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Correio Braziliense

O suspense literário que é gerado por mulheres

Livros de A. J. Finn, Ruth Ware, Greer Hendricks e Sarah Pekkanen colocam mulheres como protagonistas de thrillers


postado em 31/03/2018 11:08

 

Greer Hendricks e Sarah Pekkanen debatem os diferentes abusos(foto: Fotos: Reprodução/Internet)
Greer Hendricks e Sarah Pekkanen debatem os diferentes abusos (foto: Fotos: Reprodução/Internet)
 

 

Garota exemplar (Gillian Flynn), A garota na teia da aranha (David Lagercrantz) e A garota no trem (Paula Hawkins) são alguns exemplos de obras literárias de suspense psicológico em que a figura feminina é protagonista. Mantendo a tendência que fez sucesso e até ganhou adaptações cinematográficas nos últimos anos, chegam às livrarias brasileiras três novas obras com as mesmas características: o gênero thriller e as mulheres como personagens principais. São elas: A mulher na cabine 10, de Ruth Ware, A mulher na janela, de A.J. Finn e A mulher entre nós, de Greer Hendricks e Sarah Pekkanen.

De A. J. Finn, pseudônimo do editor e ex-crítico literário Dan Mallory, A mulher na janela, que lançado este mês, acompanha a psicóloga Anna Fox, uma mulher que não consegue sair de casa por conta da agorafobia (medo de se encontrar sozinho em espaços abertos ou públicos). Solitária em casa, a personagem começa a bisbilhotar os vizinhos enquanto se enche de vinho e comprimidos, quando a família Russel se muda para a rua, Anna passa a seguir a rotina deles e acaba testemunhando um segredo íntimo de Jane, Alistair e o filho deles, Ethan.

Na obra, que estreou em primeiro lugar na lista de mais vendidos dos Estados Unidos e ficou durante quatro semanas consecutivas no ranking, o autor passa a questionar se o que Anna viu foi realmente verdade e, se foi, quais perigos ela sofre a partir daí em uma narrativa parecida com A garota no trem. O livro ganhou elogios de nomes como Stephen King, que definiu como “um daqueles raros livros realmente impossíveis de largar”, e Gillian Flynn, que classificou como “surpreendente, arrebatador e sensacional”.

Investigação

A mulher entre nós, das escritoras Greer Hendricks e Sarah Pekkanen, também chegou neste mês ao Brasil. A obra segue as histórias de Vanessa e Nellie, duas mulheres que têm em comum o mesmo homem. Vanessa é a ex do atual noivo de Nellie e, por conta da proximidade do casamento, ela começa a observar a outra e algo misterioso as unirá. O livro ganhou destaque entre os críticos por abordar diferentes tipos de abusos, temática e estilo presentes também em A garota do trem.

Lançado oficialmente no Brasil, no fim do ano passado, A mulher na cabine 10, de Ruth Ware (autora do romance Em um busque muito escuro), tem sido apontado como uma espécie de trama de Agatha Christie ao abordar a história da jornalista Lo Blacklock. A repórter tem a oportunidade de substituir um colega na cobertura de um cruzeiro de luxo Aurora Boreal, porém, ela deixa a reportagem sobre o navio de lado quando uma passageira desaparece.

Mesmo seguindo as pistas, Lo Blacklock é desacreditada por conta do histórico: ela sofre de estresse pós-traumático após uma invasão que aconteceu no apartamento dela. Como a maioria dos livros desse estilo, a obra se caracteriza por reviravoltas — algo comum em Garota exemplar — e trama envolvente.


A mulher na janela
De A. J. Finn. Tradução: Marcelo Mendes. Editora Arqueiro, 
352 páginas.

A mulher entre nós
De Greer Hendricks e Sarah Pekkanen. Tradução: Alexandre Boide. Editora Paralela, 347 páginas.

A mulher na cabine 10
De Ruth Ware. Tradução: Alyda Sauer. Editora Rocco, 317 páginas.

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