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Correio Braziliense

Toninho Vaz lança biografia de Zé Rodrix na Casa Thomas Jefferson

Biógrafo conta que o desafio foi lidar com lado mitômano do biografado


postado em 18/04/2018 11:47 / atualizado em 18/04/2018 19:08

Toninho Vaz não sabia nada sobre Zé Rodrix até começar a pesquisar para a biografia(foto: Divulgação)
Toninho Vaz não sabia nada sobre Zé Rodrix até começar a pesquisar para a biografia (foto: Divulgação)

 

 

Foi num bar, durante uma conversa com Guarabyra, há uns quatro anos, que o escritor e jornalista Toninho Vaz teve a ideia de biografar Zé Rodrix. Compositor, multi-instrumentista e o terceiro nome do trio formado por Sá & Guarabyra, Zé Rodrix era um mistério para o biógrafo, que já escreveu sobre Paulo Leminski e Torquato Neto. “Perguntei ao Guarabyra quem era o Zé Rodrix, porque do trio, era o que eu menos conhecia”, conta Toninho. “E ele me deu uma ideia de que era muito especial e que pouco se sabia dele porque era maçom.” Foi o suficiente para acender a curiosidade de Vaz, que lança O fabuloso Zé Rodrix nesta quarta (18/04), às 18h na Casa Thomas Jefferson Hall (706/906 Sul).

 

Nascido no Rio de Janeiro em 1947, ele tocou ao lado de artistas como Milton Nascimento, Maria Medalha e Edu Lobo, foi parceiro de Tavito em Casa no campo, imortalizada na voz de Elis Regina, e chegou a fazer participação especial no primeiro disco do Secos&Molhados. Nos anos 1980, assinou a direção de musicais e trabalhou com Claudia Raia em Não fuja da raia. Em 1967, integrava o grupo Momentoquatro, que acompanhou Maria Medalha e Edu Lobo em Ponteio durante o Festival da Record. A canção acabaria por ganhar o festival.  

 

Mas a maçonaria ajudou a manter o mistério em torno de Zé Rodrix. “É uma sociedade fechada, mas o Zé lutava por uma maçonaria mais aberta. Ele era um intelectual e  entrou para estudar filosofia”, garante Vaz. Sobre o tema, aliás, Zé Rodrix escreveu  livros como a Trilogia do templo, uma ficção histórica que trata das origens da maçonaria. 

 

Toninho Vaz conta que, aos poucos, foi se apaixonando pelo personagem e que entrevistou  mais de 70 pessoas em São Paulo, Belo Horizonte e Rio de Janeiro para poder montar o quebra-cabeça que forma a trajetória do biografado. O livro foi escrito em oito meses e essa foi a segunda vez que o jornalista mergulhou na vida de um personagem que era, para ele, desconhecido. O mesmo aconteceu em Pra mim, chega, a biografia de Torquato Neto. “O desafio era que Zé Rodrix também tinha um aspecto mitômano. Algumas pessoas confundem minha abordagem, como se ele fosse um mentiroso, mas ele não era. Era um cara que fantasiava muito e isso exigiu de mim mais cuidado como biógrafo”, conta. 

 

O fabuloso Zé Rodrix

De Toninho Vaz. Editora Olhares, 324 páginas. R$ 49. Lançamento nesta quarta (18/04), às 18h, na Casa Thomas Jefferson (706/906 Sul)

 

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