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Correio Braziliense

Presidente da Academia do Oscar é inocentado de acusação de assédio

John Bailey havia recebido três denúncias em março, dado início imediato ao processo de investigação


postado em 28/03/2018 15:32


O presidente da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood, John Bailey, foi inocentado das recentes acusações de assédio sexual após investigações feitas pelo Comitê de Membros e Administração da instituição. 

O resultado da investigação, publicado no site da revista Variety nesta quarta-feira (28/3) descreve o processo: ''A Academia tomou as acusações de modo muito sério e reconheceu os direitos tanto os acusadores quantos do acusado, e contou com consultoria de terceiros para conselhos de especialistas em assédio''. 

Na nota, a Academia também negou ter recebido três denúncias contra o cineastra, alegando que apenas uma foi submetida à investigação. A acusação foi recebida no dia 13 de março. À época, Bailey não fez declarações públicas sobre o caso, mas enviou um memorando as seus funcionários na última semana. De acordo com a publicação, a carta dizia que uma única pessoa alegou que o cineasta tinha tentado tocá-la dentro de uma van em um set de filmagem há uma década. ''Isso não aconteceu'', escreveu ele. 

Esta é a primeira vez que a Academia utiliza seus próprios departamentos para tratar de supostos casos de má conduta sexual. De acordo com a política da instituição, o Comitê de Sócios analisa as acusações e dá ao acusado a oportunidade de respondê-las. As o consideradas ''sérias'' o suficiente são encaminhadas ao Conselho de Governadores para possível advertência disciplinar.

John Bailey é conhecido por uma carreira extensa como diretor de fotografia, tento trabalhado em filmes como O feitiço do tempo (1993), Como perder um homem em 10 dias (2003) e Uma caminhada na floresta (2015). 

O tema do assédio sexual em Hollywood virou assunto em Hollywood após o surgimento de uma série de acusações contra o produtor Harvey Weinstein. Depois disso, o magnata foi demitido de sua empresa, a The Weinstein Company, e expulso da Academia. O Sindicato do Produtores também baniu ele para sempre da organização. 

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