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Correio Braziliense

The Drag Series chega a Brasília e retrata artistas da capital

O criador do projeto, Fernando Cysneiros, registrou 12 queens da cidade na série que conta com mais de 150 drags ao redor do país


postado em 10/02/2018 07:30 / atualizado em 09/02/2018 19:33

Treze drag queens brasilienses foram registradas pelas lentes de Fernando Cysneiros(foto: Fernando Cysneiros/Divulgação)
Treze drag queens brasilienses foram registradas pelas lentes de Fernando Cysneiros (foto: Fernando Cysneiros/Divulgação)

 
Depois de alcançar enorme sucesso nas redes sociais, o projeto The Drag Series registrou 12 artistas brasilienses em uma sessão especial. A iniciativa se consolidou como uma das maiores produções em retratos no meio LGBT nacional e já fotografou mais de 150 queens. Agora, para trazer ainda mais visibilidade ao trabalho das drags brasilienses, o fotógrafo Fernando Cysneiros, de Recife, reuniu um forte time para representar as cores do Distrito Federal.

O projeto começou em 2016, a partir da vontade de Cysneiros em enaltecer o universo queer com foco na arte das drag queens. A estrutura da fotografia é simples, com um fundo branco que é preenchido pelas cores e a criatividade dos artistas participantes. Novos retratos são publicados todas as quintas-feiras nas redes sociais do projeto.

 
“Eu tento visitar a maior quantidade de lugares no Brasil sempre que possível para retratar a cena drag de cada cidade. Queremos ir a todos os lugares do país, mas o projeto está sem nenhum apoio financeiro no momento, então ainda não conseguimos registrar todos os estados”, conta Fernando.

Da cena de Brasília, foram 12 fotografadas: Di Vina, Dita Maldita, Mary Gambiarra, Carrie Myers, Melina Imperia, Naomi Kahlo, Pietra, Mika DG, Mia Massi, Naomi Leakes; Xantara Thompsom e Oriana Loll. “Com o tempo, fui aprimorando algumas técnicas de iluminação e de edição. E isso repercute no meu trabalho fora do projeto também”, destaca o fotógrafo.
 

O preparo para cada ensaio começa na pesquisa de artistas da cena local. Fernando busca quem são as drags de maior sucesso na região visitada naquele momento, quem participou da história da cidade e quais eventos relacionados ao universo trabalhado.
 
 

O site do projeto possui um formulário, que recebe inscrições constantes, também analisadas pelo fotógrafo. Com as fotos feitas, resta agendar o dia em que cada queen será publicada nas redes. O ensaio passa por uma seleção para a escolha das melhores fotos e cada artista contribui escolhendo a sua favorita.

“Após fazer a seleção, é hora de tentar arrumar um local para as fotos e bater os dias e horários com a agenda de cada drag. Em Brasília, tive sorte de ser acolhido pela Victoria Haus, que sediou todas as fotos. Mas na maioria das cidades, tenho que visitar vários locais num só dia, indo de casa em casa”, lembra o artista.

A arte drag é uma maneira de se expressar e isso pode resultar numa infinidade de looks diferentes para cada foto. A diversidade é marca registrada dos ensaios, e as possibilidades de criação encontradas entre as fotos são imensas.

The Drag Series já registrou o trabalho de três países e trinta cidades diferentes. A estrutura é a mesma, uma drag posando, um fundo branco e a luz de estúdio. Enquanto isso, pelas mãos de cada drag, os figurinos, cores e adereços se modificam continuamente e mostram um pouco da cultura e do regionalismo de cada artista que aparece nos retratos.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 


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