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Correio Braziliense

Violonista Yamandu Costa fala sobre novo show, que chega ao DF em junho

Além disso, o artista falou sobre carreira, música, choro e cultura latino-americana. Confira o papo!


postado em 11/05/2018 08:00 / atualizado em 11/05/2018 10:59

Louvre o escolheu como representante da diversidade musical brasileira(foto: Divulgação/VanessaCampos)
Louvre o escolheu como representante da diversidade musical brasileira (foto: Divulgação/VanessaCampos)


“A música pra mim é muito mais do que profissão é um modo de vida, eu sempre me dediquei muito, minha família era de música, tenho isto de casa. Não faço pela fama, mas pela carreira, visualizo e sigo para onde eu quero ir profissionalmente. Quero seguir minha carreira nesse sentido, com qualidade, principalmente”. A humildade de Yamandu Costa chama a atenção, especialmente, se levado em consideração que um dos maiores violonistas do país, topou conversar com o Correio diretamente de Tropea, no sul da Itália, onde foi fazer apresentações recentemente.
 
 

Yamandu trará a Brasília, entre 1º, 2 e 3 de junho, o show do álbum Tocata à amizade, o último trabalho do gaúcho, que ainda conta com Alessandro Bebê Kramer (acordeom), Rogério Caetano (violão de 7 cordas aço) e Luis Barcelos (bandolim). 

“Na verdade esse Tocata à amizade é uma homagem a cultura popular latino-americana. É bastante latino-americana essa maneira de se reunir com os amigos para tocar. Conheci o Rogério aí em Brasília e me juntei com outros os outros dois amigos gaúchos. É uma celebração a nossa cultura”, afirma Yamandu sobre a produção.

Impressões brasileiras


A aposta no choro com as referências musicais do continente sul-americano, fez de Yamandu uma verdadeira referência mundial. Impressões brasileiras foi a escolhida pelo Museu do Louvre para representar a diversidade cultura musical brasileira em Paris. “Poxa, foi um charme, teve toda aquela pompa que existe em Paris, foi um barato, pena que eu tive uma crise de gota no palco e desci direto para o hospital. Mas foi uma experiência realmente muito boa”, relembra Ymaandu sobre a experiência em 2010.
 
A capa de
A capa de "Tocata à amizade' (foto: Reprodução/Internet)
 
 
Segundo o músico: “Eu tenho esse trabalho muito caracterizado dentro dessas duas vertentes: da música latino-americana, e com a linguagem do choro, tem suítes desse gênero, são canções que fazem parte dessa linguagem do choro. A minha vivência que seguiu esse caminho, meu pai foi um entusiasta dessa música feita aqui no continente que tem uma beleza incrível, existe um lado do mundo moderno que ainda faz essa música popular, que tem essa linguagem. A gente ainda vive num continente em que a música popular é muito produzida”. 

O choro e o show


Diferente do que alguns músicos talvez possam pensar, Yamandu deixa claro o quanto o choro ainda está como um importante gênero popular no Brasil. O orgulho o gaúcho sobre esta música é inegável: “É um gênero que está crescendo muito. Tem bom projetos como o Clube do Choro aí em Brasília. Temos o privilégio de termos tido essa característica dos choros em nosso território. É um gênero que está evoluindo muito. Nunca vi tanta gente tocando choro, acho que a gente está desenvolvendo muito gênero”.

Sobre o show em Brasília, Yamandu faz questão de lembrar o quanto a proposta é fazer um ambiente aconchegante, com mais do que um roteiro. “Vamos fazer jus ao nome. Vai ser uma tocata à amizade, tocar em uma roda de choro, é uma coisa mais informal, com os amigos, uma celebração”, analisa.

Serviço:


Tocata à amizade
Teatro Caixa Cultural Brasília (SBS Q. 4, lt ¾). 1º, 2 e 3 de junho, às 20h.
Ingressos: R$ 10 (meia-entrada). Classificação indicativa livre.


*Estagiário sob supervisão de Vinicius Nader





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