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Correio Braziliense

Dupla de artistas brasiliense cria HQ permeada de folclore e cultura pop

Ciça, a menina-saci é o novo trabalho dos artistas plásticos Lucas Marques e Bruno Prosaiko


postado em 29/07/2018 07:16

"A proposta é ser um entretenimento": defende Lucas Marques (foto: Assessoria / PedroBrandt)
 
 
Disponível para quem quiser ver pelo site cicasaci.com.br, a história em quadrinhos Ciça, a menina-saci é o novo trabalho da dupla brasiliense de artistas plásticos Lucas Marques e Bruno Prosaiko. Juntos, eles criaram o enredo; Marques ficou responsável também pelo desenho e Prosaiko, pela coloração. A história acompanha as aventuras de Ciça, uma jovem saci, e é permeada de folclore, cultura pop e muita aventura.

“A proposta é ser um entretenimento com um humor para o público infantil, permeada de pequenos questionamentos do que as crianças vivem em sociedade, para fazer pequenas alegorias do dia a dia. O que a gente está procurando nesta primeira temporada da história é tratar basicamente do universo da Ciça, uma garota que é um pouco levada, mas que está aprendendo e buscando, como qualquer criança, aventuras com os amigos”, define Lucas Marques. A história terá oito capítulos em sua primeira temporada, sendo que já está no ar a quarta parte.



DNA brasiliense

Mesmo com a influência oriental e norte-americana, um dos grandes diferenciais de Ciça, a menina-saci é a veia brasileira, ou melhor: o espírito brasiliense. Segundo Marques, o mercado da capital tem potencial para o gênero artístico e está se expandindo a ponto de ter linguagem própria: “Tem uma galera produzindo, a gente sabe pelos colegas da faculdade, têm eventos, existe uma cena brasiliense que está em expansão, todos os anos são lançados títulos novos aqui e o público está conhecendo mais. As HQs de Brasília têm uma linguagem mais experimental, com uma característica própria, acho que tem, sim, uma profissionalização maior”.

Sobre o mercado brasiliense, o morador do Guará ainda conta que grande parte dela está sendo possível graças a investimentos governamentais, como o Fundo de Apoio à Cultura (FAC). “Fazer quadrinhos é um trabalho como qualquer outro e custa. Não é um hobby. A gente precisa sobreviver com isso. O incentivo torna isso uma profissão, inclusive o retorno social que vem após os investimentos é muito grande. Além da gratuidade e ampliação da distribuição, as pessoas têm mais contato com arte em geral”, defende Marques. Ele completa sobre a existência do próprio quadrinho: “Os recursos que tínhamos eram limitados, e sem um financiamento não seria possível levar Ciça ao público”.

*Estagiário sob a supervisão de Vinicius Nader

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