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Correio Braziliense

Guinga, Diogo Nogueira e Maria Rita fazem shows na cidade

Os artistas fazem show com clássicos da MPB


postado em 19/07/2018 07:30 / atualizado em 18/07/2018 18:56

Guinga terá a companhia do cantor Paulista Pedro Laco: ele revisitará os últimos discos(foto: Manfred Pollert/Divulgação)
Guinga terá a companhia do cantor Paulista Pedro Laco: ele revisitará os últimos discos (foto: Manfred Pollert/Divulgação)

 
Sem muito alarde, Guinga tem levado suas sofisticadas composições e o seu violão virtuoso para exigentes plateias do Brasil e do exterior. Ele retornou recentemente da Europa, onde fez apresentações e esteve à frente de oficinas em Lisboa e Copenhague. Num concerto na capital portuguesa, teve como convidada a cantora lusitana Maria João, com quem havia gravado, há dois anos, o CD Mar afora. Já na cidade da Dinamarca, dividiu o palco com o conceituado Mid Ensemble, num festival de jazz, que contou também com a participação de Hermeto Paschoal.

De volta a Brasília, o genial músico carioca, nascido em Madureira, é atração de hoje e amanhã, às 21h, no Espaço Cultural do Choro. “É com um prazer imenso, depois de dois anos de ausência, retomar meu contato com o público do Clube do Choro, que sempre me acolheu com atenção e carinho”, comemora. “Desta vez tenho a companhia em cena do cantor paulista Pedro Laco, que utiliza a voz como faz Bob McFerrin”, acrescenta.

No show, Guinga revisita sua obra, em especial os três discos, lançados nos últimos dois anos: os que fez com Maria João e o Quarteto Carlos Gomes; e o álbum solo Canção da Impermanência. Há a possibilidade de ele cantar Tangará, canção para a qual escreveu a letra, gravada por Sérgio Mendes. “No momento está no Brasil uma equipe da produtora japonesa NHK, que veio fazer um documentário focalizando meu trabalho. O show que farei no dia 5 de agosto, no Auditório Ibirapuera, em São Paulo, ao lado do saxofonista Proveta, do flautista Teco Cardoso e de Mônica Salmaso, também vai ser filmado para a produção”, conta.

Maria Rita cantará um repertório em que predominam sambas do novo CD(foto: Guto Costa/Divulgação)
Maria Rita cantará um repertório em que predominam sambas do novo CD (foto: Guto Costa/Divulgação)

 
O balanço de Maria Rita
 
Maria Rita Costa Camargo Mariano é o nome completo de uma cantora que vem de linhagem nobre da música popular brasileira. Filha de César Camargo Mariano e de Elis Regina, ela é uma herdeira à altura do legado dos pais. Em 15 anos de carreira, lançou discos que venderam milhares de cópias, tem feito shows que arrastam multidões e emplacou vários sucessos.

Seu trabalho mais recente é o Amor e música, álbum que chegou às lojas e às plataformas digitais em janeiro último, e deu nome ao show que estreou em março na Fundição Progresso, no Rio de Janeiro, e depois seguiu em turnê pelo país. Em 14 de maio, ela foi assistida por três mil pessoas no auditório master do Centro de Convenções Ulysses Guimarães e hoje, de volta à cidade, se apresenta na Quinta Cultural do projeto Na Praia. Ela deve subir ao palco por volta das 21h.

No show, predominam sambas do repertório do novo CD, entre os quais Cadê Obá (Davi Moraes e Carlinhos Brown), Samba e swing (Batatinha), Perfeita sintonia (Fred Camacho, Marcelinho Moreira e Leandro Fab) e Pra Maria (Marcelo Camelo). No roteiro, Maria Rita incluiu, também, músicas que ele havia gravado anteriormente ou cantado em outros shows, como É (Gonzaguinha), Tá perdoado (Arlindo Cruz e Franco) e O bêbado e a equilibrista (João Bosco e Aldir Blanc).

A cantora tem a companhia em cena da banda formada por Leandro Pereira (violão 7 cordas), Wallace Santos (bateria), Alberto Continentino (baixo), Fred Camacho (cavaquinho), Rannieri Oliveira (teclado), Jorge Quininho e Adilson Didão (percussão). A cenografia é de Zé Carratu e a iluminação, de Arthur Farinon. Maria Rita usa figurino criado pelo estilista Walério Araújo. 
 
 Com o pé na estrada
 
Com Munduê, seu primeiro projeto totalmente autoral, Diogo Nogueira celebra 10 anos de carreira. Depois de lançar o CD, o cantor e compositor carioca, um dos mais destacados sambistas da nova geração, botou o pé na estrada com turnê homônima, que chega a Brasília neste fim de semana. O show será apresentado sábado, às 21h, no auditório master do Centro de Convenções Ulysses Guimarães.

Acompanhado  por João Marcos (baixo e direção musical), Henrique Garcia (cavaquinho), Wallace Pires (violão), Jefferson Rios (bateria), Maninho e Bruno Barreto (percussão) e Fabiano Segalote (trombone), Diogo canta boa parte dos sambas do disco, como Coragem, Império e Portela, Tempos difíceis e o que dá nome ao trabalho.

