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Correio Braziliense

Morre o cantor e compositor Zeca Bahia, aos 67 anos

Zeca Bahia está por trás das canções 'Porto solidão' e 'Ave coração'


postado em 07/02/2018 11:24 / atualizado em 07/02/2018 12:30

Zeca Bahia morre na noite da terça-feira com falência múlitpla de órgãos(foto: Anita Dias/Divulgação)
Zeca Bahia morre na noite da terça-feira com falência múlitpla de órgãos (foto: Anita Dias/Divulgação)

A música brasileira perdeu, na noite da última terça-feira (6/02), o cantor e compositor baiano José Ramos Santos, mais conhecido como Zeca Bahia. O artista é autor das canções Porto solidão, que fez sucesso na voz de Jessé, e Ave Coração, cantada por Fagner e Daniel. 

 

Aos 67 anos, Zeca Bahia estava internado desde o dia 29 de janeiro no UTI do hospital municipal Professor Magalhães Neto, na cidade baiana de Brumado. Ele havia dado entrada no hospital por apresentar insuficiência renal aguda e respirava por aparelhos. A morte foi causada por falência múltipla de órgãos.

 

O cantor nasceu em Bom Jesus da Lapa, no interior da Bahia, e foi um importante nome da cultura regional, especialmente depois de suas canções  terem sido regravadas por grandes nomes da música brasileira. Nesta quarta-feira (7/02), na cidade em que nasceu, o corpo será sepultado no cemitério Santa Luzia.  

 

O álbum mais recente do compositor foi O outro lado da moeda, no qual incluiu músicas inéditas e outras consagradas, como Porto solidão, Ave coração, Velho demais e Estrela.

Porto solidão foi premiada

Em 1980, a música Porto solidão recebeu o prêmio de melhor intérprete no Festival MPB Shell da Rede Globo. Na época, vendeu mais de 3 milhões de cópias e foi gravada por Altemar Dutra, Daniel, entre outros cem artistas de 43 países diferentes. A música também foi escolhida pela imprensa brasileira como uma das cem mais belas canções do século. A composição é uma parceria entre Zeca Bahia e Ginko

 

Ave coração foi gravada por Fagner

No ano de 1979, Zeca Bahia e Clodo Ferreira compuseram a canção Ave coração. Ela foi interpretada pelo cantor cearense Raimundo Fagner e depois foi regravada numa versão em espanhol traduzida pelo escritor Ferreira Gullar.  

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