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Correio Braziliense

Depeche Mode faz show vibrante em seu retorno ao Brasil após 24 anos

A forte chuva que caiu na cidade de São Paulo não foi suficiente para apagar a energia dos fãs que lotaram o Allianz Parque. Depeche Mode levou repertório do 14° álbum, Spirit, e de clássicos


postado em 28/03/2018 13:31

Show de mais de duas horas foi marcado pela chuva e emoção dos fãs(foto: Ronaldo Mendes/Esp. CB/DA Press)
Show de mais de duas horas foi marcado pela chuva e emoção dos fãs (foto: Ronaldo Mendes/Esp. CB/DA Press)


É sobre o tempo. Sobre envelhecer, porém sem jamais perder a energia e o vigor. Em seu retorno ao país após hiato de 24 anos, a banda inglesa Depeche Mode mostrou porque lota estádios no mundo inteiro mesmo com quase quatro décadas de história.

Em duas horas de show, a plateia não precisa esperar os hits para cair em lágrimas. Aliás, o Depeche Mode é uma banda que não vive de seus sucessos. Bastou o grupo entrar no palco para a emoção tomar de conta. 

A abertura, com Going backwards e sua mensagem politizada, mostrou que a noite seria mais do que especial para quem esperou tanto tempo por aquele momento. E a plateia brasileira não decepcionou. 

(foto: Ronaldo Mendes/Esp. CB/DA Press)
(foto: Ronaldo Mendes/Esp. CB/DA Press)


A forte chuva que caiu na cidade de São Paulo na noite de terça-feira não foi suficiente para apagar a energia dos fãs que lotaram o Allianz Parque. O repertório do show, apesar de ser uma turnê para divulgar o 14° álbum, Spirit, lançado há um ano, conta com cinco músicas do ótimo Ultra, de 1997: It’s no good, Useless, Barrel of a gun, Insight (cantada em versão acústica por Martin Gore) e Home - ápice da noite, com direito a coro emocionado dos fãs ao final da apresentação. 

A chuva ainda caiu por ao menos uma hora de show. Mesmo assim, as capas de chuva foram abandonadas bem antes. Never let me down again e o hino Enjoy the silence fizeram com que suor, lágrimas e chuva virassem uma única coisa. 

Dave Gahan deixou o palco esgotado. Também não é para menos, já que é, sem dúvida, um dos maiores frontman do rock mundial. Ele simplesmente não para, e ainda mantém a potente voz de barítono mesmo correndo o tempo todo. O vocalista vai até a passarela, manda beijo, rebola e rege a plateia como poucos. 

(foto: Ronaldo Mendes/Esp. CB/DA Press)
(foto: Ronaldo Mendes/Esp. CB/DA Press)


O tempo que fez bem
A banda, além de Dave e Martin, conta a simpatia de Andrew Fletcher e dos músicos de apoio Christian Eigner (ótimo baterista) e o tecladista/baixista Peter Gordeno. Para os fãs, inclusive, eles são parte da banda - estão juntos há vinte anos.

O show ainda teve direito ao clássico Strangelove em versão cantada por Martin Gore e um final arrasador com Personal Jesus. 

O tempo, aquele mesmo que machuca, como diz a letra de Useless, para o Depeche Mode só fez bem. E quanto àquela longa espera — eles chegaram a anunciar um show aqui em 2009, cancelado logo na sequência — os fãs brasileiros sabem que valeu a pena. Ah, e como valeu.

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