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Correio Braziliense

Bandas, como 7 na Roda e Funqquestra, lançam álbuns com a cara de Brasília

Conheça os trabalhos dos artistas da capital federal


postado em 03/04/2018 07:30 / atualizado em 03/04/2018 14:25

O cenário musical de Brasília vive, há alguns anos, um momento de efervescência e também de independência. Artistas locais têm conseguido lançar álbuns autorais, sem ajuda de grandes gravadoras e sem ter que precisar do eixo Rio-São Paulo. O Diversão & Arte apresenta alguns trabalhos brasilienses que foram ou serão lançados até o fim de abril. Saiba mais sobre os álbuns de 7 na Roda, Funqquestra, Allan Massay, Fernán, Bolhaazul, Ravel Rodrigues, Centropia e Koppa.

(foto: Janine Moraes/Divulgação)
(foto: Janine Moraes/Divulgação)

7 na Roda
Com 10 anos de carreira, a banda 7 na Roda, formada por Breno Alves (vocal e pandeiro), Vinicius de Oliveira (voz e tantã), Guto Martins (ganzá e repique de mão), Pedro Mulusco (cavaco), Rodrigo Dantas (violão 7 cordas) e Jackson Delano (sopros), lançou neste ano o disco Convocação. Gravado no ano passado, o álbum tem 13 faixas que foram escritas por compositores brasilienses. “É um disco com mais de 16 compositores da cidade, o único que não é daqui é o Serginho Meriti. Acho que esse era o momento de apresentar os compositores brasilienses para o Brasil”, analisa Breno Alves.

Além da questão das composições locais, a principal característica de Convocação é ser um disco que bebe de diferentes influências e isso também tem a ver com o fato de ter contado com quatro arranjadores. Há partido-alto, samba-canção, samba de amor, samba de exaltação e até xaxado. “O samba é um gênero tão brasileiro que consegue dialogar com outros ritmos, como o forró, xaxado, maracatu e com rock. Conseguimos colocar um pouco de tudo”, completa.



Das 13 faixas, três contam com participações especiais, são elas: Senhora sereia, com Fabiana Cozza; A vida me valeu, com Nelson Rufino; e Princípio, meio e fim, com presença de Serginho Meriti, compositor da faixa. “A Fabiana Cozza é uma artista maravilhosa e sempre que tocamos juntos rolou um feeling muito bom. O Nelson Rufino aconteceu porque eu e o Vinicius fizemos um samba que era a cara da Bahia e foi um atrevimento da nossa parte convidá-lo”, lembra Breno Alves. 

(foto: Arquivo Pessoal)
(foto: Arquivo Pessoal)

Allan Massay
Conhecido na cena local quando integrou as bandas Massay e San Lunes, o cantor Allan Massay decidiu seguir uma trajetória solo e, para marcar essa nova fase, lançou o DVD Allan Massay ao vivo. “Morei em Moçambique, depois em Los Angeles, nessas duas experiências eu percebi o quanto a música brasileira é algo maravilhoso. Percebi que era na MPB que eu me encontrava como pessoa e como músico. Daí, surgiu a oportunidade de fazer carreira solo”, lembra Massay.

O projeto é composto por seis faixas — O melhor de mim, Uma só comigo, É difícil, Presente, Já disseram e Eu quero — que estão sendo lançadas sempre às segundas nas plataformas digitais. A última a chegar ao streaming será Eu quero, prevista para 9 de abril e com parceria da cantora brasiliense Babi Ceresa. “É um mini DVD, acho que é o suficiente para explorar a minha música de forma individual. Acredito que esse material tem uma questão de sinceridade, é um conteúdo que transmite verdade e tem músicas românticas e também pensativas”, define.



Em 24 de março, Allan Massay fez o primeiro show de exibição do DVD, na Academia Café (201 Norte). Da concepção até a gravação, o processo durou um mês. “Fiquei muito feliz porque, pela primeira vez em 12 anos, estou sendo 100% eu”, analisa.

