Publicidade

Correio Braziliense

Confira a crítica do longa A odisseia, em torno de famoso oceanógrafo

Longa com Lambert Wilson, baseado em Jacques Costeau, estreia, ao lado de cinco outros títulos


postado em 22/03/2018 07:45 / atualizado em 22/03/2018 15:03

Lambert Wilson é o astro de A odisseia(foto: Esfera Filmes / Divulgação)
Lambert Wilson é o astro de A odisseia (foto: Esfera Filmes / Divulgação)

 

Crítica // A odisseia // ##

 

Mais de 70 produções audiovisuais voltadas ao cenário do fundo do mar, inventos desbravadores  para a exploração de relevo e profundidade

em expedições marítimas e infindável estudo relacionado à ecologia. A vida riquíssima em feitos foi do oceanógrafo Jacques-Yves Cousteau , dedicado a causas da defesa da natureza, até a morte, em 1997.

 

 

Cobrindo mais de 30 anos de história do homem que ganhou o Festival de Cannes, com a produção do premiado O mundo silencioso (1956), o diretor Jérôme Salle (do longa Zulu) partiu de livros de ilustres colaboradores de Cousteau, entre os quais Albert Falco e o filho de Cousteau, Jean-Michel, para adaptar a fita orçada em mais de 20 milhões de euros. 

 

Superficial, dada a magnitude da abrangência, o longa traz Lambert Wilson (de Homens e deuses) na pele de Cousteau, mostrado como um homem obstinado, egocêntrico e pouco afável. Muito discreta, a música de Alexandre Desplat (vencedor do Oscar com A forma da água) pouco faz pelas imagens sublimes como as dos contatos com baleias e encontros com tubarões.

 

A criação do regulador de mergulho moderno, o arrendamento do lendário navio Calypso, as dificuldades para todo e qualquer financiamento de expedição e o lado politizado tardio, com visão ecológica permeiam A odisseia.  Ao lado dos atritos familiares — junto a mulher Simone (Audrey Tautou) e ao agitado filho Phillippe (Pierre  Niney, de Yves Saint Laurent, numa composição crível) —, as idas à inexplorada Antártida estão entre os momentos mais luminosos de A odisseia.

 

Outras estreias 

 

Amante por um dia

 

Atuante no cinema desde os fins dos anos de 1960, o diretor Philippe Garrel, aos 70 anos, já conduziu mais de 30 filmes. Apropriando-se de tom de crônica, em Amantes por um dia, ele coloca a filha (a atriz Esther Garrel, vista em Me chame pelo seu nome) na pele de Jeanne, uma moça que teve o coração destroçado pela mais recente relação. Em casa, de volta ao convívio com o pai Gilles (Éric Caravaca), a moça travará amizade com a atual namorada do quarentão professor de filosofia, a jovem Arianne (Louise Chevillotte). Na experiência, saltam aspectos de infidelidade. 

 

 

A livraria

Pedro coelho

Por trás dos seus olhos

A melhor escolha. 

 

 

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade