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Correio Braziliense

Hugo Novaes, do 1tema1minuto1poema, vai lançar livro em versão e-book

O alagoano se tornou famoso por publicar vídeos de poemas de um minuto na internet


postado em 01/08/2018 07:35 / atualizado em 02/08/2018 11:08

Com temas propostos pelos seguidores, o alagoano Hugo Novaes cria poemas(foto: Errol Flinn/Divulgação)
Com temas propostos pelos seguidores, o alagoano Hugo Novaes cria poemas (foto: Errol Flinn/Divulgação)

O alagoano Hugo Novaes, 30 anos, segue um caminho parecido com o de Bráulio Bessa. Ele começou a carreira de poeta na internet quando publicou o vídeo de um poema sobre uma vaquejada de um minuto e 44 segundos. A publicação viralizou e daí surgiu a ideia para criar, no ano passado, o canal 1tema1minuto1poema. “Na verdade, eu escrevo desde os 8 anos. Mas, quando o poema viralizou, vi que para dar certo tinha que ter um tema em alta e ser de um minuto”, explica.

O sucesso do canal na web — principalmente no Instagram, onde tem mais de 102 mil seguidores — fez com que Novaes fosse notado pela televisão e ganhasse um espaço no programa É de casa, exibido aos sábados na Rede Globo. “Com a projeção na internet, chegou ao programa e isso foi muito bom para mim, porque me deu uma visibilidade maior”, revela. Nos vídeos, o alagoano recita poemas criados a partir de um tema escolhido pelos seguidores e que obrigatoriamente tenham no máximo um minuto de duração.



A repercussão na tevê e na internet se transformou também em uma oportunidade de lançar um livro de poemas, que ganha em setembro uma versão de amostra grátis em formato e-book e no ano que vem a versão completa. “O livro é um sonho realizado. Todo mundo que faz poemas, eu acredito, tem um sonho de eternizar a sua obra e o livro continua sendo essa forma”, conta. Por enquanto, Hugo Novaes deve lançar a obra de forma independente.

Antes de fazer sucesso como poeta, Novaes se destacou como compositor. É dele sucessos gravados por nomes como Mano Walter e Wesley Safadão. “Passei boa parte da minha vida apostando nas composições, mais do que nos poemas. Durante um tempo, dei mais ênfase a isso, porque a música é bem mais consumida. Mas, quando eu fiz o poema, vi que meu pensamento era errado, o que falta é quem faça poema, não quem consuma”, ressalta.

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