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Correio Braziliense

Roger Waters e artistas palestinos fazem música contra Trump

Para protestar contra a decisão de Donald Trump de considerar Jerusalém como a capital de Israel, Roger Waters se uniu a banda palestina


postado em 15/03/2018 16:00

Roger Waters já havia feito outras críticas ao presidente dos EUA(foto: Kevin Winter/Getty Images/AFP)
Roger Waters já havia feito outras críticas ao presidente dos EUA (foto: Kevin Winter/Getty Images/AFP)

A lenda do rock Roger Waters se uniu a artistas palestinos em uma nova canção em resposta à decisão dos Estados Unidos de reconhecer Jerusalém como capital de Israel.

 

A música Supremacy (Supremacia) foi lançada pelo Le Trio Joubran, uma das bandas mais conhecidas de música palestina tradicional. Waters participa recitando versos de Mahmud Darwish, considerado o poeta nacional palestino, que morreu no Texas em 2008.

 

 

 

O poema, "The red indian's penultimate speech to the white man" (O penúltimo discurso do pele vermelha ao homem branco) é o relato de um indígena americano, que lamenta os assentamentos que alterarão sua terra para sempre, com claros paralelos aos palestinos e Israel.

 

"Para onde, oh, amo branco, estás levando a minha gente... e aos teus?", recita o roqueiro britânico, na tradução em inglês dos versos.

Defensor da causa palestina

Waters, ex-membro do Pink Floyd que concebeu a ópera rock The wall, é há bastante tempo um grande defensor da causa palestina, e liderou chamados a um boicote cultural a Israel.

 

O Le Trio Joubran, integrado pelos irmãos Joubran, escreveu no Facebook que a canção foi criada como uma resposta ao presidente dos EUA, Donald Trump, e usaram as hashtags #Jerusalém e #CapitaldaPalestina.

 

Em uma decisão inédita no âmbito internacional, Trump decidiu reconhecer Jerusalém como capital de Israel e ordenou a transferência da embaixada americana, em Tel Aviv, à cidade sagrada capturada totalmente pelos israelenses na Guerra dos Seis Dias de 1967.

 

A decisão foi seguida por Guatemala e Honduras, os únicos na América Latina que a apoiaram.

 

Os Estados Unidos planejam abrir sua embaixada em Jerusalém em maio, para marcar o 70º aniversário de Israel. 

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