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Correio Braziliense

Filmes baseados em desastre estão em abundância no cinema

Estreia do norueguês 'U-July 22' no festival de Berlim mostrou detalhes sobre o ataque que abalou o país nórdico em 2011 e o Correio foi atrás: filmes sobre tragédias não são raridades


postado em 02/03/2018 06:00 / atualizado em 01/03/2018 16:56

Atriz Andrea Berntzen e o diretor Erik Poppe no lançamento de 'U-July 22'(foto: reprodução/O Globo)
Atriz Andrea Berntzen e o diretor Erik Poppe no lançamento de 'U-July 22' (foto: reprodução/O Globo)


Um dos filmes de maior repercussão do Festival de Berlim, que terminou em 25 de fevereiro, foi o norueguês U-July 22, do diretor Erik Poppe. A trama – sem trilha sonora e com atores iniciantes – mostrou as ações de Anders Breivik, um extremista de direita que matou 69 pessoas, em um ataque terrorista no país nórdico em 2011. 

“A oposição para realização deste filme nunca foi segredo. Existiram muitas reações, então quando as pessoas ficaram sabendo, eu fui um dos primeiros a entender, eu pensava comigo mesmo 'é possível?' Esse será um filme de entretenimento?”. A explicação do diretor do filme à emissora BBC faz parte da polêmica que envolve a produção de filmes baseados em tragédias reais, como tiroteios, principalmente, se inserido no contexto de que apenas alguns dias depois, uma situação semelhante ocorreu em uma escola da Flórida matando 17 estudantes.
 

Terrorismo e filmes 

 
“É um tópico delicado. Eu realmente fiquei em cima do muro para me definir sobre isso, mas então eu percebi: eles vão fazer um filme de qualquer forma, é melhor se eu ficar no controle dele”. A fala do ator Mark Wahlberg, estrela da produção O dia do atentado (sobre os ataques terroristas em Boston, em 2013), na época em que o filme estreou, mostra um pouco da relação que Hollywood tem com essas “produções trágicas”.

O país norte-americano, com uma das maiores indústrias do entretenimento do mundo, praticamente se especializou na produção de filmes sobre desastres. No grande circuito, mais de 10 películas já foram produzidos até o momento sobre a queda das Torres Gêmeas – ocorrida em 2001. Mas U-July 22 já deixou claro que esse tipo de conteúdo não é restrito aos ianques. 

Segundo Erik Poppe: “O objetivo era que a audiência pudesse aprender alguma cosia sobre a dor de algumas ações lá fora, e ver como um extremista parece, e, principalmente, tentar entender o que devemos fazer como uma sociedade. Eu sugiro que todos tenhamos a responsabilidade de olhar aos indivíduos que não se sentem parte dessa sociedade, que rezam pelos extremistas”.
 
O Correio fez um levantamento sobre os cinco grandes filmes sobre tragédias reais. O que você acha deles?

Elefante (Elephant) -- 2003

A produção de Gus Van Sant não aborda especificamente um episódio, mas faz claramente uma referência aos ataques com armas de fogo realizados em escolas norte-americanas, especialmente, a tragédia de Columbine.
 
 

As Torres Gêmeas (World Trade Center) -- 2005

De Oliver Stone, com a estrela Nicolas Cage e Maggie Gyllenhaal, a história conta a trágica tentativa de resgate que acabou na morte de dois bombeiros nos ataques de 11 de setembro de 2001.
 
 

Munique (Munich) -- 2005

Dirigido por Steven Spielberg, a história acompanha o massacre ocorrido em 1972 na Alemanha, em plena realização das Olimpíadas daquele ano. 
 


O que te faz mais forte (Stronger) -- 2017

De David Gordon Green, com Jake Gyllenhaal, o drama apresenta a vida de Jeff Bauman, um escritor que perdeu as pernas no ataque terrorista ocorrido na cidade de Boston em abril de 2013. 
 
 

Voo United 93 (United 93) -- 2006

Dirigido por Paul Greengrass, a produção é outra que aborda os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001, mas agora com foco no voo que caiu em um campo no estado da Pensilvânia.
 

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