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Correio Braziliense

Tom Cruise e sua Missão impossível 6: estripulias sem dublê

Cavalo de pau e tornozelo quebrado estão na conta do longa


postado em 26/07/2018 07:30 / atualizado em 25/07/2018 19:03

Tom Cruise segue firme nas estripulias e dispensa dublês no sexto filme da série Missão impossível(foto: Chiabella James/Paramount)
Tom Cruise segue firme nas estripulias e dispensa dublês no sexto filme da série Missão impossível (foto: Chiabella James/Paramount)

 

 Um herói da vida real, mas com treinamento e oportunidades espetaculares. O conceito se aplica à perfeição para descrever não apenas o personagem central da franquia Missão Impossível, Ethan Hunt, podendo se estender ao astro Tom Cruise, que, em duas décadas de encenação de tarefas complexas para a telona, respondeu pelas bilheterias superiores a US$ 2,8 bilhões. “Criamos ação que se sustenta pelo realismo”, observa, no material de divulgação, o coordenador de cenas de ação  (Missão: Impossível — Efeito Fallout) Wade Eastwood.


Antes mesmo da trama, a curiosidade dos fãs se confirma nos pequenos fatos que cercam os bastidores dos filmes de corre-corre interpretados por Cruise. Aos dados, portanto: um tornozelo quebrado foi dos mais marcantes resíduos das gravações para o astro.

Fallout, aliás, é o nome do rescaldo nuclear radioativo presente no enredo — servindo ainda, numa metáfora, para tratar das sobras de boa vontade do personagem Hunt que, mesmo ciente de ser manipulado por superiores hierárquicos, se afirma na integridade preservada.

Empolgado pelo roteiro de Efeito Fallout, o astro Henry Cavill (o Superman das telonas) é todo elogios para o diretor e roteirista Christopher McQuarrie (que ganhou Oscar, por Os suspeitos): “Ele encaminha personagens para que atravessem situações altamente estressantes; sobrevivam, cresçam e mudem, num progresso”, demarcou Cavill, para a imprensa internacional.

Visto como um anarquista no enredo, o tipo vivido por Cavill, August Walker, é um agente da CIA destacado para ladear Ethan Hunt, a contragosto. Matador da CIA, Walker tem uma cena em que atira em Hunt. “Cavill é um antagonista esplêndido”, garantiu o diretor.

Mesmo entre os especialistas em espionagem que acompanham Hunt na IMF (Impossible Mission Force), haverá desavenças em Efeito Fallout. Presente nos filmes desde 1996, Luther (Ving Rhames), pela primeira vez, terá uma briga física com o colega Hunt, como parte da “humanização do personagem”, nas palavras do ator.

As novidades também alcançam o cenário do filme. Com bala no pente, a equipe chegou a negociar o fechamento, por horas, de pontos turísticos franceses da magnitude do Arco do Triunfo. O Milford Sound (na Nova Zelândia), penhascos da Noruega (e o precipício Pulpit Rock) estiveram entre as locações, junto com o Rio Sena, além do museu londrino Tate Modern e da Catedral de São Paulo.

Estagnação é palavra que não combina com Missão Impossível; daí a assumida inspiração pelo clássico da literatura Odisseia (de Homero), que chega mesmo a aparecer na tela. Como aconteceu há 12 anos, por exemplo, o personagem Benji (papel do comediante Simon Pegg), um analista de sistema da IMF, parte para a ação, deixando para trás a bancada e os experimentos em laboratórios.

Depois de, em Protocolo Fantasma, se arriscar na escalada do mais alto arranha-céu do mundo, em Dubai, e de decolar grudado a um avião de carga (do lado de fora, é claro), em Nação secreta; Ethan Hunt (e, por extensão, Tom Cruise) se mete em aventuras que envolvem 70 carros e 13 helicópteros, em cenas de Efeito Fallout.

Haja fôlego

Dar um cavalo de pau, numa escadaria de pedra (coisa necessária, no novo filme) soa até  brincadeira para Cruise, que tem 37 anos de carreira como ator. “Tudo é concebido para colocar Cruise no centro da ação”, sublinhou, na mídia internacional, o diretor Christopher McQuarrier.

Suspenso em um penhasco a 600 metros, na Noruega, ou, no rigor do inverno da Nova Zelândia, a dois quilômetros do chão, Tom Cruise, ano passado, nas filmagens, pôde ser visto a 160km por hora, dentro de um helicóptero sem porta.

Já com o pé no chão, Ethan não deixará de ter trabalho. Alana, mais conhecida como a Viúva Branca, será uma das enrascadas. “Ela é a antítese completa de todas as mulheres que o protagonista já conheceu”, adiantou, para a imprensa dos Estados Unidos, a atriz Vanessa Kirby (a Princesa Margaret da série de tevê The Crown).

Na fita, Alana monta uma personalidade bondosa, de fachada: na verdade, ela é uma comerciante de armas atrelada à rede de terroristas. Entre as tarefas do grupo de parceiros de Ethan estará recuperar doses de plutônio extraviado. 


Outras estreias
 
Ilha dos cachorros
• Depois do sucesso de O grande Hotel Budapeste, o diretor texano Wes Anderson mistura politicagem, amizade canina e ações de isolamento entre homens e bichos, na mais recente obra, uma animação premiada no Festival de Berlim.



Alguma coisa assim
• Numa codireção, 10 anos depois da realização do curta homônimo, Esmir Filho e Mariana Bastos retomam o destino dos amigos interpretados na telona por Caroline Abras e André Antunes. Seria uma simples dupla ou um casal?



Promessa ao amanhecer
• Estrela de filmes de Lars von Trier, Charlotte Gainsbourg se une ao astro Pierre Ninney para contar a vida de um escritor que tem o talento eternamente condicionado ao amor maternal. A direção do filme é de Eric Barbier.

Todo dia, filme sobre personagem que desperta em corpos diferentes a cada dia(foto: Reprodução/Internet)
Todo dia, filme sobre personagem que desperta em corpos diferentes a cada dia (foto: Reprodução/Internet)


Todo dia
• Todo dia, ele (ou ela) nunca faz nada igual: assim é a trama do filme de Michael Sucsy. Explica-se: sempre apaixonado, A, o personagem central, desperta a cada dia num corpo diferente.



Cachorros
• Atriz do premiado filme do chileno Sebastián Lelio, Glória, a diretora Marcela Said investe na trama de moça desprezada que busca amor na figura de um professor cujo passado tangencia a ditadura chilena.



Vinte anos
• Apresentado no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, em 2016, o documentário de Alice Andrade examina transformações cubanas e dos lares de três apaixonados casais.



A festa
• No filme de Sally Potter, uma política de esquerda (vivida por Kristin Scott Thomas) faz o possível para celebrar vitórias na trajetória pública, enquanto, num encontro com amigos, o marido dela (Timothy Spall) põe tudo a perder, por uma inesperada revelação.



Lámen Shop
• Entre panelas e a perda da estabilidade emocional, jovem chefe de cozinha segue para Singapura, a fim de se reciclar. A direção é de Eric Khoo.
 
 
 
  

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Todo dia, filme sobre personagem que desperta em corpos diferentes a cada dia(foto: Reprodução/Internet)
Todo dia, filme sobre personagem que desperta em corpos diferentes a cada dia (foto: Reprodução/Internet)
 

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