(foto: Agustin Mindurry/Divulgação)
(foto: Agustin Mindurry/Divulgação)

Ravel Rodrigues
Natural do Piauí, mas morador de Brasília desde 2016, o cantor e compositor Ravel Rodrigues costuma passar pelos bares da cidade com um fone de ouvido e uma versão física do disco Inarredavelmente para divulgar o trabalho. Esse é o segundo material da carreira e foi gravado entre julho de 2015 e junho do ano passado, enquanto Ravel rodava por Teresina, Belo Horizonte e Brasília.

O álbum possui oito faixas e tem como característica misturar diferentes estilos musicais, como reggae, música nordestina, rock e  MPB. “Eu defino como um trabalho variado. Eu tenho uma formação mais erudita, meu pai foi flautista da Orquestra Sinfônica do Piauí, onde estudei, e também toquei em grupo de axé, de rock brasileiro, tenho a formação como violonista que tem influência da bossa nova. Eu sempre andei com uma galera variada da música. Isso formou meu som”, explica Ravel Rodrigues.



Todo mundo é negro e Pátria amarga, por exemplo, são músicas em que o artista busca um discurso mais politizado e social. “Eu coloco mensagens do dia a dia. Minha ideia é que as músicas passem uma ideia de vida melhor”, revela Ravel.

(foto: Thais Mallon/Divulgação)
(foto: Thais Mallon/Divulgação)

Funqquestra
Três anos após o lançamento do primeiro álbum, a banda Funqquestra, formada por Bruno Gafanhoto (bateria), Pedrinho Augusto (bateria), Lucas Fernandes (baixo), Danilo Cremonez (guitarra), Cesar Souto (teclado), Renato Araújo (trompete), Samuel Daniel (sax) e Yuri Dantas (sax), divulgou na última semana o novo trabalho. É o EP Venturo — Vol. 1 (Ao vivo), que foi gravado em show duplo em 8 e 9 de julho, no Clube do Choro.

“O nosso som ao vivo é bem diferente e sempre foi o nosso forte, então, tivemos vontade de fazer esse material desse jeito”, explica Bruno Gafanhoto. O EP é composto por oito faixas, mas será dividido em dois volumes. O primeiro, que foi lançado nas plataformas digitais, tem duas faixas inéditas e duas do disco anterior. São elas: as músicas Venturo, Três da tarde, O gordinho e O canguru



Venturo — Vol. 1 marca uma nova fase da Funqquestra, em que há uma influência maior da música pop. “Em suma, é um disco mais popular, mais dançante, mais objetivo, que é um processo que vem acontecendo no último um ano e meio. Então, quem vai aos nossos shows verá que é um retrato fiel do que somos ao vivo”, explica Gafanhoto. O disco terá um show de lançamento oficial em 5 e 6 de abril, às 21h, no Clube do Choro. O segundo volume, ainda sem previsão de lançamento, será formado por três canções inéditas e uma do primeiro disco de 2015.

(foto: Arquivo Pessoal)
(foto: Arquivo Pessoal)

Fernán
5Foi na banda Vênus e as Máquinas que o brasiliense Fernán ficou conhecido no cenário musical da cidade. Desde 2016, o cantor passou a se dedicar à carreira solo, quando começou a fazer um EP, que acabou ficando de lado, mas deu origem ao álbum Píer, que será lançado em 13 de abril. “No caso desse disco, ele surge a partir da música título e o conceito nasce em torno de uma metáfora sugestiva, mais leve e acessível, em que o lugar não é necessariamente um ambiente material, mas também a reflexão de um espaço abstrato”, revela.

Antes de divulgar o álbum completo, Fernán lançou o primeiro single, a faixa Píer. O disco tem produção musical de Fernando Jatobá (ex-guitarrista do Móveis Coloniais de Acaju). “O álbum levou um período de dois anos para que pudesse ser finalizado — contando desde o início do processo de pré-produção até o processo final de captação, mixagem e masterização”, conta Fernán.



Em relação à sonoridade de Píer, Fernán revela ser uma álbum com referências de vários estilos musicais. “Reúne influências do folk, do rock e do pop. Um som leve, sunshine, mais solar e alegre, para todas as idades. Música ambiente, para ouvir, refletir e comentar. Música sem restrição”, anuncia.

