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Correio Braziliense

Projeção mapeada em maquete de Brasília estabelece conexões sobre a cidade

A ideia é propor interação dos visitantes no Espaço Lucio Costa


postado em 25/04/2018 07:30

Entre o conteúdo planejado por Gabriela Bilá há informações relativas à arte de Athos Bulcão(foto: Gabriela Bilá e Entrequadras/Divulgação)
Entre o conteúdo planejado por Gabriela Bilá há informações relativas à arte de Athos Bulcão (foto: Gabriela Bilá e Entrequadras/Divulgação)


A sala da maquete de Brasília no Espaço Lucio Costa vai se transformar em um centro de comandos virtuais capaz de levar o público para uma viagem tecnológica com ares de ficção científica. A partir de sexta-feira, a artista e arquiteta Gabriela Bilá e o escritório Entrequadras ocupam o local com uma instalação que vai valorizar os 13 m² da maquete mais conhecida de Brasília.

Idealizado para captar a atenção do público e estimular a curiosidade pela história da capital, Escala Brasília, Maquete 4D é uma projeção interativa mapeada sobre a maquete. Com auxílio de telas touch screen localizadas em terminais ao redor da maquete, o visitante poderá escolher o conteúdo ao qual será exposto. Ao selecionar um prédio, monumento ou local da cidade, o público acionará uma série de informações que podem ir dos detalhes da construção daquele ponto específico à própria história de Brasília. “É como se pegássemos a maquete e acrescentássemos informações novas”, explica Gabriela.


Com um orçamento de R$ 50 mil do Fundo de Apoio à Cultura (FAC), a instalação vai ocupar o espaço durante 10 dias. No lançamento, na sexta-feira, haverá projeções na parte externa da Praça dos Três Poderes com som programado por um DJ. A intenção é movimentar um ponto histórico pouco visitado e nem sempre lembrado. “O espaço tem uma história tão importante, mas fica um pouco esquecido”, lamenta a artista, que é diretora de conteúdo do projeto.

Toda a tecnologia utilizada na projeção foi desenvolvida em Brasília. Além do conteúdo, a cargo de Gabriela, o software que produz a interação foi criado pelo Entrequadras e o texto de apresentação vem assinado por Maria Elisa Costa, filha de Lucio Costa. “Ela entendeu a instalação como se fosse um processo de continuar o que Brasília tem de inovação”, conta Gabriela. “E todas as informações são coisas que estão representadas na maquete.”


As ideias que nortearam o plano urbanístico da cidade — construída com base na ideia das escalas residencial, gregária, bucólica e monumental — são explicadas nas projeções, assim como a arquitetura, com espaço para os nomes que projetaram a cidade além de Oscar Niemeyer, detalhes do mobiliário urbano, das superquadras e dos espaços de convivência. Os setores também estão representados e os idealizadores aproveitaram para inserir histórias da época da construção. O público poderá, por exemplo, consultar informações sobre a localização da Vila Amaury, hoje submersa sob o Lago Paranoá, sobre a Cidade Livre, hoje Núcleo Bandeirante, e sobre o local no qual foi realizada a primeira missa. A natureza está contemplada com representações dos parques mais importantes da cidade.

Gabriela lembra que Brasília só existe porque um grupo de pessoas ousou projetar o futuro. A cidade é fruto da ousadia e da implantação de ideias avançadas, uma experiência que acabaria por servir de modelo para toda uma escola da arquitetura e do urbanismo. Inovação sempre foi uma ideia que guiou os criadores e é esse fio que a instalação pretende retomar.



Escala Brasília, Maquete 4D
Abertura sexta, às 19h, no Espaço Lucio Costa (Praça dos Três Poderes). Visitação até 6 de maio, de segunda a domingo, das 9h às 18h. Entrada franca. Classificação indicativa livre.
 
 
 
 
 


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