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Correio Braziliense

Romance e relações humanas são temas das estreias de cinema

Longas que apostam no tema estão em cartaz na cidade


postado em 14/06/2018 07:30 / atualizado em 14/06/2018 09:06

Talvez uma história de amor: trama construída a partir de um fora pelo telefone(foto: Warner Bros./Divulgação)
Talvez uma história de amor: trama construída a partir de um fora pelo telefone (foto: Warner Bros./Divulgação)

Numa conta rápida, os números impressionam: dos oito astros escalados em Do jeito que elas querem, somente dois não tiveram indicação ou venceram Oscar: casos de Don Johnson (protagonista de Miami Vice) e Craig T. Nelson (lembrado pelo estrondoso Poltergeist). O que pesa, entretanto, no enredo de Do jeito que elas querem são os desejos femininos. Daí o prometido brilho reservado a Diane Keaton, Jane Fonda, Candice Bergen e Mary Steenburgen.

Mas é de outro sucesso que parte o enredo assinado pelo diretor Bill Holderman e pela atriz e coroteirista Erin Simms: o impacto da publicação de Cinquenta tons de cinza (título da autora E.L. James). O livro mobiliza um clube mensal de leitura do qual o quarteto toma parte. Vivian (Jane Fonda), por exemplo, administra um hotel em Los Angeles, e se vê confiante e bem-sucedida, até ser desestabilizada pelo aparecimento de Arthur (papel de Don Johnson). Candice Bergen, na trama, vive Sharon, às voltas com aplicativos e encontros às escuras. Já Diane Keaton dá vida à viúva, encantada, pouco a pouco, com o personagem de Andy Garcia, Mitchell.

Completando o ciclo de paixões aquecidas pela inspiração vertida na trilogia já adaptada para o cinema (Cinquenta tons de cinza), Mary Steenburgen interpreta Carol, que vê a relação com Bruce (Craig T. Nelson) desmoronar. Num papel misterioso, Richard Dreyfuss (de clássicos como A garota do adeus e Tubarão) tem caracterização como George. Diretor e corroteirista de Do jeito que elas querem são ambos estreantes. Ele, por sinal, é bastante conhecido como produtor de filmes encabeçados por Robert Redford, entre os quais Leões e cordeiros (2007), Uma caminhada na floresta (2015) e Sem proteção (2012).

Também numa ciranda amorosa, em Talvez uma história de amor, o protagonista é Virgílio (interpretado por Mateus Solano), muito encucado com situação bizarra: leva um fora, via telefone de Clara (Thaila Ayala), que ele tem certeza de nunca ter visto na vida. No filme de Rodrigo Bernardo, Virgílio pretende desvendar o mistério, já que, até mesmo conhecidos dele parecem ter tido contato com Clara. No elenco da produção estão Bianca Comparato, Marco Luque, Cláudia Alencar e uma surpresa — a participação de Cynthia Nixon (a Miranda de Sex and the city).

A comédia de contornos trágicos Uma escala em Paris trata de um triângulo amoroso opressor para a protagonista, a aeromoça Gina (Lindsay Burdge, do longa 6 anos). Depois de vivenciar o trauma de perder o ex-namorado para o suicídio, no filme assinado por Nathan Silver, Gina, que é norte-americana e aposta as fichas numa mudança de destino: vai para Paris, aprofundar os sentimentos, junto ao garçom Jérome (Damien Bonnard, de Na vertical). O grande entrave surge pelo inesperado retorno de Clémence (Esther Garrel), a ex de Jérome, capaz de causar enorme instabilidade para Gina.




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