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Correio Braziliense

Projeto 'Feminino' traz expoentes da música nacional a Brasília

Xênia França, Anelis Assumpção, As Bahias e a Cozinha Mineira e Alice Caymmi fazem show com olhar lúdico sobre o feminino


postado em 03/05/2018 07:00 / atualizado em 02/05/2018 19:44

Anelis Assumpção convida Tulipa Ruiz no projeto Feminino(foto: Renato Stockler/Agencianalata)
Anelis Assumpção convida Tulipa Ruiz no projeto Feminino (foto: Renato Stockler/Agencianalata)

Vivenciar a força e a expressão do feminino sob uma ótica mais lúdica. Essa é a proposta do projeto em cartaz, de hoje a domingo, no Centro Cultural Banco do Brasil. São quatro shows que promovem o encontro entre artistas de origens e gêneros diversos — destaques da cena alternativa da música popular brasileira.

Sob o título Feminino, a série busca pontuar o universo de cada participante, a partir do trabalho que realiza. “A intenção é produzir um antídoto de resiliência diante do momento mundial de tensão, carregado de insegurança e medo, suscitando ao público uma consciência potente, mas amorosa e pacífica”, afirma Débora Ribeiro Lima, idealizadora do projeto ao lado de Dani Godoy.
 
Xênia França convida As Bahias e a Cozinha Mineira(foto: TOMAS ARTUZZI/Divulgação)
Xênia França convida As Bahias e a Cozinha Mineira (foto: TOMAS ARTUZZI/Divulgação)
 

Nesta quinta, às 20h, na abertura da programação, Xênia França tem como convidadas Assucena Assucena e Raquel Virgínia, vocalistas trans do grupo As Bahias e a Cozinha Mineira. Amanhã, também às 20h, Anelis Assumpção recebe Tulipa Ruiz. Sábado, no mesmo horário, Alice Caymmi divide o palco com Jaloo; enquanto no encerramento, domingo, às 19h, Badi Assad tem, em cena, a companhia de Tiê.

Baiana de Camaçari, radicada em São Paulo há 14 anos, Xênia França faz um tipo de música, vista como afropop, na qual utiliza tambores e ambientações tribais, com versos marcados pela forte religiosidade que dialoga com a cultura Iurubá. Integrante do coletivo paulistano Aláfia, ela é protagonista do show de abertura do Feminino. 

Em 2017, Xênia lançou seu primeiro disco, com músicas autorais, como Pra que me chamas? e Preta Yayá, em que a letra diz: “Música preta, sou teu instrumento/ Vim pra te servir...” No repertório foi incluída Respeitem meus cabelos brancos, de Chico César. “Vou aproveitar este show em Brasília, onde já estive, para participar do projeto Satélite, e lançar o meu CD de estreia. Vai ser um prazer ter As Bahias, com quem já dividi o palco em São Paulo”, disse a cantora. Recentemente, Assucena Assucena e Raquel Virgínia participaram de outro projeto na capital, no Teatro da Caixa.

Ascensão

Filha do saudoso Itamar Assumpção, cantor, compositor e ícone do movimento Vanguarda Paulistana, que teve forte ligação com a cidade, Anelis Assumpção presta tributo à irmã Serena, morta em 2016, aos 39 anos, no segundo show do Feminino, amanhã. “Levo para o projeto do CCBB o show que tem por base o Ascenção, álbum que minha irmã deixou pronto. É um trabalho que traz cantos dos orixás. Como foi feito com muita delicadeza, pode ser ouvido e apreciado mesmo por quem não é afeito à religião de matriz africana”, destaca.

Anelis veio à capital outras vezes e, segundo ela, sempre teve acolhida carinhosa do público. “Acredito que a boa relação do meu pai com os brasilienses contribuiu para isso. Agora, estou de volta com Ascenção, tendo a Tulipa, por quem tenho grande admiração, ao meu lado. Como o pai dela fazia parte da banda de Itamar, nos tornamos amigas ainda na adolescência”, lembra. Entre os artistas originários de São Paulo, Tulipa Ruiz é a de presença mais frequente nos palcos candangos.

De volta a Brasília, depois de apresentação no ano passado, na festa Mimosa, Alice Caymmi vem mostrar um novo trabalho, registrado no Alice, seu terceiro CD. “É um disco mais pop, em que predominam composições autorais. Em algumas delas tem a participação de Pabllo Vittar (Eu te avisei), Ana Carolina (Inocente) e Rincon Sapiência (Inimigos). Vou cantar todas no show, que tem também músicas do Rainha dos raios”, anuncia.
 
Alice Caymmi convida Jaloo(foto: Lema /Divulgacao)
Alice Caymmi convida Jaloo (foto: Lema /Divulgacao)
 

Jaloo, o convidado de Alice, disse ao Correio que foi aqui, que deu início à carreira de cantor. “Fui a Brasília em 2012 participar do projeto Invasão Paraense, no CCBB, como DJ. Naquela apresentação, comecei a cantar. Depois, voltei para tomar parte em outros eventos. No Feminino, estarei ao lado de Alice, uma querida. A gente se curte muito. Vou cantar músicas como Ahdor!, e Pra pararará, do meu primeiro álbum; e o novo single, Goodbye."
 
Badi Assad convida Tiê(foto: Divulgação/Feminino)
Badi Assad convida Tiê (foto: Divulgação/Feminino)
 

A suavidade da música de Badi Assad e Tiê pode ser apreciada no encerramento do Feminino, domingo, às 19h. No show, Badi passeia por seu extenso repertório, originário de 16 discos. O mais recente é Singular, de 2016. Tiê lança Gaya, quarto disco, que saiu no fim de 2017.

Feminino
Projeto com quatro shows: hoje, às 20h, Xênia França e As Bahias; amanhã, às 20h, Anelis Assumpção e Tulipa Ruiz; sábado,
 às 20h, Alice Caymmi e Jaloo: domingo, às 19h, Badi Assad e Tiê. Ingressos: R$ 20 e R$ 10 (meia). No Centro Cultural Banco do Brasil (Setor de Clubes Sul). Não recomendado para menores de 12 anos. Informações: 3108-7600.

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