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Correio Braziliense

Poeta baiano Tiago D. Oliveira lança livro em maio

Intitulado 'Contações', os poemas foram inspirados no Brasil e o autor mostra que é possível reinventar o dia a dia


postado em 13/04/2018 17:04 / atualizado em 13/04/2018 17:52

Este é o terceiro livro lançado por Thiago D. Oliveira(foto: Arquivo Pessoal)
Este é o terceiro livro lançado por Thiago D. Oliveira (foto: Arquivo Pessoal)

 

O poeta baiano Tiago D. Oliveira vai lançar o livro Contações em maio deste ano. A compilação de textos vai sair pela Editora Patuá e mistura ficção com a memória. 

 

A ideia do jovem autor é guardar temas, mitologias e personagens que estão presentes no imaginário do país. Ele se inspirou no Brasil para criar essas histórias e crê que é possível reinventar a vida e o cotidiano do leitor. 

Sobre Tiago D. Oliveira 

O escritor, poeta e professor nasceu em 1984 na cidade de Salvador. Morou em Portugal e lá se apaixonou pela literatura. Graduou-se no curso de Letras da Universidade Federal da Bahia e Univerdidade Nova de Lisboa. 

 

No ano de 2014, publicou o primeiro livro da carreira Distraído, que é um convite para o leitor se deliciar em uma variedade de emoções. Dois anos depois lançou Debaixo do vazio, pela Editora Córrego. Além disso, sempre divulga pequenos poemas em um blog

 

Conheça um pouco do trabalho de Tiago D. Oliveira

 

Debaixo do vazio

 

sem a merreca para um carlton,

de quente só um pingado na portaria

da repartição. sem mesmo nada,

nem para dizer que tá difícil.

o ketchup do hot-dog na camisa branca

– tô de sangue por aí, procurando trampo.

é tudo muito certo, ninguém duvida,

o vermelho, manchando

o fundo dos olhos das pessoas, não erra.

agarra em meu peito sem direito,

até porque foi de uma dona que se esbarrou em mim.

sem a besteirinha do buzão,

paletando por entre caras desformes

em série, como a nota de dez no chão,

rasgada, valor sem valor em minhas mãos.

mas há um vento que vem vindo,

agora esqueço para ir que nem fumaça de cigarro.

 

Sopro no coração

 

carrego do carrasco a paz.

não sinto o tempo,

não sei olhar para trás.

sou feito daquele vento,

 

náfego e fim. não

entendo o arrepio. não

sei de onde vim. não

vejo o fio que o cão

 

carrega na distância entre

o uivo e o latido,

mas guardo vivo, ventre.

 

do carrasco, a paz marinha,

o querer linear e ferido,

dentes felizes sobre a rinha 

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