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Correio Braziliense

Em novo filme, The Rock enfrenta edifício em chamas

"Arranha-céu: coragem sem limite" é novo candidato a recorde de bilheteria


postado em 12/07/2018 07:30 / atualizado em 12/07/2018 10:53

Dwayne Johnson: chamariz para quase US$ 1,4 bilhão de lucros, com os últimos dois filmes(foto: Seven Bucks Productions/Divulgação)
Dwayne Johnson: chamariz para quase US$ 1,4 bilhão de lucros, com os últimos dois filmes (foto: Seven Bucks Productions/Divulgação)

 
A moral conquistada e os lucros associados ao astro de cinema Dwayne Johnson (para a vida toda, conhecido como The Rock), quando demarcados em ranking da indústria da sétima arte, bem que podem ser associados aos pedidos feitos a um ascensorista. Numa escalada, Dwayne acumula êxitos e posições: em 2018, com Rampage: destruição total, ele esteve no 13º posto entre os filmes mais assistidos nos Estados Unidos. Ano passado, obteve a 4ª e a 12ª posições entre os mais populares, respectivamente, com Jumanji: Bem-vindo à selva e Velozes e furiosos 8; enquanto com os anteriores Central de inteligência (2016) e Terremoto: A falha em San Andreas (2015), The Rock esteve nas 20ª e 22ª posições.

No mais recente filme, Arranha-céu: coragem sem limite, com estreia hoje, a escalada parece certeira: jogando alto, Johnson mostra a queda pelo cinema catástrofe, com o enredo envolvendo o fictício prédio mais alto no mundo. “Foi uma das mais inesquecíveis experiências da carreira”, sublinhou o ator, para a imprensa internacional, ao se referir à convivência com pessoas de membros amputados, uma das artimanhas para a composição do protagonista de Arranha-céu Will Sawyer. Ex-campeão de luta livre, Dwayne interpreta, no filme, um veterano de guerra, que não tem uma das pernas.

O enredo transcorre numa China filmada, na realidade, em estúdios de Vancouver (Canadá). Entre os tantos personagens cujos destinos dependerão das atitudes e da sagacidade de Sawyer, um técnico de segurança lotado em empresa da Ásia, estão os dois filhos dele e a mulher, Sarah. No filme com direção de Rawson Marshall Thurber, um incêndio (indiretamente, atribuído a Sawyer) ameaça todo o exemplar currículo do protagonista, que ainda se gaba de ter sido agente do FBI, no passado.

Tendo os exageros nas cenas de ação como ponto forte, Arranha-céu: coragem sem limite foi descrito por um crítico do The Guardian como um “filme bobinho, mas assistível”. Na divulgação da fita, o próprio Dwayne Johnson trouxe para o primeiro plano a suposta originalidade do projeto, dizendo que não encerrava conceitos de “franquia, adaptação de atração de parque de diversão ou mesmo livro”. Esqueceu-se, entretanto, de Duro de matar (1988), que transformou Bruce Willis em astro. 



US$ 3 bilhões
é o patamar dos lucros dos filmes de Adam Sandler, que dá voz a Drac



US$ 830 milhões
foi o retorno, em bilheterias, dos dois outros filmes da franquia
 
Os monstros se divertem
 
Hotel Transilvânia 3: Férias monstruosas: nova aventura dos monstros engraçados(foto: Columbia Pictures/Divulgacao)
Hotel Transilvânia 3: Férias monstruosas: nova aventura dos monstros engraçados (foto: Columbia Pictures/Divulgacao)
 
 
Não é seguramente pela animação de Joe Jonas, ao entoar músicas como It´s party time e I see love, que o público vai ao cinema assistir a Hotel Transilvânia 3: Férias monstruosas. O espectador tem compromisso, de verdade, é com as gaiatices da família de Drac (no original, dublado por Adam Sandler), formada pelo pai dele, Vlad, e ainda por uma nova linhagem de vampiros que inclui Mavis, o neto de Vald, Dennis, e o genro do protagonista, um humano chamado Jonathan. Para variar a cartilha do bê-a-bá, desta vez, os personagens saem da toca: melhor dizendo, caem na vida, deixando para trás o famoso hotel do título.

