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Correio Braziliense

Filmes dominados por figuras femininas estreiam na cidade

Tomb Raider: a Origem traz nova estrela para os jogos de videogame: a sueca Alicia Vikander domina a cena


postado em 15/03/2018 07:41 / atualizado em 15/03/2018 11:07

Alicia Vikander é a estrela sueca escalada para substituir Angelina Jolie nas telonas(foto: Reprodução/ Internet)
Alicia Vikander é a estrela sueca escalada para substituir Angelina Jolie nas telonas (foto: Reprodução/ Internet)

 

Em duas pontas, seja a da vertente do bem, representado pela heroína Lara Croft, seja na personagem identificada com o mal (e chamada de a Mãe da Morte), o longa Tomb Raider: A origem vem formatado aos moldes da expectativa do público, assentado em tipos femininos fortes. Num crescente, em termos de carreira, solidificada há três anos, com a presença em sucessos como O agente da U.N.C.L.E., a ação futurista Ex-Machina: Instinto artificial e A garota dinamarquesa (que lhe rendeu o Oscar de melhor atriz coadjuvante), a estrela sueca Alicia Vikander, com a nova aventura orçada em US$ 90 milhões, parece ter atingido o ápice.

Chegar à longínqua ilha de Yamatai (uma, entre as estimadas 6 mil integradas ao Japão) será um dos objetivos da protagonista Lara Croft, no filme que adapta o videogame mais rentável da franquia Tomb Raider, vendido há cinco anos. “Lara é incansável e não desiste nunca”, observou, durante a divulgação da fita, o diretor norueguês Roar Uthaug, que faz a estreia em superprodução hollywoodiana. A viagem de Lara reflete uma jornada em busca do pai dela, dado como morto. O papel do magnata Richard Croft, em retrospectos, cabe ao ator Dominic West (conhecido por 300).

Não é nada difícil puxar da memória a imagem de outra Lara Croft, já que foi Angelina Jolie — em dois longas que faturaram US$ 430 milhões — quem interpretou a heroína, no início dos anos 2000. Para se ter uma ideia da aposta do novo filme de ação, basta lembrar que o recente Dunkirk, que recriou o cenário da Segunda Guerra, gastou pouco mais de US$ 100 milhões na produção, orçamento próximo ao de Tomb Raider.

A preparação de Alicia Vikander, com sete meses de treinamentos físicos, trouxe à tona o vigor dela, remetendo à época em que dançou, há mais de 10 anos. Nisso, e ainda no manejo da protagonista com arco e flecha, Lara lembra recentes personagens interpretados por Jennifer Lawrence nos filmes Jogos Vorazes e Operação Red Sparrow. “Ninguém tem mais força do que uma bailariana”, reforça o inventor do método Magnum Lugdbäch, agente dos desafios para Alicia Vikander que celebra ter ganhado cinco quilos de massa magra, um diferencial marcante para a atriz de porte mignon.


Saída de clássicos

Atores de renome, os ingleses Derek Jacobi (símbolo, nos filmes de Derek Jarman) e Kristen Scott-Thomas (O destino de uma nação) também aparecem no filme estrelado pela atriz que, nos 16 anos de dedicação ao cinema, tem no currículo personagens de filmes de atmosfera clássica como A luz entre oceanos e O amante da rainha. Alicia Vinkander diz ter tratado Lara como um daqueles super-heróis de ação “que amamos”. Ela reforçou, para a imprensa estrangeira: “Lara sabe se impor e ousar dizer o que pensa”.

Na construção da personagem, ela reforça não ter tido medo de se mostrar vulnerável, na solução dos enigmas que a levam a visitar a tumba da temida Rainha Himiko. Editado pelo experiente Stuart Boird (de 007 — Operação Skyfall), o filme teve roteiro criado por Geneva Robertson-Dworet (peça-chave para o futuro longa Capitã Marvel) e por Alastair Siddons, atuante em documentários. No filme, Walton Geoggins (nome costumeiro nas fitas de Tarantino) e Daniel Wu interpretam, respectivamente, o vilão Mathias Vogel e Lu Ren, um companheiro da aventura encabeçada pela moça. 

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