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Correio Braziliense

Eventos na cidade celebram o Dia Mundial da Água

Domingo, André Abujamra, que fez um disco sobre o tema, é uma das atrações do Festival Águas de Março


postado em 17/03/2018 07:00 / atualizado em 16/03/2018 18:58

André Abujamra fará pré-lançamento do novo disco Omindá - A união das almas do mundo pelas águas (foto: Mustafa Seven/Divulgação)
André Abujamra fará pré-lançamento do novo disco Omindá - A união das almas do mundo pelas águas (foto: Mustafa Seven/Divulgação)

 
Com a realização do oitavo Fórum Mundial da Água em Brasília, a temática tomou conta da capital federal, seja na programação oficial do evento, seja nas atrações paralelas. Desde sexta-feira, a cidade recebe o Festival Águas de Março, no Parque da Asa Delta, no Lago Sul. No domingo (18/3), a partir das 17h, o evento celebra antecipadamente o Dia Mundial da Água, comemorado em 22 de março, com shows.

Uma das apresentações de amanhã é do cantor e ator André Abujamra. O artista fará o encerramento do festival com um show de pré-lançamento do álbum Omindá – A união das almas do mundo pelas águas, que será lançado oficialmente no Dia Mundial da Água com show em São Paulo e com a disponibilização do material nas plataformas digitais.

O disco demorou 11 anos para ficar pronto e mostra o lado mais sério de Abujamra, mais conhecido como um bonachão. “Estou bolando esse trabalho há 11 anos. Eu estava na Ilha do Mel, no Paraná, quando fiz uma música e comecei a olhar o mar. Eu queria fazer um trabalho sério, que unisse as pessoas, estamos num mundo muito desregrado. A água é algo que ninguém segura de nenhuma forma. A água que bate no Mar Negro é a mesma água do Mar Adriático e do Atlântico. Isso se reflete no disco, que mistura línguas, culturas. É a união das pessoas por meio da água”, analisa.

Novo álbum

O material é composto por 15 faixas e, durante o período de criação, o cantor rodou o mundo, passando por 13 países de onde tirou inspiração para as letras e também para a sonoridade, além de ter contado com participações especiais de artistas locais. “Aprendi bem pequeno a deixar fluir a vida como água. As pessoas aparecem do jeito que têm que aparecer. O flautista indiano Sharat Srivastava eu pesquisei no Google. Algumas pessoas foram sugestões de outras que se emocionaram com o projeto”, lembra. Sobre a sonoridade ele completa: “Eu misturei. Sou do candomblé, então tem muita percussão e há vários tipos de percursionistas africanos, brasileiros. Deu um samba do borogodó (risos). Quem colocaria uma flauta indiana com vozes búlgaras e uma percussão africana?”

Omindá – A união das almas do mundo pelas águas vai virar um CD digital e físico, além de um vinil, um show (que rodará o país, começando por Brasília, em versão de pré-lançamento) e um documentário. “Eu sou um cara de 60 longas-metragens, então eu não vejo o show como apenas um show, vejo como cinema. É um filme misturado com show, ou vice-versa. É completamente sincronizado”, explica. Na apresentação em Brasília, o cantor vem com uma versão reduzida, mas, mesmo assim, contará com as imagens do documentário e também das participações especiais. “Vai ter todo mundo que participa do disco, estarão ali de carne e osso, mas virtualmente”.

Completam a programação do Festival Águas de Março a Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro e a banda brasiliense Muntchako. Antes dos shows, o evento terá o ritual Mãe D’Água no Lago Paranoá. A cerimônia costuma acontecer na região do Rio São Francisco para reverenciar as águas.

SERVIÇO
Festival Águas de Março
Parque da Asa Delta (Lago Sul). Amanhã, a partir das 17h. Com Ritual Mãe D’água, Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro, Muntchako e André Abujamra. Entrada franca. Classificação indicativa livre.
 

Sustentabilidade em pauta

Mostra Planeta água apresenta documentários e ficções que permeiam a relação do homem com o recurso(foto: Planeta Água/Divulgação)
Mostra Planeta água apresenta documentários e ficções que permeiam a relação do homem com o recurso (foto: Planeta Água/Divulgação)


A mostra de cinema Planeta Água reúne filmes dos cinco continentes e traz importantes debates sobre diferentes aspectos que se conectam à questão hídrica. A programação conta com oito longas, 12 médias e 12 curtas-metragens, sendo 27 documentários.

A curadora da mostra Carina Bini conta que segue dois recortes temáticos. O primeiro prioriza a relação entre água e homem, passando pelo aspecto cultural, espiritual e até mesmo de sobrevivência. O segundo são os filmes mais atuais, que trazem o debate sobre a questão hídrica no mundo.

“A essência da reflexão é: O que cada um pode fazer pela questão da escassez hídrica. Como eu valorizo e me relaciono com a água que temos disponível? Precisamos quebrar padrões, aderir a atitudes conscientes e começar em cada gesto e na nossa relação pessoal com a água”, afirma.



Mostra de cinema Planeta Água
CCBB (SCES Tr. 2). Mostra de cinema com os seguintes filmes: Hoje, às 15h: Água, não recomendado para menores de 12 anos; Hoje, às 18h: Pássaro cego cantando chuva, classificação livre; Hoje, às 19h30: O maior sentido da água, não recomendado para menores de 12 anos. Amanhã, às 16h: Encantadora de baleias, classificação livre; Amanhã, às 18h30: Imensidão azul, não recomendado para menores de 14 anos.

Conscientização e interatividade verdes


Mesclar conscientização e cultura é a proposta do movimento Green Nation, que ocorre paralelo ao 8º Fórum Mundial da Água, a partir deste fim de semana. A iniciativa nasceu em 2012, no Rio de Janeiro, e, pela primeira vez, sai da capital fluminense. A proposta do Green Nation é tratar de questões científicas por meio de uma linguagem popular, utilizando ferramentas como oficinas de cocriação, festival multimídia, mostras de cinema, contação de histórias e espaços interativos.

“O Green Nation está sempre conectado a eventos mundiais”, conta Marcos Didonet, geógrafo, produtor de cinema e fundador do movimento.  Ele conta que trazer o projeto para Brasília foi uma escolha bem estudada, já que a cidade está sempre sob olhares atentos de todo o país. Nesta edição, os visitantes da Vila cidadã, complexo que integra o Fórum mundial da Água, poderão experimentar atividades interativas, sensoriais e emocionais no espaço organizado pelo Green Nation.

O evento conta com nove instalações ocupadas por atividades de imersão do público em realidades virtuais. A Estação Antártica, por exemplo, reproduzirá o laboratório dos cientistas que fazem pesquisas na região. Didonet explica que, com as instalações, os debates sobre sustentabilidade e ecologia poderão ser compreendidos de melhor forma pelo público: “a pessoa vai vivenciar diversas instalações para, com diversão, entender como viver com qualidade de vida”.

O Green Nation também conta com mesas de debate, oficina de design thinking para crianças e um espaço de cocriação voltado para soluções criativas acerca do uso eficiente da água. Além disso, um momento para contação de histórias, organizado pelo Projeto Douradinho, levará o debate sobre sustentabilidade até as crianças.

*Estagiária sob supervisão de Vinicius Nader


Green Nation
Estacionamento do Estádio Nacional Mané Garrincha (Setor de Recreação Pública Norte). De hoje a 23 de março, das 9h às 17h. Entrada franca. Classificação livre.

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