Quem quiser acompanhar as vozes originais idealizadas pelos personagens vai se deparar com as interpretações de personalidades de peso, como Selena Gomez, Steve Buscemi e Mel Books (de S.O.S. — Tem um louco solto no espaço). Outro som bastante conhecido enfeita a trilha: há a presença da batida eletrônica do DJ Tiësto. Produtor de séries de desenhos animados na linha do sucesso O laboratório de Dexter, o diretor russo Genndy Tartakowsky segue firme no comando do terceiro exemplar da série, em que atua como corroteirista, ao lado de Michael McCullers.

Um luxuoso navio — separado para o percurso de um pacote de cruzeiro — afasta o protagonista Drac da rotina de atender aos hóspedes do hotel que ele habitualmente gerencia. Na quebra de rotina, ele se apaixonará pela capitã Ericka, à frente do comando da rota das férias. Iludido, Drac não percebe tratar-se da bisneta de Abraham Van Helsing, famoso caçador de vampiros, e que está envolvida numa tramoia perigosa.
 
 
 Enquanto isso, no Cine Brasília...
 
Hannah
• Vencedor do prêmio de melhor atriz para Charlotte Rampling, no último Festival de Veneza, é o segundo filme assinado por Andrea Pallaoro. Uma vida em transformação está representada na tela: ladeira abaixo, sem companhia, e com uma vida nada animadora, a protagonista faz pequenas alterações no dia a dia, em busca de alguma satisfação. Em exibição às 18h30, com sessões também no Cine Itaú.



Imagens do Estado Novo — Partes I e II
• Sob direção de Eduardo Escorel (Lição de amor), o filme se concentra no destino do país outrora comandado por Getúlio Vargas. Além de examinar o diário de Vargas, o cineasta repensa a interferência de interesses na cristalização dos dados históricos documentados em material de arquivo, composto por fotografias, cinejornais, cartas e, até mesmo, por canções populares. Com exibições alternadas, às 14h, hoje e sábado (parte 1) e amanhã e domingo (parte 2).



Nos vemos no paraíso 
• Valorizado pela direção de arte, pelos figurinos e pela fotografia (quesitos premiados no importante âmbito do César), Nos vemos no paraíso rendeu ainda prêmio pelo roteiro adaptado do romance de Pierre Lemaître. Sob a direção de Albert Dupontel (Uma juíza sem juízo), que se desdobrou como ator, protagonizando o filme, a produção investe num enredo às vésperas do fim da Primeira Guerra Mundial. O personagem de Dupontel é Albert, militar salvo pelo colega Édouard (Nahuel Pérez Biscayart, ator do sucesso 120 batimentos por minuto). A dupla investe em plano de contravenção, disposta a lucrar com a emoção e a honra levantada por heróis do front mortos em combate. Atração das 20h10.


Safári e A vida extraordinária de Tarso de Castro
• A ser exibido hoje e sábado, às 16h50, Safári é um documentário que acompanha o abate de búfalos, cervos e zebras, na África, em ações de turistas que investem altos valores pelas caçadas. Produção criada pela Áustria, e assinada por Ulrich Seidl, a fita examina posições hierárquicas entre turistas alemães e austríacos, que exploram o continente africano. Atração de amanhã e de domingo (às 16h50), A vida extraordinária de Tarso de Castro descortina parte importante da independência da imprensa brasileira. A memória de um dos fundadores de O Pasquim, Tarso de Castro, é posta em primeiro plano, no filme que trata de provocações e polêmicas que quebraram parte da sisudez do período da ditadura militar. O documentário é de Leo Garcia e Zeca Brito.
  
  

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