(foto: Breno Galtier/Divulgação)
(foto: Breno Galtier/Divulgação)

Koppa
Criada em 2014, a banda Koppa, formada por João Quirino (voz e guitarra), Daniel Ribeiro (guitarra e voz), João Xavier (baixo e voz) e Felipe Victer (bateria), lança em 6 de abril o EP Transparecer, que é o sucessor do álbum Epifania, produzido por Ricardo Ponte e lançado em 2015.

O EP Transparecer, que terá cinco faixas inéditas e foi feito de forma independente, é o segundo trabalho do grupo e servirá para marcar uma nova fase artística da banda. “Esse disco traz um conceito novo, bem diferente do que a gente tinha feito. Estamos vindo com uma coisa mais leve e simples, tanto na identidade quanto na musicalidade”, explica João Quirino.



No mês passado, a banda lançou o single Medos como forma de mostrar a nova fase e também adiantar um pouco da mensagem do EP. “São letras bem positivas e acabam contando um pouco do cotidiano das pessoas e das relações, mas tudo com uma sonoridade para cima e até com canções dançantes”, adianta Felipe Victer. Quirino ainda completa ao dizer que as músicas se completam: “O EP em si tem músicas que são conectadas, que contam uma história e também o que a gente quer transparecer nesse trabalho”.

(foto: Biel Lara/Divulgação)
(foto: Biel Lara/Divulgação)

Bolhaazul
O trio Patrick Maciel (voz e guitarra), Eduardo Hoffmann (baixo) e Guilherme Rocha (bateria) compõe a banda brasiliense Bolhaazul, que surgiu em 2014. Neste ano, o grupo se lança oficialmente no mercado fonográfico com o primeiro álbum, Florescer, que conta com 10 faixas e será lançado ainda em abril.

“Ele foi feito totalmente de forma independente, com ajuda do nosso produtor Gustavo Vazquez. Nesse disco, buscamos entregar letras reflexivas que ponham a pensar sobre a forma em que nos colocamos no mundo frente aos nossos sentimentos e acontecimentos da vida”, revela Patrick.



A primeira música do álbum foi divulgada. É a faixa Manet, que faz uma referência a Edouard Manet e representa a transição do classicismo para a pintura moderna. “O clipe traz essa ideia de conflito entre o balé tradicional e o que a protagonista deseja dançar para se expressar”, conta Guilherme.

(foto: Breno Galtier/Divulgação)
(foto: Breno Galtier/Divulgação)

Centropia
O projeto Centropia, formado por Lauro Aires e a banda Salto Triplo (composta por Marcelo Lima, Fernando Rodrigues e Renato Glória), está com um novo disco, o álbum Centropia, Vol. 2, que está disponível nas plataformas digitais e será lançado oficialmente amanhã, a partir das 21h, no Clube do Choro.

Criado em 2015, o projeto marca o reencontro dos artistas Lauro Aires e Marcelo Lima, que sempre foram parceiros no mundo da música. O primeiro disco do grupo foi lançado naquele mesmo ano e agora eles lançam o segundo volume. Nesse material, a banda flerta mais com o rock. “Seguimos a mesma linha de composições, com a valorização das letras, mas mais puxado para o rock”, explica Lauro. O disco é formado por 11 faixas, sendo três assinadas por Lauro Aires sozinho e outras sete em parceira com Marcelo Lima e outra com Carlos Pinduca, do ex-Maskavo Roots.



Na apresentação de amanhã, o projeto contará com participações especiais de nomes como Kiko Peres e Haroldinho Mattos. Após o show em Brasília, o projeto rodará algumas cidades da Europa, como Berlim (Alemanha) e Lisboa (Portugal) apresentando o álbum.

Convocação
De 7 na Roda. Tratore, 13 faixas. Disponível nas plataformas digitais.

Inarredavelmente
De Ravel Rodrigues. Independente, 8 faixas. Disponível nas plataformas digitais.

Venturo — Vol. 1 (Ao vivo)
De Funqquestra. GRV, 4 faixas. Disponível nas plataformas digitais.

Centropia, Vol. 2
De Centropia. GRV, 11 faixas. Disponível nas plataformas digitais.

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