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Correio Braziliense

Guitarrista Celso Salim concorre a dois prêmios nos Estados Unidos

Celso Salim se mudou para Los Angeles em 2014


postado em 29/03/2018 07:30

O guitarrista Celso Salim: de Brasília para os EUA, onde concorre a dois prêmios(foto: Miguel Mello/Divulgação)
O guitarrista Celso Salim: de Brasília para os EUA, onde concorre a dois prêmios (foto: Miguel Mello/Divulgação)

 
 
O ano de 2018 segue generoso para o guitarrista brasileiro Celso Salim. Depois de participar do Internacional Blues Challenge em janeiro como representante da sociedade de blues do sul da Califórnia, ele agora está indicado a dois prêmios importantes de música independente dos Estados Unidos. Radicado no país desde 2014, para onde foi com a intenção de mergulhar no universo do gênero, Salim está na lista dos indicados ao 16º Independent Music Awards (IMA) e do International Songwriter Competition (ISC). São reconhecimentos de peso para o sexto disco do guitarrista e primeiro inteiramente produzido nos Estados Unidos.

Com nove faixas, sendo oito inteiramente autorais, Mamma’s Hometown, que também dá título à música indicada para o IMA, tem parcerias com o cineasta Douro Moura e com o cantor Rafael Cury, ambos de Brasília. Algumas das canções, como a do título do álbum, são inspiradas na própria infância de Salim. Mamma’s Hometown fala da cidade de Lima Duarte, no interior de Minas Gerais, terra natal da mãe do compositor. “Foi inspirada nas minhas experiências de menino mesmo”, avisa. “O disco tem muitas músicas que são fruto de experiências pessoais. É um disco de blues moderno com várias influências, como rock, soul, R&B.”

E também é um disco com novidades na produção de Salim. Quando chegou a Los Angeles, onde mora, precisou montar uma banda e incorporou músicos norte-americanos. “Naturalmente, isso reformulou minha música”, explica.

Ele já esteve outras vezes entre os indicados do IMA e ganhou o prêmio quatro vezes em outras edições. Este ano, está indicado na categoria de melhor música R&B, com Mamma’s Hometown. Nomes como Dido, Erykah Badu, Joan Baez, Keith Richards, Laurie Anderson, Lou Reed e Ozzy Osbourne já estiveram no júri do IMA, que é patrocinado por instituições como a SOciedade americana de compositores, autores e editores (Ascap), Billboard e Music Trends Brazil, instituição dedicada a promover a música brasileira.

“Não é um Grammy, mas é um reconhecimento importante. Toco blues e canto em inglês. Esses prêmios são americanos e é muito legal ser reconhecido no país”, diz Salim, que concorre ao lado de outros seis brasileiros.

No ISC, o formato não é de prêmio ,mas de competição, e o guitarrista participa com Locked out in misery, faixa “bem bluseira”, na categoria Blues. A parceria com Douro Moura pode ser ouvida no site do ISC (https://songwritingcompetition.com/peoplesvoicecategory~-4) e vai ser submetida a um jurado formado, entre outros, por artistas como Tom Waits, Lode, Ziggy Marley e Keane. “Você ter esses caras de peso ouvindo a sua música é muito bom”, comemora Salim. Além de um grande prêmio de US$ 25 mil, há também premiação para primeiro, segundo e terceiro lugar, além de um júri popular cuja votação é realizada pela internet.
 

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