Em cartaz com show, atriz Samantha Schmütz quer dar basta em rótulos - Diversão e Arte
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Correio Braziliense

Em cartaz com show, atriz Samantha Schmütz quer dar basta em rótulos

A artista poderá ser vista em papéis dramático, na tevê aberta, e cômico, na fechada


postado em 01/04/2018 07:30 / atualizado em 03/04/2018 16:48

Samantha Schmütz atua em várias frentes: da música ao humor(foto: Globo/ Pedro Curi)
Samantha Schmütz atua em várias frentes: da música ao humor (foto: Globo/ Pedro Curi)

Comédia. Drama. Musical. Atriz. Cantora. São várias as prateleiras de talento em que poderíamos encaixar Samantha Schmütz. Mas ela vai logo avisando: não se sente plenamente representada por nenhuma delas.

“Os atores são, na maioria das vezes, colocados em prateleiras. Mas eu, particularmente, luto contra isso, tentando cada vez mais mostrar que um ator preparado, que estuda, tem habilidade para qualquer gênero”, afirma a atriz, em entrevista ao Correio.

E realmente são múltiplos os talentos de Samantha. Atualmente, ela pretende viajar pelo país com o show Samantha canta (mesmo nome do programa que estrelou no canal Bis), em que interpreta músicas que marcaram a vida dela, de Elis Regina a Beatles, passando por Roberto Carlos. O cantor Criolo fez uma participação especial surpresa em uma sessão em São Paulo.

Esbanjando versatilidade, Samantha participou da primeira temporada do quadro Show dos famosos, do Domingão do Faustão, no qual imitou artistas como Elis Regina, Cher e Amy Winehouse, entre outros. “Foi muito legal participar do programa do Fausto (Silva), que é um cara muito generoso e dá valor ao talento. Está aí um cara que enxerga a minha multiplicidade! Porém não é fácil ser julgado ao vivo domingo à tarde com 30 milhões de pessoas te assistindo”, relembra.

Aliás, foi no reality — do qual foi finalista — que Samantha teve um entreveiro com o jurado Miguel Falabella porque ele disse que ela “é uma atriz que canta lindamente” e não uma cantora, já que não tem CD vendendo na loja. Irritada, Samantha respondeu que não tem CD, mas tem uma carreira paralela de cantora: “Eu me considero uma cantora porque eu sempre tive banda, eu sempre cantei e faço aula de canto há 10 anos”.

Como atriz, Samantha faz rir em Vai que cola, seriado do Multishow em que interpreta Jéssica, e vai fazer chorar em Carcereiros, seriado estrelado por Rodrigo Lombardi no qual viverá um papel dramático. “A Solange de Carcereiros está bem longe da comédia.Eu  me sinto uma atriz preparada e com ferramentas para viver uma personagem mais naturalista como essa”, afirma. Que ninguém duvide!

Entrevista// Samantha Schümtz


Sua roupa no carnaval deste ano gerou comentários de que seria ousada. Incomoda essa cobrança que ainda existe sobre a exposição do corpo da mulher?
Talvez tenha gerado mais comentários porque não costumo mostrar tanto o corpo em roupas tão sensuais como aquela que usei. Mas, na verdade, tinha gente mostrando bem mais que eu. Na minha opinião, o “quase” mostrar é tão mais interessante que o totalmente exposto que causa isso, essa curiosidade.

O machismo é uma característica que acontece no humor. Você foi vítima disso em algum momento na sua carreira? Teve que se esforçar mais por ser mulher?
A mulher sempre é vítima de machismo, mesmo que seja de forma leve, por meio de comentários ou olhares infelizes. Nunca parei para pensar se tive mais dificuldade por ser mulher, não setorizo a dificuldade. Apenas faço o meu melhor e tento vencer no talento seja ele qual for.

Ainda sobre questões atuais, percebe que fazer humor hoje é mais delicado ou complicado do que há 15 anos?
Sim, está tudo mais melindrado, politicamente correto, não pode isso, não pode aquilo. Claro que existe um limite. Porém acho que temos que, às vezes, mexer no vespeiro sim. Humor tem que ter crítica, acidez. Não dá pra ser careta e nem humilhar ninguém, é uma linha tênue.

Embora você tenha ficado conhecida do grande público pela comédia, atualmente todos já a conhecem como atriz completa e como cantora também. O Brasil está preparado para ter atores/ cantores ou ainda há muita cobrança para que você abrace uma carreira só?
Ainda há uma mania de se rotular. Os atores são, na maioria das vezes, colocados em prateleiras. Mas eu, particularmente, luto contra isso, tentando cada vez mais mostrar que um ator preparado, que estuda, tem habilidade para qualquer gênero.

Como chegou ao repertório de Samantha canta?
São minhas influências musicais que amo e fazem parte da minha história.

Como foi a participação no quadro Show dos famosos, do Domingão do Faustão?
Toda experiência é válida. Foi muito legal participar do programa do Fausto (Silva), que é um cara muito generoso e dá valor ao talento. Está aí um cara que enxerga a minha multiplicidade! Porém não é fácil ser julgado ao vivo domingo à tarde com 30 milhões de pessoas te assistindo.

Tem alguma personagem em algum musical que você sonha em interpretar?
Uma vilã cômica em uma novela.

Após tanto tempo no ar com a Jéssica de Vai que cola, como reinventar a personagem para que o público não se canse dela?
Acho que os personagens, assim como nós na vida real, somos os mesmos, fazemos as mesmas coisas e, nem por isso, as pessoas se cansam da gente. O que muda é a situação e o jeito que vamos passar por ela. Jessica continua a mesma piriguete de sempre.

A Jessica, em algumas temporadas, acaba, além de divertindo, fazendo uma crítica ao uso exagerado das redes sociais. Como lida com isso? Estamos nos conectando cada vez mais nos smartphones e nos desconectando uns dos outros?
Tento me policiar, pois, às vezes, o uso do celular beira a falta de educação.

A série Carcereiros estreou ano passado na plataforma Globo Play e não chegou ainda à televisão propriamente dita. O que acha dessa nova maneira de ver televisão? Para o ator, isso representa alguma mudança?
Acho que faz parte da evolução e acho uma liberdade você poder escolher ver o que quer na hora que quer. Acho maravilhoso para os atores, é mais um veículo para se trabalhar. A Solange de Carcereiros está bem longe da comédia.

Foi difícil se adaptar a um estilo mais naturalista?
Na verdade não, pois me sinto uma atriz preparada e com ferramentas para isso.

Você estará em pelo menos dois filmes este ano. Fazer cinema ainda é um desafio no Brasil?
Acho que estamos longe de ter o budget de produções internacionais, existe uma dificuldade maior para filmes mais de arte ou dramáticos, porém acredito que a comédia vai muito bem no Brasil e espero que cada vez mais todos os gêneros tenham espaço e público

Você tem poucas novelas no currículo. Sente falta de fazer mais?
Por ora, não tem feito falta porque tenho participado de muitos projetos paralelos, trabalhos muito bacanas, que têm me trazido uma bagagem incrível. Mas adoro atuar, independentemente do formato, e estou sempre aberta a possibilidades.

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