Ao repertório foram incorporados clássicos da MPB, entre os quais Apesar de você (Chico Buarque), Força estranha (Caetano Veloso), Frevo mulher (Zé Ramalho), Homem também chora (Gonzaguinha), Deixa a vida me levar (Serginho Meriti). Martinho da Vila é homenageado com um medley que inclui Casa de bamba, Segure tudo e Pra que dinheiro?. (IRL)



(foto: Guto Costa/Divulgacao)
(foto: Guto Costa/Divulgacao)



QUATRO PERGUNTAS/ Diogo Nogueira


Celebrar 10 anos de carreira é importante em que medida?
Celebrar é sempre um ato importante, para fortalecer, para registrar, para dar continuidade ao que a gente faz com amor, luta e muito suor. Completei 10 anos de carreira e quis fazer um disco 100% autoral, com músicas minhas com parceiros diversos, e assim nasceu Munduê.

Munduê, o álbum e o show, representam o que em sua trajetória artística?
Acho que um divisor de águas. Pela primeira vez resolvi gravar um disco somente com músicas minhas e fiquei numa expectativa grande de como ele seria recebido pelo público, pelos fãs, pela crítica. Tive a felicidade de me juntar com grandes parceiros, compositores jovens e músicos da melhor qualidade. Convidei dois jovens para produzirem o disco, sendo um deles o Rafael dos Anjos, de Brasília, e o outro o cavaquinista Alessandro Cardozo. Toda essa mistura, essa química, deu liga, e taí o nosso Munduê, correndo o mundo e sendo elogiado por muita gente por quem  tenho respeito.

O que o levou a tomar o clássico Grande Sertão, Veredas como referência para este projeto?
Na verdade, uma frase do Guimarães Rosa, que está em Grande Sertão, foi a inspiração para a composição da música Coragem, minha e dos meus parceiros Fred Camacho e Leandro Fab. O que a vida quer da gente é coragem e isso nos abriu a mente e os caminhos para fazermos uma canção linda, de que gosto muito, e que tem inspirado muita gente.

O emblemático Apesar de você, de Chico Buarque, está no repertório do show. Esse samba deve ser visto como o momento para o público refletir sobre a situação que vive o país atualmente?
Sim, é uma música que está mais atual do que nunca e faz parte de um momento especial do show, um momento de reflexão, entendendo melhor esse passado recente do nosso país e construindo um futuro melhor para o nosso tão sofrido povo brasileiro. Afinal, amanhã há de ser outro dia.
 
Baker à candanga
 
Para homenagear Chet Baker, o cantor e compositor Leonel Laterza idealizou o espetáculo Retratos Musicais, que será apresentado, hoje e amanhã, às 20h30, no teatro do Centro Cultural Banco do Brasil. No palco, Leonel tem a companhia de Rogério Midlej, Tico Moraes e da banda formada por Marcus Santos (trompete), Flávio Silva (piano), Daniel Castro (baixo),Pedro Almeida (bateria). Há a participação do ator Jairo Faria. A direção artística e os textos têm a assinatura de  Alexandre Ribondi.

“O show é uma celebração ao mito Chet Baker, que morreu há 30 anos. Preparamos um espetáculo de altíssimo nível, com direção e textos de Alexandre Ribondi”, anuncia Laterza. O repertório traz clássicos jazzísticos como My funny valentine, I get along wihout you very well, Let’s get lost, There wiil never be another you e Embaceable you


Chet Baker — Retratos Musicais
Show com Leonel Laterza, Rogério Midlej, Tico de Moraes e banda, e participação do ator Jairo Faria. Direção de Alexandre Ribondi, hoje e amanhã, no teatro do Centro Cultural Banco do Brasil. Ingressos R$ 20 e R$ 10 (meia). Não recomendado para menores de 14 anos.
  
 
  
 Munduê
Show de Diogo Nogueira e banda sábado, às 21h, no auditório master do Centro de Convenções Ulysses Guimarães (Eixo Monumental). Ingressos: R$ 220 (poltrona premium), R$ 180 (poltrona vip Lateral), R$ 140 (poltrona especial lateral), R$ 100 (lateral), R$ 70 (poltrona superior) e R$ 60 (poltrona superior lateral) – valores referentes a meia entrada. Ingresso social: R$ 230 (premium), R$ 190 (vip lateral), R$150 (especial), R$110 (especial lateral), R$ 80 (superior) R$ 70 (superior lateral). Assinante do Coreio tem desconto de 55% de desconto em ingresso de inteira. Pontos de venda: Rede de lojas Cia Toy e Belini Pães e Gastronomia (113 Sul), Venda pela intenet: www.nãoperco.com (com taxa de serviço e pagamento por cartão de crédito) Informações: 4101- 1121 e 4101-1230.
 

Amor e Música
Show de Maria Rita e banda hoje, às 22, pela Quinta Cultual do projeto Na Praia (Orla Norte do Lago Paranoá). Ingresso: R$ 51 (meia entrada, mediante a doação de um quilo de alimento não perecível). Os portões vão ser abertos às 17 para happy hour, comandado por DJ.
   
 
Guinga – Os Mais Belos Acordes do Subúrbio
Show do violonista e compositor, com a participação do cantor Pedro Laco, hoje e amanhã, às 21h, no Espaço Cultural do Choro (Eixo Monumental). Ingressos: R$ 40 e R$ 20 (meia para estudantes). Não recomendado para menores de 14 anos. Informações: 3224-0599.
 

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