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Correio Braziliense

Segundo longa da franquia, Homem-formiga e a vespa tem graça e leveza

Vespa é a heroína que ajuda o Homem-formiga


postado em 05/07/2018 07:30 / atualizado em 04/07/2018 19:44

Franquia da Marvel tem tom cômico(foto: Marvel Studios/Divulgação)
Franquia da Marvel tem tom cômico (foto: Marvel Studios/Divulgação)

 Há três anos, o sucesso de bilheteria pode até ter animado os produtores do longa Homem-Formiga, que rendeu US$ 520 milhões, sob a supervisão do cineasta Peyton Reed. Mas, até mesmo o diretor de Hollywood deixou escapar certo descontentamento com o projeto. “Quando chegamos, o roteiro do primeiro estava pronto, com o vilão tendo similaridade com os poderes do herói. Não era legal. Agora fizemos coisas bacanas, definitivamente, com este novo filme, tivemos maior liberdade”, comentou, recentemente, o diretor, ao site UPROXX.


O relativo desgaste do vilão Yellowjacket (feito por Corey Stoll) promete ser coisa do passado, com a chegada da segunda produção que incorpora personagens como o interpretado por Randall Park, o agente da S.H.I.E.L.D. Jimmy Woo, e ainda pelo despontar de tipos como o de Laurence Fishburne, na pele de um pesquisador sem escrúpulos, além da óbvia presença, e mais aguardada, da Vespa, personagem que brota com o carisma de Hope Van Dyne (Evangeline Lilly, de Gigantes de aço e O Hobbit), e que compõe a inaugural formação dos Vingadores.

Tendo por roteiristas os criadores de Homem-Aranha: de volta ao lar, Lego Batman: O filme e do terror de sucesso A face do mal, Homem-Formiga e a Vespa se ancora em conceitos de maior leveza, de mais injeção de graça e doses de romance e drama, numa parcela reservada à problemática de Cassie, personagem de Abby Ryder Forston (na trama, a filha do Homem-Formiga).

Também no centro do enredo do longa está a relação em família que cerca Hope, filha do doutor Hank Pym (Michael Douglas) e da lendária Janet, a Vespa original. Há 26 anos distante das adaptações de tramas cinematográficas que tratam de quadrinhos (quem esquece a Mulher-Gato, de Batman: o retorno?), a atriz Michelle Pfeiffer dá vida à mãe de Hope. Confinada, por três décadas, numa condição subatômica de tamanho, a personagem poderá voltar à vida normal, dado os esforços da filha dela.

Muitos dos personagens se mostram contrariados com o Homem-Formiga, ou, melhor registrando, com Scott Lang (o personagem de Paul Rudd) no novo filme. A grande desavença foi criada por Lang, quando extrapolou a exposição de sua versão heroica em Capitão América: Guerra civil.

Caprichando na ação reservada ao doutor Hank Pym, o diretor comentou, para a imprensa estrangeira, da dobradinha entre os atores Paul Rudd e Michael Douglas: “Eles têm muita diversão, juntos. Existe verdadeira harmonia. No primeiro filme, não tinha a menor ideia de como seria ter o Michael Douglas na nossa produção”. Vale a lembrança de que, no passado, o diretor conduziu comediantes do porte de Jim Carrey e Renée Zellweger em outras produções.


Vespa e Homem-formiga: finalmente juntos, em cena do filme de Peyton Reed(foto: Marvel Studios 2018)
Vespa e Homem-formiga: finalmente juntos, em cena do filme de Peyton Reed (foto: Marvel Studios 2018)


A vilã

Com os dois longas de Homem-Formiga, Paul Rudd também se reinventa, numa fita que exacerba a capacidade cômica dele, a exemplo do que havia acontecido com Ryan Reynolds e seu Deadpool. A atriz Hannah John-Kamen (de Jogador número 1), que moldou a vilã Fantasma, não fez diferente. Nos bastidores, ela contou ter tratado a Fantasma como uma página em branco, que pode criar origens para um personagem que, além de não estar escrito de forma definitiva no roteiro, tinha versão original masculina, nas historinhas em quadrinhos.

Fantasma tem a capacidade de perpassar elementos sólidos, nesta nova aventura de cinema. Longe de ser tratada como categórica vilã, ela é vista como antagonista, pelo que destacou o diretor do filme. Na ala das ameaças nerd que cercam Vespa e Homem-Formiga estão especialistas de artefatos tecnológicos, como Sonny (Walton Goggins) e Bill (Lawrence Fishburne), ambos de caráter duvidoso. No rescaldo da comédia que impregna o filme, o personagem de origem latina Luis (Michael Peña, ator que é filho de pais mexicanos) promete ser um achado.



US$ 180 milhões
Orçamento do longa



US$ 80 milhões
Lucro estimado nos primeiros dias nos EUA



118 minutos
Duração do filme
 
 
Nos vemos no paraíso
• Estrelado e dirigido por Albert Dupontel, o longa adota tom cômico e dramático, ao tratar de uma série de falcatruas empreendidas pelo protagonista de Dupontel, ao lado do parceiro de cena Nahuel Pérez Bisacayart (120 batimentos por minuto), que interpreta Édouard, também sobrevivente no beligerante ano de 1918.


Mulheres alteradas
• Baseado nos quadrinhos produzidos pela argentina Maitena, o longa de Luis Pinheiro alinha quatro nervosas personagens interpretadas por Deborah Secco, Alessandra Negrini (foto), Monica Iozzi e Maria Casadevall.



Custódia
• O primeiro filme do diretor Xavier Legrad, premiado no Festival de Veneza, expõe as trapaças de um casal, às vias da separação, e que joga com a saúde mental do filho Julien (Thomas Gioria), objeto de discussão permanente.



O auto de resistência
• O documentário de Natasha Neri e de Lula Carvalho explora os inúmeros casos em que supostos traficantes foram envolvidos em mortes nas quais a polícia argumentou que agia em legítima defesa.



A noite devorou o mundo
• Criado a partir de romance escrito por Martin Page, o longa marca a estreia do diretor Dominique Rocher, que conduz um filme de zumbis.
 
  

 

 

 

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