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Correio Braziliense

Jazz ao ar livre na Caixa Cultural tem João Bosco e Carlos Malta

Festival reúne elenco de excelência na cena do jazz


postado em 02/08/2018 07:30 / atualizado em 02/08/2018 10:45

Edição 2015 do Cerrado Jazz Festival, na área externa do Museu da República(foto: Rômulo Juracy/Divulgação)
Edição 2015 do Cerrado Jazz Festival, na área externa do Museu da República (foto: Rômulo Juracy/Divulgação)
 
Embora venha crescendo de ano para ano, o Cerrado Jazz Festival tem mantido as suas características básicas. Realizado em locais abertos e centrais da cidade, o evento reúne no elenco de convidados, formado por artistas de diferentes gerações da cena internacional, nacional e brasiliense. A proposta é fazer chegar ao público, gratuitamente, música instrumental de qualidade. “Tudo isso pra que um número maior de pessoas possa usufruir da sofisticada sonoridade do jazz e do blues, numa autêntica festa da música”, destaca Lorena de Oliveira, coordenadora do encontro, da produtora Beco da Coruja.

Brasília vai ser representada no Cerrado Jazz por quatro grupos instrumentais: o Funqquestra, com o show Não enche, baseado em CD homônimo; o trio jazzístico Mesa pra Três, formado por Fávio Silva (piano), Daniel Castro (baixo) e Pedro Almeida (bateria); e o Gypsy Jazz Club, quarteto integrado por Victor Angeleas (bandolim e violão tenor), Eduardo Souza (violão gypsy), Pedro Vasconcellos (cavaquinho) e Igor Diniz (contrabaixo acústico), que faz o chamado jazz nanouche, com releitura de composições de Django Reinhardt, Stéphane Grappelli, Ary Barroso e Pixinguinha. Em todos os dias, o Capivara Brass Band faz cortejo pelo espaço do festival.

João Bosco, um dos homenageados, traz para a capital o show comemorativo dos 40 anos de carreira, no qual prioriza canções marcantes de sua obra, além de singles do Mano que zueira, o CD mais recente. O autor de clássicos como Corsário, Jade, Papel machê, O bêbado e a equilibrista e Quando o amor acontece tem a companhia de banda.

Áurea Martins, uma das cantoras mais aplaudidas do circuito noturno do Rio, com mais de 50 anos de carreira, diz se sentir lisonjeada com a homenagem que vai receber no Cerrado Jazz. “Para mim é uma honra receber essa deferência em Brasília, principalmente num festival de jazz, estilo musical que é uma das facetas do meu trabalho.”

Áurea tem um LP, quatro CDs e um DVD lançados. O mais recente é o Voz e piano, que gravou com Cristovão Bastos. A invisibilidade visível é o título da biografia da cantora — artista que tem recebido seguidas demonstrações de admiração da crítica e de seus companheiros de ofício —, escrita por Lúcia Neves, pernambucana radicada no Rio.
 
 
Cerrado Jazz Festival
Na área externa da Caixa Cultural Brasília (SBS). De amanhã a domingo. Entrada franca e classificação indicativa livre.



Confirma a programação completa:

Amanhã

20h30  Funqquestra

22h  Áurea Martins

23h30   Irving Acao

1h  Spok Quinteto
Cortejo com a Capivara Brass Band


Sábado

20h30  Mesa pra Três Jazz

22h  Amaro Freitas

23h30  Duo + 2 com Duofel, Carlos Malta e Robertinho Silva com participação de Ellen Oléria

1h  João Bosco

Cortejo com a Capivara Brass Band


Domingo

20h  Gypsy Jazz Club

21h30  Bianca Gismonti Trio

23h  Earl Thomas com Igor  Prado & Justgroove

Cortejo com a Capivara  Brass Band 

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