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Correio Braziliense

Começa hoje a Mostra do Festival Anima Mundi no CCBB

A programação da cidade soma mais de 35 exibições


postado em 08/08/2018 07:32

Cena de Rise, do diretor Jannerson Xavier(foto: Manu Santos/Divulgação)
Cena de Rise, do diretor Jannerson Xavier (foto: Manu Santos/Divulgação)



A 26ª edição do Anima Mundi guardou uma programação especial para a cidade. Mesmo que o festival não chegue a Brasília com a programação completa,  a capital está recebendo parte da mostra. A programação da cidade soma mais de 35 exibições, que estão em cartaz de hoje, até o próximo domingo, no CCBB.

“O Anima Mundi desvendou e apontou as possibilidades de termos, hoje, um mercado de animação brasileiro. Acompanhamos o desenvolvimento desse mercado, sempre divulgando e promovendo a linguagem da animação, o principal foco do festival desde sua 1ª edição”, comenta Aída Queiroz, uma das diretoras do Anima Mundi. O festival, que nasceu em 1993, recebe nesta edição obras de mais de 40 países para exibição.

Se você ainda está em dúvida sobre a importância do festival, Aída esclarece: “Os festivais de cinema são a grande vitrine para as obras produzidas mundialmente e também é a ponte que liga os autores, produtores e distribuidores com o público. Criam o acesso a filmes que, dificilmente, estarão disponíveis nos meios convencionais de comunicação e se perdem no tsunami de informações das redes sociais da internet”.

Independentes

Festivais como o Anima têm papel fundamental para a manutenção de trabalho fora de Hollywood. Quem explica melhor é Marcos Magalhães, cineasta de animação e um dos fundadores do Anima Mundi: “Os filmes de animação que chegam ao circuito dos cinemas comerciais costumam ser os produzidos em alguns poucos grandes estúdios, que têm força econômica para divulgar e promover seus produtos, além de seguir regras bastante padronizadas no roteiro, estilo de personagens e trilhas sonoras. Mas mesmo estes estão mudando aos poucos, por causa da diversidade trazida por outros filmes, geralmente de curta-metragem, que são exibidos na internet, redes sociais e em festivais como o nosso”.

Magalhães ainda completa sobre o quanto as produções alternativas aos grandes blockbuster de animação têm a capacidade de formar um mercado próprio: “Estes filmes têm influenciado o gosto do público em geral, que se abre para formatos mais experimentais e temas menos padronizados. Essas redes alternativas são a melhor forma de acessar o grande público. Temos visto muita inovação em filmes independentes. Uma das funções de um festival é sempre dar espaço a novas linguagens e estilos, que eventualmente podem, sim, conquistar um mercado”.

* Estagiário sob a supervisão do subeditor Severino Francisco.


Mostra do Festival Anima Mundi
CCBB (SCES Tc 2; 3108-7600). Neste fim de semana (de sexta a domingo), as exibições começam às 10h, sendo que também tem sessões, no três dias, às 14h; 16h; 17h, 18h e 19h. Para conferir os títulos dos filmes de cada sessão (são, em média, oito filmes por sessão), basta acessar o site: http:// culturabancodobrasil.com.br/portal/anima-mundi-2/. Os ingressos custam R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia-entrada). A classificação indicativa vária: na sessão das 10h, as produções são livres para todos os públicos. Os filmes das sessões nos outros horários não são recomendados para menores de 14 anos.
 
 

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