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Correio Braziliense

Integrantes da banda RPM brigam na Justiça para usar marca e tocar sucessos

Os outros integrantes acusam Paulo Ricardo de registrar a marca da banda somente no nome dele


postado em 09/05/2018 11:00 / atualizado em 09/05/2018 11:00

Ex-integrantes querem o direito de utilizar o nome da banda sem ter que pagar para Paulo Ricardo(foto: Rui Mendes/Divulgação)
Ex-integrantes querem o direito de utilizar o nome da banda sem ter que pagar para Paulo Ricardo (foto: Rui Mendes/Divulgação)

 

Luiz Schiavon, Fernando Deluqui e Paulo Pagni, ex-integrantes da banda RPM, querem retomar o grupo e pedem na Justiça para que Paulo Ricardo seja proibido de cantar os hits e fazer referências à banda individualmente.

 

O cantor teria rompido acordo firmado em 2007 em que todos os integrantes da banda se comprometiam a não utilizar a marca RPM em carreira solo.  De acordo com os músicos, o vocalista Paulo Ricardo ficou de fazer o registro no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), com a marca da banda no nome dos quatro membros. Porém, segundo o advogado de acusação Spencer Toth Sydow, o cantor só fez o registro no nome dele.

 

Essa situação só foi descoberta por eles em 2017 e, devido a isso, o representante dos músicos pede na Justiça para que o vocalista receba uma punição legal pela quebra do acordo.

 

"Nos ajudamos e lutamos para construir o RPM no mercado, não é justo que um dos componentes não queira continuar e ainda impeça os outros de o fazer", argumentou Fernando Deluqui, ex-guitarrista da banda, em entrevista à Folha de São Paulo.

 

Durante o processo iniciado no ano passado, a juíza Elaine Faria Evaristo decidiu em favor dos outros membros da banda. Mas, a decisão foi suspensa em março deste ano pelo Tribunal de Justiça de São Paulo.

 

Segundo a assessoria de Paulo Ricardo, o músico disse ter a marca da banda em seu nome desde 2003. O cantor ainda afirmou à Justiça que o grupo foi criação dele e que os outros membros eram "meramente músicos acompanhantes".

 

A defesa ainda alegou que "80% da obra musical do grupo são fruto da criação intelectual do compositor Paulo Ricardo".

 

 

Separação

 

A RPM foi a banda de rock de maior sucesso no Brasil nos anos 1980. Porém, o grupo se separou oficialmente em 1989 e de lá para cá vive uma sucessão de idas e vindas.

 

A maior briga judicial ainda gira em torno da coautoria entre Paulo Ricardo e o tecladista Luiz Schiavon, já que este último diz ter papel fundamental na criação das melodias dos hits de RPM.

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