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Correio Braziliense

Filme espanhol A livraria reacende o potencial da literatura no cinema

Confira uma série de produções de cinema que, como o filme de Isabel Coixet, retrata o mundo dos livros


postado em 26/03/2018 10:48

Filme A livraria, premiado no Goya, tem direção de Isabel Coixet (foto: Cine Art Cinema/ Reprodução)
Filme A livraria, premiado no Goya, tem direção de Isabel Coixet (foto: Cine Art Cinema/ Reprodução)

 

Em cartaz na cidade, o premiado filme A livraria, além de investir na adaptação de romance escrito por Penelope Fitzgerald, mostra os bastidores do contato de leitores com uma das matérias primas do cinema: a literatura. No filme, uma viúva (Emily Mortimer) tenta implantar uma livraria em cidade conservadora da Inglaterra. No curso natural do comércio, entretanto, ela depara com muitos boicotes e portas fechadas. Dirigida por Isabel Coixet, a fita abre um leque de memórias para os cinéfilos que lembram de outros longas similiares. Confira outras produções que tiveram relação direta com o poder da literatura: 

 

 

Um lugar chamado Notting Hill

 

Mais do que afirmada no filão das comédias românticas, a estrela Julia Roberts reproduziu a persona, na trama que traz o empedernido personagem de Hugh Grant, em altos dilemas, ao se envolver com uma estrela de cinema. William (Grant) é o dono de uma livraria especializada em roteiros de viagens, quando atende cliente especial: a estrela Anna (Roberts).

 

Nunca te vi... sempre te amei investe no potencial das relações epistolares(foto: Columbia/ Divulgação)
Nunca te vi... sempre te amei investe no potencial das relações epistolares (foto: Columbia/ Divulgação)
 

 

O despertar de Rita

 

Idas e vindas amorosas permeiam tanto a vida do alcoólico professor Frank Bryant (Micheal Caine) quanto da cabeleireira Rita (Julie Walters), interessada num empoderamento, por meio dos estudos, e um tanto desgostosa com a vida doméstica oferecida pelo marido Denny.

 

A culpa é das estrelas

 

De cara, a protagonista Hanzel (Shailene Woodley) tira o crédito de “romances açucarados”. Com câncer, a moça, para além do apoio do namorado Gus (Ansel Elgort), terá como motivação o apego à literatura, fato que a levará a Amsterdã, ao encontro do admirado escritor Van Houten e aos vestígios de Anne Frank.

 

O livro de cabeceira tem direção de Peter Greenaway(foto: Internet / Reprodução)
O livro de cabeceira tem direção de Peter Greenaway (foto: Internet / Reprodução)
 

 

O livro de cabeceira

 

A fusão máxima entre corpo e literatura resulta na expressão deste peculiar título assinado pelo criador de pomposas imagens de cinema: o inglês Peter Greenaway. Amparado pelos escritos da japonesa Sei Shonagon, que viveu no século 10, ele discorre sobre a tentativa de uma moça encontrar o amante ideal, que, literalmente, crave na pele a poesia das letras.

 

O clube de leitura de Jane Austen

 

A novelista inglesa morta em 1817 é dissecada por um grupo de mulheres sem muita estabilidade emocional e que decide pelo aprofundamento, em conjunto, dos escritos da autora de Emma e Orgulho e preconceito.

 

Mensagem para você

 

A partir de uma peça de teatro, de 1937, Nora Ephron colocou, pela terceira vez nas telas, o casal Tom Hanks e Meg Ryan. Na comédia romântica, a internet e os mistérios das relações virtuais atingem a dona de tradicional livraria e uma potencial ameça ao empreendimento dela: o dono de uma mega store de publicações.

 

Nunca te vi... Sempre te amei

 

O Bafta de melhor atriz foi para Anne Bancroft, a mola para que o romance de Helene Hanff ganhasse adaptação para o cinema. Ela impulsionou o marido a produzir a fita sobre o romance epistolar, pontilhando a relação sentimental entre uma escritora e o livreiro de edições raras interpretado por Anthony Hopkins.

 

As horas

 

Foram nove indicações ao Oscar e uma vitória. Nicole Kidman foi eleita a melhor atriz, ao retratar a autora Virginia Woolf. Recriação da obra de Michael Cunningham, o longa mostra mulheres afetadas pelo enredo de A senhora Dalloway. Em pauta, literatura, Aids, amor e solidão.

 

O leitor rendeu Oscar para Kate Winslet(foto: Internet / Reprodução)
O leitor rendeu Oscar para Kate Winslet (foto: Internet / Reprodução)
 

 

O leitor

 

Adaptado de livro assinado por Bernard Schlink, o filme rendeu o Oscar de melhor atriz para Kate Winslet. Na trama, que examina profundamente aspectos de colaboração durante a Segunda Guerra, o rapaz Michael (David Kross) se dedica à espécie de instrução para Hanna (Winslet), numa rotina em que fazem sexo e se deleitam com cada parágrafo de clássico literário.

 

Desconstruindo Harry

 

Uma viagem a contragosto, a companhia de uma prostituta e até sequestro estão na trilha do professor Harry (Woody Allen) que será celebrado pelos feitos literários justo na escola que, no passado, o havia expulsado. Além de todos os contratempos, ele a fúria dos conhecidos que lhe serviram de fonte de inspiração para livros.

 

Para sempre Alice trata de Alzheimer(foto: Reprodução / Internet)
Para sempre Alice trata de Alzheimer (foto: Reprodução / Internet)
 

 

Para sempre Alice

 

Pleno domínio de discurso e da gramática inglesa, uma vida pessoal bem resolvida vida e reconhecimento profissional desmoronam quando a professora acadêmica Alice Howland (Julianne Moore, primorosa) confrontará o mal de Alzheimer.

 

Emma Thompson vive a autora de Mary Poppins(foto: Walt Disney / Divulgação)
Emma Thompson vive a autora de Mary Poppins (foto: Walt Disney / Divulgação)
 

 

Walt nos bastidores de Mary Poppins

 

Uma virtual vitória para a adaptação do clássico livro de Pamela Travers (Mary Poppins) deixa o maior executivo e criador da Disney em estado de êxtase, depois de anos de tentativa. Estrelado por Tom Hanks e Emma Thompson, o filme revela caprichos e o controle da autora em cima da obra de cinema, além de fundamentar a origem de algumas de suas criações. 

 

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