com certeza, há muitos guitarristas talentosos em Brasília! Só para citar alguns: Dillo, Haroldinho Mattos, Kiko Peres, Carlos Beleza, Vitor Fernandes, Marcelo Barbosa, Marcus Moraes, Gleisson Chaves, Pedro Doca, Beto Peres, Paulo Lopes, Leo Vilela, entre muitos outros.

Quais os seus próximos projetos?
Estou lançando meu sexto album, Celso Salim Band — Mama’s hometown, nos próximos meses. Serão 9 faixas, sendo 8 composições originais. Espero levar esse trabalho para várias partes do país e para fora também. O disco conta com a voz do brasiliense Rafael Cury, que também mora aqui e passou a integrar a banda em 2017.

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