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Correio Braziliense

Choro pode se tornar patrimônio imaterial nacional

O pleito do Clube do Choro de Brasília, encaminhado há quatro anos ao Iphan, segue sob análise da instituição


postado em 05/05/2018 07:31 / atualizado em 05/05/2018 11:04

(foto: Mauro Araujo/Divulgação)
(foto: Mauro Araujo/Divulgação)

 
O choro pode se tornar patrimônio imaterial nacional. O pleito do Clube do Choro de Brasília, encaminhado há quatro anos ao Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico Nacional), segue sob análise da instituição. A informação é de Henrique Lima Santos Filho, o Reco do Bandolim, presidente da entidade, que se mostra confiante, numa definição, em breve.

“A boa notícia é que, depois de cumprir o que o regulamento dispõe, a câmara do Iphan deu sinal verde para a aprovação. Depois que isso ocorrer, o passo seguinte será a busca do reconhecimento do choro como patrimônio imaterial da humanidade”, anuncia Reco.
 
 
“Nesse sentido, entrei em contato com a Unesco, por meio da ministra Cláudia Maciel, que assistiu parte do Festival de Choro de Paris, de 23 a 25 de março, na Maison du Bresil, em Paris, que teve entre as atrações do Choro Livre, formado no âmbito do Clube do Choro, que é patrimônio imaterial de Brasília”, acrescenta. Na Europa, o grupo fez apresentação no Museu do Fado, em Lisboa; enquanto o violonista Henrique Neto e o cavaquinista Márcio Marinho focaram no Festival de Roterdam, na Holanda.

Hoje, a convite do Ministério das Relações Exteriores, Reco, realiza uma palestra/show na Organização das Nações Unidas (ONU), acompanhado pelo grupo Choro Livre, do qual é fundador e líder. A apresentação do representante do Brasil faz parte da programação comemorativa do Dia da Língua Portuguesa. Há, ainda, a participação de músicos e poetas de Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste, países que integram a Comunidade dos Países da Língua Portuguesa (CPLT).

“Na palestra, farei um relato sobre a história do choro, desde a origem até os dias atuais, acentuando a contribuição dos grandes mestres do gênero, como Joaquim Antônio da Silva Calado, Ernesto Nazareth, Alfredo da Rocha Vianna Filho, o Pixinguinha, Jacob do Bandolim, Radamés Gnattali, Zé Menezes; além de outros consagrados compositores da MPB, incluindo Tom Jobim e Ary Barroso. Músicas de autoria deles vão entremear a minha fala, na interpretação do Choro Livre”, adianta Reco.



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