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Correio Braziliense

Segundo filme da franquia 'Mamma Mia!" chega aos cinemas

Longa tem Meryl Streep e Amanda Seyfried no elenco


postado em 02/08/2018 07:30 / atualizado em 02/08/2018 15:35

Cena do filme
Cena do filme "Mamma Mia! Lá vamos nós de novo", com Meryl Streep e Amanda Seyfried (foto: Jonathan Prime/Universal Pictures)

Não chega a ser spoiler saber, desde o começo do longa Mamma mia! Lá vamos nós de novo, que é uma das estrelas mais cintilantes do outro longa da franquia, feito há dez anos, pouco aparece. Ainda que fundamental à trama, a Donna interpretada por Meryl Streep, na verdade, ficará mais a cargo de Lily James (de Cinderela), nesta segunda parte que adapta um musical de sucesso dos anos 1980. Dependente de eventos do passado, o enredo ganha em vitalidade, com as cenas de Lily James, Jessica Keenan Wynn e Alexa Davies, que dão vida, pela ordem, às quase inseparáveis Donna, Tanya e Rosie.

É no desfecho da jornada pela Universidade de Oxford que, em 1979, o trio acentua os laços de amor, lealdade e amizade. Sob o pretexto de “criar memórias”, Donna parte para a Paris em que encontrará o jovem Harry (Hugh Skinner, que, mais tarde na telona, se transformará em Colin Firth). Passado o número musical de Waterloo, Harry terá o “maior evento da vida”, ao transar com Donna. Ele será mais um dos nomes que podem responder pela paternidade de Sophie (Amanda Seyfried), uma das personagens-chaves do filme, que, dada a voluptuosidade de Donna, é candidata a ser filha ainda de Sam (Pierce Brosnan) e Bill (Stellan Skarsgard).

Entre o desfrute, assumido, do poder sobre as mulheres ou o descompromisso de uma relação mais séria, Bill, na juventude, terá um aprendizado junto a Donna, que invade seu barco, rumo à ilha grega de Kalokairi (com locações reais, na Croácia). Com enredo que alcança desde Tóquio até Estocolmo, Lá vamos nós de novo tem muito a explorar, em termos de cenário, ao aproveitar do azul celeste preponderante no local em que Sophie (dona de uma relação instável com Sky — personagem de Dominic Cooper) quer inaugurar o Hotel Bella Donna. Depois de assinar sucessos como O exótico Hotel Marigold, que teve sequência na telona, Ol Parker assume o roteiro e a direção de Mamma mia! Lá vamos nós de novo. Na lida com dilemas de personagens (sempre alto-astral) da dita melhor idade, o cineasta dá bom destaque para as envelhecidas amigas de Donna, Tanya (Christine Baranski) e Rosie (Julie Walters). Numa das melhores cenas, Rosie tenta se conformar de que talvez sua “alma gêmea” seja “carboidratos”.

Quem reforça o elenco do novo filme é a dupla formada por Andy Garcia e Cher, respectivamente, o misterioso Señor Cienfuegos e a contrariada avó Ruby. Cienfuegos, por sinal, é objeto de desejo das espevitadas coroas que chegam a negociar, em porcentagem, dotes do senhor “cem fogos”. Retratando liberdade, maternidade e de rostos que entram “em colapso” (como resume um dos personagens), Mamma mia! Lá vamos nós de novo busca o mero entretenimento, repleto de músicas dançantes do sueco grupo ABBA, que respondeu, no passado, por sucessos como One of us e Knowing you, knowing me, presentes no filme.



US$ 600 milhões
Valor arrecadadofoi a renda do  primeiro longa, feito em 2008
 

 

 

Outras estreias

 

 

Ana e Vitória
Comédia romântica musical assinada pelo brasiliense Matheus Souza, a fita se concentra no processo de imediata assimilação do repertório pop da dupla.



Hilda Hilst pede contato
Uma pretendida conversa com Cammus ou com Clarice Lispector, entre outros, moveu a mais célebre moradora da Casa do Sol (Campinas), na busca de formas para alcançar comunicação extraterrena. A direção do documentário é de Gabriela Greeb.



O nome da morte
Cinebiografia do matador Julio Santana, que respondeu pela morte de quase 500 pessoas. A trama do pistoleiro é encabeçada por Marco Pigossi e Fabiula Nascimento. Direção de Henrique Goldman.

(foto: Elo Filmes/Divulgação)
(foto: Elo Filmes/Divulgação)


Querido embaixador
Luiz Fernando Goulart dirige o filme que examina a atuação do diplomata Luiz Martins de Souza Dantas, que, durante a Segunda Guerra, contrariando o governo Vargas, facilitou a fuga de brasileiros do nazismo.
 

 

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