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Correio Braziliense

Festival de Brasília: Saiba mais sobre alguns dos filmes da Mostra Brasília

Os selecionados para a mostra foram divulgados na terça-feira (24/7)


postado em 25/07/2018 07:20

Riscados pela memória: bastidores do curta de Alex Vidigal, selecionado para o festival(foto: Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press - 28/1/18)
Riscados pela memória: bastidores do curta de Alex Vidigal, selecionado para o festival (foto: Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press - 28/1/18)

Produtores e realizadores de prestígio, dentre os quais André Luiz Oliveira, Rafaela Camelo e William Alves estão à frente dos 21 filmes selecionados para a Mostra Brasília do 51º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. Integrada ao evento que se estenderá até 23 de setembro, a tradicional mostra, que rende aos ganhadores o Troféu Câmara Legislativa — com distribuição de R$ 240 mil em prêmios — transcorrerá entre 17 e 21 de setembro. Prestigiada tradicionalmente em peso pelo público, a Mostra Brasília ocorre no Cine Brasília (entre as 18h e 20h30), e renderá, entre outros, prêmios do júri popular da ordem de R$ 40 mil (melhor longa) e R$ 10 mil (melhor curta). Clique e confira a lista completa de selecionados.

Nesta 23ª edição do Troféu Câmara Legislativa, 92 produções efetivamente inscritas passaram pelo crivo da comissão de seleção, formada pelos jornalistas Adriano de Angelis e Kakau Teixeira, pelo diretor Péterson Paim, pela documentarista Diana Svintiskas e pela atriz e realizadora Núbia Santana. Ainda não definida a equipe que votará, entre os finalistas, prêmios do júri oficial, aos quais são destinados os valores de premiação mais polpuda: o melhor longa leva R$ 100 mil e o melhor curta, R$ 30 mil.

Três longas, todos com personagens em extrema crise, estão alinhados para a disputa. Marés, de João Paulo Procópio, trata da vida de um homem recentemente separado e que lida com alcoolismo e as incertezas de ver a filha dele, enquanto New Life S/A, de André Carvalheira, mostra um protagonista jovem que pretende reinventar a própria vida, a partir dos conceitos de sua arquitetura que prega novas relações entre indivíduos e sociedade. Pioneiro na premiação do cinema brasiliense, dentro do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, o diretor André Luiz Oliveira (de Louco por cinema) comparece com o misto do documentário e drama O outro lado da memória.

O longa escolhido de André Luiz revela o projeto abortado de transpor para o cinema uma adaptação do clássico romance do escritor João Ubaldo Ribeiro Viva o povo brasileiro (publicado em 1984). Até 2005, o artista se empenhou, por mais de uma década, na realização do projeto interrompido semanas antes das filmagens iniciais. Além de documentar a pré-produção do longa inexistente, O outro lado da memória especula e reflete em torno do impedimento do longa que investiria em desbravar parte do Brasil colonial. Vale o reforço de que, para além das oito categorias em que longas competem por R$ 6 mil (entre quesitos como melhores atores, roteiro e fotografia), a melhor direção receberá R$ 12 mil.

Criado em 1996 para o estímulo nas criações de cinemas de artistas locais, o Troféu Câmara Legislativa foi janela de reconhecimento para nomes como Vladimir Carvalho, Dácia Ibiapina, Geraldo Moraes e Manfredo Caldas. Neste ano, o melhor longa-metragem, segundo o júri popular, receberá apoio de R$ 100 mil (via Petrobras), para aplicação na estrutura de distribuição. Para a seleção de 2018, a curadoria ainda selecionou 18 curtas-metragens, entre os quais À tona, título de Daniella Cronemberger (que será concorrente no Festival de Gramado, em agosto) e Presos que menstruam, título assinado por Alisson Sbrana e com classificação indicativa de 18 anos.

À tona, título de Daniella Cronemberger (que será concorrente no Festival de Gramado, em agosto)(foto: Dani Azul/Divulgação)
À tona, título de Daniella Cronemberger (que será concorrente no Festival de Gramado, em agosto) (foto: Dani Azul/Divulgação)


No bloco dos curtas selecionados, nomes de jovens como Bruna Carolli (Cabeças) e Rafael Stadniki (Sinucada) se misturam a profissionais bem reconhecidos. William Alves e Zefel Coff defenderão A praga do cinema brasileiro, enquanto Douro Moura trará Monstros e os produtores (e cineastas) Rafaela Camelo e Alex Vidigal responderão, respectivamente, por O mistério da carne e Riscados pela memória.

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