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Correio Braziliense

Projetos do DF procuram ensinar gratuitamente os caminhos da sétima arte

A iniciativa surgiu pois o cinema é uma arte cara, tanto para produzir, quanto para estudar


postado em 28/03/2018 07:30 / atualizado em 28/03/2018 10:19

O projeto Jovem de Expressão dm Ceilândia oferece uma série de oficinas(foto: Ana Carneiro/Esp. CB/D.A Press)
O projeto Jovem de Expressão dm Ceilândia oferece uma série de oficinas (foto: Ana Carneiro/Esp. CB/D.A Press)

Seja pela tela grande ou também pela tela do celular, o cinema fascina gerações desde o final do século 19. Porém, apesar disso,  é uma arte cara. Não só para produzi-la, como para estudá-la. É pensando nisso que projetos do DF procuram mudar essa realidade. São cursos e escolas que ensinam gratuitamente os caminhos da sétima arte.

 

 

Poder social

 

Surgido em 2007, o Jovem de Expressão, em Ceilândia, é um projeto constituído de ciclos de oficinas com três meses de duração. Com a intenção de ensinar para a comunidade o básico do cinema, o curso de audiovisual mostra novas possibilidades para os jovens de Ceilândia e entorno. “As pessoas normalmente não tem dinheiro para bancar um curso como esse e ter isso gratuitamente em Ceilândia é um estímulo para realizar os nossos sonhos”, diz Emanoel Porto Nobre, aluno do curso.

 

Uma das produções que nasceram de alunos provindos do projeto é o documentário O sol nasce para todos, feito no Sol Nascente. “O curso surge justamente da importância de dar  voz ao povo”, explica Rayane Soares, coordenadora do Jovem de Expressão.

 

Cinema de guerrilha

 

Uma ideia e mãos à obra. No cinema, nem sempre esse lema se encaixa, pois, além da ideia, é preciso ter recursos. Para a Escola de Cinema Social Cine Braza, isso não é problema. A escola surgiu de movimentos sociais e tem disciplinas que vão da fotografia a cinema e documentário. “Nossa proposta é trazer uma nova perspectiva do cinema, fazendo com que ele seja usado na parte educativa com a intenção de difundir as mensagens dos movimentos sociais”, afirma o coordenador da escola Marcelo Emanuel.


O curso é dividido em dois módulos e tem como produtos finais curtas e longas-metragens. Com isso, desde o seu surgimento, em 2011, a escola já contabiliza 12 curtas-metragens produzidos e dois longas em fase de finalização. “Sempre pensamos que fazer cinema é algo feito somente por produtoras grandes e a Cine Braza vem com uma proposta de democratizar esse setor”, declara Pedro Moreira, ex-aluno e professor da escola.

 

Aprender a técnica 

 

O Instituto Federal de Brasília (IFB) abriu esse ano uma nova graduação: o curso Produção em Áudio e Vídeo no câmpus do Recanto das Emas. Levado para alunos de ensino médio e comunidade, o curso é técnico e busca atender o mercado audiovisual de Brasília, com aulas de operador de câmera e som. “Não importa como a pessoa vai usar o audiovisual. Se é em vídeos de casamento ou em uma produção de cinema independente. Nosso foco é a técnica da produção de cinema sem preconceitos”, diz a coordenadora Patrícia Barcelos.

 

O curso vai da teoria à prática do cinema, com disciplinas como história do cinema brasileiro e mundial. “Apesar de ser técnico, o curso não quer que sejamos meros operadores de câmera, ele quer que possamos interferir de uma forma positiva no mercado de audiovisual”, conta a estudante Thaís Oliveira.


*Estagiária sob supervisão do subeditor Severino Francisco


Jovem de expressão

Praça do Cidadão 

(EQNM 18/20 - Ceilândia Norte) Contato: (61) 3372-0957 // Site: www.jovemdeexpressao.com.br


Escola de Cinema Social Cine Braza

914 Norte cj F

Site: www.cinesocialbraza.com.br


IFB Recanto das Emas

Ch. 22, Avenida Monjolo, Recanto das Emas

Contato: 2103-2154 / 2103-2139 // Site: www.ifb.edu.br

 

 

 

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