Publicidade

Correio Braziliense

Morre Oswaldo Loureiro, ator que fez mais de 20 novelas

Ator morreu em São Paulo, em consequência do Alzheimer


postado em 03/02/2018 14:27 / atualizado em 03/02/2018 14:35

 

Oswaldo Loureiro em Que rei sou eu?, novela de Cassiano Gabus Mendes(foto: Divulgcao/TVPress)
Oswaldo Loureiro em Que rei sou eu?, novela de Cassiano Gabus Mendes (foto: Divulgcao/TVPress)
 

Morreu neste sábado, em São Paulo, o ator e diretor Oswaldo Loureiro. Aos 85 anos, o ator sofria de Alzheimer e morreu em consequência da doença. Ele já estava afastado dos palcos e da televisão desde 2011.

Nascido no Rio de Janeiro em 1932, Loureiro esteve em mais de 140 peças e 20 novelas, entre elas Roque Santeiro e Mandala, ambas de Dias Gomes, Guerra dos sexos, de Silvio de Abreu, e Cambalacho, de Jorge Fernando e Antonio Rangel. No teatro, ele fez peças como Sonho de verão, Sexo frágil e Para viver um grande amor.

Filho de uma cantora lírica e de um ator, Loureiro estreou na carreira artística aos 12 anos, em filmes  como Romance Proibido e É proibido sonhar, todos dos anos 1940. No entanto, foi na década seguinte que resolveu abraçar a carreira artística como profissão. Entrou para a companhia Henriette Morineau e seu primeiro papel foi em Vestido de noiva, de Nelson Rodrigues. De Nelson, também fez O beijo no asfalto e Bonitinha mas ordinária.

Não era só no palco que Loureiro atuava. Ele também foi presidente do Sindicato dos Autores na década de 1980 e lutou para que a profissão de ator fosse reconhecida. Também foi importante na reivindicação pela liberdade de expressão.  A direção também entrou para o repertório do artista, que nos anos 1990 dirigiu Baixa sociedade, de Juca de Oliveira, e chegou a dirigir o Teatro Guaíra, em Curitiba (PR).

A televisão entrou para a vida de Loureiro em 1964, quando passou a integrar o quadro da TV Tupi com um papel em Direito de nascer. O último trabalho na televisão foi em 2005, na novela A lua me disse, de Miguel Falabella e Maria Carmem Barbosa. Também colaborou com produções como Os trapalhões, A diarista e O bem-amado, um clássico da década de 1980.

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade