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Correio Braziliense

Morre a atriz francesa Stéphane Audran, musa de Claude Chabrol

A atriz faleceu em casa, durante a madrugada, aos 85 anos


postado em 27/03/2018 11:17

(foto: Georges Bendrihem / AFP)
(foto: Georges Bendrihem / AFP)
Paris, França -
Ela encarnou burguesas diante da câmera de seu ex-marido Claude Chabrol, e teve dois de seus melhores papéis em "O Discreto Charme da Burguesia" e "A Festa de Babette": a atriz francesa Stéphane Audran faleceu nesta terça-feira (27/3) aos 85 anos.

"Minha mãe estava doente há algum tempo. Ela foi hospitalizada há dez dias e voltou para casa. Ela partiu pacificamente esta noite por volta das duas da manhã", anunciou seu filho Thomas Chabrol à AFP.

Figura do cinema francês dos anos 70 e 80, Stéphane Audran recebeu o Urso de Prata em Berlim em 1968 por "As Corças", de Claude Chabrol, um BAFTA britânico de Melhor Atriz em 1974 por "O Discreto Charme da Burguesia" de Luis Buñuel e por "Juste avant la nuit" de Claude Chabrol e o César de Melhor Atriz Coadjuvante por "Violette Nozière", de Chabrol, em 1979.

"Stéphane era uma atriz muito boa. Era ótima para interpretar mulheres livres e independentes, como era na vida", reagiu o diretor Jean-Pierre Mocky, que havia dirigido a atriz em "Les Saisons du plaisir" em 1988.

Stephane Audran, cujo nome verdadeiro era Colette Suzanne Dacheville, nasceu em Versalhes (Yvelines) em 8 de novembro de 1932. Ela conheceu no curso Dullin um ator iniciante, Jean-Louis Trintignant, com quem se casou, mas se separou rapidamente, quando o último se apaixonou por Brigitte Bardot.

Claude Chabrol, que não resistiu ao seu charme, a contratou em 1959 para "Les Cousins". Este foi o início de uma colaboração muito proveitosa de mais de 20 filmes.

Asssim, tornou-se uma musa quase exclusiva de Chabrol, esposa em 1964, depois de ter dado a ele um filho, Thomas, filmando em um ritmo acelerado, às vezes até quatro por ano, como em 1970.

Ela se separou de Claude Chabrol em 1980, sem que a colaboração artística tenha sido prejudicada.

Também participou nos anos 80 em alguns filmes estrangeiros como "Beyond the Glory", de Samuel Fuller, e especialmente "A festa de Babette", do dinamarquês Gabriel Axel, Oscar de melhor filme estrangeiro em 1988.

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