Publicidade

Correio Braziliense

Elba Ramalho chega a Brasília com show em que homenageia Dominguinhos

De volta a Brasília Elba ocupa o palco do Teatro da Caixa


postado em 08/08/2018 07:30

(foto: Ricardo Penna/Divulgação)
(foto: Ricardo Penna/Divulgação)
Paraibana de Conceição, no Vale do Piancó, Elba Maria Nunes Ramalho, que na adolescência foi baterista de As Brasas, banda de iê-iê-iê, em Campina Grande, décadas depois se transformaria numa das mais reluzentes estrelas da MPB. Oficialmente, a trajetória artística teve início pelas mãos dos músicos do Quinteto Violado, que a convidou para fazer parte da trupe na turnê do espetáculo cênico-musical A feira.

Logo depois de apresentações no Rio de Janeiro com o grupo pernambucano, já com o nome artístico de Elba Ramalho, ela partiu para a carreira solo, inicialmente, como crooner. Após fazer parte do grupo teatral Chegança, sob a direção de Luís Mendonça e participar da encenação de Viva o cordão encarnado, foi convidada por Chico Buarque para integrar o elenco do musical Ópera do Malandro.

Em 1978, ao gravar O meu amor — uma das canções da trilha sonora da peça, em duo com Marieta Severo —, foi “descoberta” como cantora. Desde então, lançou mais de 30 discos e seis DVDs. Um dos momentos marcantes vivido por ela foi com O grande encontro, ao lado de Alceu Valença, Geraldo Azevedo e Zé Ramalho. Outro, foi ao gravar, em 2005, um CD com Dominguinhos.

De volta a Brasília, onde tem vindo com alguma frequência, Elba ocupa o palco do Teatro da Caixa, de sexta-feira a domingo, com o show Canções de Dominguinhos, no qual presta tributo ao genial compositor e acordeonista. Ela tem a companhia da banda formada por Marcos Arcanjo (guitarra e violão), Fernando Gabi (contrabaixo), Rafael Meninão (acordeon) e Tostão Queiroga (bateria).

Canções de Dominguinhos
Show de Elba Ramalho e banda sexta-feira, às 20h; sábado, às 17h; e domingo, às 17h e 19h, no Teatro da Caixa. Ingressos: R$ 20 e R$ 10 (meia entrada). Não recomendado para menores de 12 anos. Informações: 3206-6456.

Ponto a ponto

Composições 
Gravei mais de 20 canções de Dominguinhos e fizemos  juntos um disco belíssimo em 2005. Esse álbum foi muito premiado e elogiado pela crítica na época. Hoje, ouço as gravações desse disco e gosto ainda mais. As lembranças são muitas. Dominguinhos era um amigo próximo, tínhamos muita cumplicidade e era uma presença constante no meu trabalho. É raro um disco meu que não tenha música dele. Inclusive, no meu próximo CD, que já está praticamente pronto, gravei Além da última estrela, composição dele e Fausto Nilo.

Homenagem
Na verdade, em todos os meus shows, presto minha reverência aos mestres Luiz Gonzaga e Dominguinhos. Já gravei CD e DVD homenageando Gonzaga. Foi um caminho natural, é o meu agradecimento por tudo o que ele representa na minha trajetória. Dominguinhos está no mesmo nível de Antônio Carlos Jobim, Dorival Caymmi, Hermeto Paschoal e dos nossos outros grandes mestres.

Clássicos
A obra de Dominguinhos é tão vasta que tive uma certa dificuldade para fazer a seleção para repértóriodo show. Há clássicos e tem canções que eu não gravei, mas sempre gostei de cantar. Também não estou me limitando ao universo do Seu Domingos. No show eu canto Gonzaga, Lenine, Fagner, Zé Ramalho e outros que também beberam da mesma fonte. Dominguinhos é verdadeiramente um grande manancial.

Aconchego
De volta para aconchego talvez seja a canção mais popular de todo o meu repertório. Fiz shows recentemente em Portugal, e, mesmo depois de muitos anos, Aconchego ainda é um grande sucesso naquele país.  Eu estava fechando o repertório do meu disco Fogo na Mistura, em 1985. Já estávamos em estúdio, na reta final, e ainda não tinha uma canção romântica para fechar o disco. Dominguinhos já tinha me mostrado duas vezes um baião, que era justamente Aconchego. Quando eu falei que ainda estava procurando uma canção de amor, ele mudou completamente o ritmo, fez aquela introdução maravilhosa e transformou aquele baião na canção que conquistou o Brasil. A gravação ainda ganhou arranjo e violão de Dori Caymmi, a sanfona do próprio Dominguinhos.
 
 

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade