Publicidade

Correio Braziliense

Mateus Aleluia traz show intimista e lança livro na Caixa Cultural

Compositor traz a Brasília o disco Fogueira doce e livro sobre o grupo Os Tincoãs


postado em 05/04/2018 07:30 / atualizado em 04/04/2018 17:08

 

 

 

Mateus Aleluia faz show de lançamento do disco Fogueira doce na Caixa Cultural(foto: Vinicius Xavier/Divulgação)
Mateus Aleluia faz show de lançamento do disco Fogueira doce na Caixa Cultural (foto: Vinicius Xavier/Divulgação)
 

 

Único remanescente do grupo Os Tincoãs, o cantor e compositor Mateus Aleluia mantém o legado da banda até os dias de hoje. Criado por Dadinho, Heraldo e Erivaldo — a quem Aleluia substituiu em 1964 —, o trio produziu, nos anos 1970, uma música afrobarroca influenciada pela sonoridade africana (com ritmos de candomblé e sambas de roda) e também pela vivência dos integrantes em Cachoeira, no recôncavo baiano.

 

“Sou o mesmo Mateus Aleluia dos Tincoãs. É assim que me vejo”, diz em entrevista ao Correio. É dessa forma também que ele define o mais recente trabalho, o álbum Fogueira doce, segundo disco da carreira solo e que será lançado oficialmente em Brasília em show duplo, hoje e amanhã, às 20h, no Teatro da Caixa Cultural, no Setor Bancário Sul.

 

Esse será o segundo show de Aleluia com foco no álbum. No ano passado, apenas o Rio de Janeiro recebeu a apresentação desse repertório. “No Rio, foi uma première. No show de Brasília, contarei como Fogueira doce foi gerado e o que cada música representa. É uma tentativa de ser mais intimista”, afirma. Mateus Aleluia tenta adiantar um pouco da experiência do público em relação ao show e ao material. “Esse disco é um prosseguimento a todo o nosso trabalho na época dos Tincoãs. É uma forma de revisitar essa história. É como se fosse o passado contado no presente com a linguagem de hoje”, completa.

 

 

História em livro

 

Além do lançamento do álbum, a apresentação dupla na capital tem um lado especial. É também a divulgação do livro Nós, os Tincoãs, publicado pela produtora Senzala, organizado por Gringo Cardia e com textos de nomes como Carlinhos Brown, Martinho da Vila, Criolo e Emicida. “O livro não foi uma ideia minha. Inclusive, quando me fizeram a proposta, achei uma ideia estranha. Não assimilei muito rápido. Mas, depois, vi que era uma forma de acompanhar essa afrobrasilidade (do grupo) do início ao fim”, define.

 

A participação do artista no livro foi mais como um narrador da história do grupo. “Revisitar foi uma coisa maravilhosa e tivemos a sorte de contar com o Gringo Cardia, uma pessoa que eu não conhecia e que tomou conhecimento da história com muita sensibilidade. Ele aceitou se envolver, saiu do Rio de Janeiro e veio a Bahia, foi comigo a Cachoeira, visitou as igrejas, os terreiros, os quilombos. Ele fez um mergulho de poucos dias, mas conseguiu uma estrutura estética do livro, a meu ver”, conta Mateus Aleluia.

 

 

Nós, os Tincoãs é um livro que também é acompanhado de três dos principais álbuns do trio remasterizados. São eles: Os Tincoãs (1973), O africanto dos Tincoãs (1975) e Os Tincoãs (1977). Além de fotos, a obra traz críticas musicais, matérias de arquivo e biografia dos integrantes.

 

 

 

Mateus Aleluia

Teatro da Caixa Cultural Brasília (SBS, Qd. 4, Lt. 3/4). Nesta quinta (05/04) e amanhã (06/04), às 20h. Show de lançamento do álbum Fogueira doce e do livro Nós, os Tincoãs. Ingressos a R$ 10 (meia) e R$ 20 (inteira). Livre para todos os públicos.

 

 

 

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade