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Correio Braziliense

Produtora da Netflix acusa Harvey Weinstein de estupro e assédio sexual

Alexandra Canosa, produtora associada da série 'Marco Polo', denunciou que os maus-tratos incluíram agressões físicas e sexuais, com múltiplos casos de estupro entre 2010 e 2015


postado em 02/05/2018 17:30

Harvey Weinstein é novamente acusado de estupro e assédio sexual(foto: AFP/Robyn Beck)
Harvey Weinstein é novamente acusado de estupro e assédio sexual (foto: AFP/Robyn Beck)
 
Uma produtora de séries para a plataforma de streaming Netflix denunciou na justiça de Nova York o ex-poderoso magnata de Hollywood, Harvey Weinstein, com acusações de estupro, abuso sexual e assédio moral durante cinco anos. Alexandra Canosa, produtora associada da série Marco Polo, apresentou em dezembro uma demanda inicial por US$ 10 milhões e esta semana apresentou mais detalhes das acusações contra Weinstein, de 66 anos e que tem cinco filhos.

A produtora afirma que Weinstein a "ameaçava constantemente" e "deixou claro que se não sucumbisse a suas demandas de contato sexual ou se ela denunciasse sua conduta imprópria aconteceriam represálias, incluindo humilhação, a perda de seu trabalho e ela perderia qualquer possibilidade de trabalhar na indústria do entretenimento", de acordo com os documentos apresentados na segunda-feira.

Os maus-tratos incluíram agressões físicas e sexuais, com múltiplos casos de estupro entre 2010 e 2015, de acordo com a acusação atualizada esta semana. Os processados, que também incluem a empresa Weinstein Company, "sabiam ou deveriam ter conhecimento sobre a conduta de Harvey Weinstein e não atuaram pra corrigir ou restringir tais atividades", alega Canosa.

"Ao invés disso, os acusados facilitaram, ocultaram e apoiaram sua conduta ilegal", afirma. A produtora informou que, em agosto de 2017, Weinstein a ameaçou verbalmente caso ela contasse algo sobre o tema.

Harvey Weinstein, produtor de vários filmes premiados em Hollywood nas últimas décadas, é alvo de acusações similares de mais de 100 mulheres desde que o jornal The New York Times e a revista The New Yorker revelaram o escândalo em outubro do ano passado. As acusações acabaram com a carreira de Weinstein. Em outubro, ele foi demitido pela Weinstein Company, que enfrenta vários processos judiciais.

Weinstein nega todas as acusações de sexo não consentido e afirma que nunca realizou um ato de represália contra as mulheres que rejeitaram seus avanços sexuais. A atriz Ashley Judd iniciou um processo na segunda-feira contra o produtor. Ela o acusa de ter prejudicado sua carreira depois que rejeitou uma proposta sexual.

A denúncia, apresentada em um tribunal de Santa Monica, cidade vizinha a Los Angeles, afirma que Weinstein "utilizou seu poder na indústria do entretenimento para prejudicar a reputação de Judd e limitar sua capacidade de encontrar trabalho".

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