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Correio Braziliense

Leandro Wirz lança livro de poesia após hiato de 10 anos

Amor, existencialismo e a própria poesia são temas da publicação


postado em 02/05/2018 11:35 / atualizado em 02/05/2018 11:41

'A solidão da pontualidade' reúne 120 poemas escritos ao longo dos últimos anos
'A solidão da pontualidade' reúne 120 poemas escritos ao longo dos últimos anos

 
Depois de mais de 10 anos dedicado a escrever poemas apenas online, o carioca Leandro Wirz volta ao suporte papel com A solidão da pontualidade, reunião de 120 poemas escritos ao longo dos últimos anos e que será lançado nesta quarta (2/5) no Ernesto Cafés Especiais (CLS 115 Bloco C Loja 14).


Divididos em três eixos temáticos, os versos refletem sobre o amor, a existência, os relacionamentos e sobre a própria escrita, em um exercício de metapoesia em que o autor se debruça sobre o ofício. Não é autobiografia, porque ao poeta não interessa escrever sobre si e sim fazer literatura, mas, como ele admite, não há como fugir da primeira pessoa e de sua história pessoal durante a escrita.

"Eu diria que o livro tem muito de mim, com algumas histórias não vividas por mim e outras inventadas. E as que eu vivi podem estar amplificadas, carregadas nas tintas do drama e do amor. Tenho a pretensão de fazer literatura e não desabafo. O livro não é meu confessionário”, explica, em uma pequena auto-entrevista feita para divulgar o livro.


Questões existenciais estão em Ninho, agrupamento de versos como "tomo posse das minhas perda/emergirei revigorado" e "mate o conforto\e fuja irresponsável/e inconsequente/pelos sigilos da noite". Asas traz versos em que o poeta confessa estar mais aberto, com o olhar pronto para encarar o outro. São os poemas sobre o amor afetos e relacionamentos. É o conjunto mais extenso. No último grupo, vento, vem a poesia e as reflexões sobre sua utilidade. “(...)ele não faz ideia de/que se deita/sobre tanta poesia./não há espaço para a poesia/na crueza da sua rotina./e quem precisa de poesia?!/uma página em branco traz/mais possibilidades”, escreve.


Sobre o título, Wirz conta que nasceu de dois aspectos da vida aos quais é muito apegado. A solidão é algo que cultiva e necessita. Já a pontualidade é uma prática pela qual é obcecado, mas que costuma praticar sozinho. “Isso aqui no Brasil, e principalmente no Rio de Janeiro onde moro, é uma atividade bastante solitária”, observa. 


A solidão da pontualidade é uma espécie de retomada, mas também de despedida. Até hoje, foram seis livros de poesia, sendo os últimos, Lâmina do adeus e Livro dos dias publicados, respectivamente, em 2002 e 2005. Desde então, Wirz passou a publicar na internet, primeiro em um blog, depois em uma página no Facebook. Agora, conta, se livrou dos últimos poemas que estavam engavetados. “Este livro tem um componente forte de despedida, não só dos poemas, mas de pessoas e sentimentos que os inspiraram, enfim, de um ciclo de vida”, avisa o poeta, que confessa já ter material para publicar um livro de crônicas.

A solidão da pontualidade
Lançamento nesta quarta (2/5), às 18h, no Ernesto Cafés Especiais (115 Sul Bloco C Loja 14). Edição independente, 148 páginas. R$ 40

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