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Correio Braziliense

Espetáculo sobre Ariano Suassuna conquista o Prêmio Shell

Peça ganhou três troféus de um dos mais importantes prêmios do país


postado em 14/03/2018 18:11

Montagem levou também o APCA e o Prêmio Reverência Musical.(foto: Marcelo Rodolfo/Divulgação)
Montagem levou também o APCA e o Prêmio Reverência Musical. (foto: Marcelo Rodolfo/Divulgação)

 

O musical Suassuna: O Auto do Reino do Sol foi o grande vencedor do Prêmio Shell de Teatro, entregue na noite de terça-feira (13), no Hotel Copacabana Palace, no Rio de Janeiro. O espetáculo ganhou três troféus, de Autor, para Braulio Tavares, Música (Alfredo Del Penho, Chico César e Beto Lemos) e Figurino, Kika Lopes e Heloisa Stockler.

 

A peça, que celebra o autor paraibano radicado em Pernambuco reunindo elementos de seu universo literário, já vinha de uma trajetória exitosa - levou também o APCA e o Prêmio Reverência Musical, entre outros.

 

Tom na fazenda ficou com dois prêmios importantes: Diretor (Rodrigo Portella) e Ator (Gustavo Vaz). Vaz concorreu com o companheiro de cena, Armando Babaioff, e, ao fazer seus agradecimentos, disse que ambos haviam vencido. Adaptação do texto do canadense Michel Bouchard, o espetáculo já tinha sido laureado antes. 

 

Yara de Novaes ganhou como Melhor Atriz por Love love love, Carla Berri e Paulo de Moraes foram laureados pelo cenário de Hamlet e Paulo Cesar Medeiros, pela iluminação de O jornal.

 

Na categoria Inovação, venceu o espetáculo Tripas, resultado de uma residência artística no Lume Teatro, da Unicamp. Além do troféu, uma escultura em metal, os ganhadores recebem R$ 8 mil.

 

Uma das mais importantes premiações de teatro do país, o Shell completa 30 anos em 2018  e, por conta da efeméride, a cerimônia, apresentada pelos atores Nelson Freitas e Alice Borges, foi pontuada por lembranças de espetáculos emblemáticos do período.

 

As escolhas foram feitas por cinco jurados: a professora Ana Achcar, os críticos Macksen Luiz e Ana Luisa Lima, a cenógrafa Bia Junqueira e o diretor Moacir Chaves. O homenageado desta edição do Shell foi o cenógrafo Hélio Eichbauer, que, ao discursar, desejou "dias melhores ao teatro".  

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